"And now for something completely different..."
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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Magic: The Beginning

Esses dias estava pensando em como fazem 20 anos que eu jogo Magic: The Gathering.

"Como foi que você conheceu Magic? Quando você começou a jogar? Qual foi o seu primeiro deck? Você lembra qual foi a sua primeira carta?", perguntas assim surgem o tempo todo.

Depois de tomar meu tempo respondendo longamente à essas perguntas em conversas pessoais ou publicações em redes sociales em mais de uma ocasião, decidi que iria postar a história completa e detalhadamente aqui. Apenas porque eu praticamente já fiz isso no Tuíter/Xis e o texto tá quase pronto na minha cabeça, então vamos lá.

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O Primeiro Contato com a Magia

O ano era 2003, na primeira metade, então eu ainda tinha 10 anos e estava na 5ª série (época na qual eu conheci meu bom amigo Queijinho, quando mudei do período da tarde para o período da manhã). Nessa época eu ainda morava em São Caetano, na casa da minha vó. Éramos eu, meus pais, meus avós maternos, e meu tio e tia (irmãos mais novos da minha mãe). A pessoa mais próxima de mim na casa, desde o falecimento da minha bisavó dois anos antes, era a minha tia Daniela, que na época tinha cerca de 26/27 anos. Ela compartilhava comigo das coisas que eu gostava durante a infância, como desenhar, assistir Pokémon e jogar videojogos no aparelho computadorizado dela. Ela foi a primeira pessoa que conheci a ter um computador, e foi nesse computador que alguns anos antes eu havia jogado meu primeiro videojogo: Pokémon Blue, emulado em um disquete. (vish)

Enfim, nessa época minha tia apareceu com um namorado novo, um cara gaúcho, nerd e alguns anos mais novo do que ela. Acho que o nome dele era Márcio. Foi uma grande melhoria depois do último namorado dela, um tal de Jonas, que era doente a ponto de ter ciúmes dela passar tempo comigo. Eu poderia já ser chamado de nerd na escola, mas eu ainda não sabia o que realmente era o mundo nerd mais clássico, e sua profundidade. Nas visitas desse Márcio à nossa casa, ele sempre trazia coisas nerds para compartilhar comigo e com a minha tia, e elas sempre me pareciam fantásticas e interessantes. Lembro que ele trazia coisas como miniaturas de RPG de mesa, Playstation com jogos e etc. Curiosamente, pensando agora, a primeira vez que joguei Tenchu 2, um jogo que até hoje está entre os meus favoritos de todos tempos, foi ele quem trouxe, antes de eu ter o meu próprio Playstation. 

Até que uma vez ele trouxe uma caixinha de plástico com suas cartas/decks de Magic dentro. Lembro que senti um certo "misticismo" ao redor do jogo, por causa de sua arte traseira e estética parecerem muito mais "sérios" do que as artes de outros cardgames que eu conhecia, como Pokémon, Digimon e até mesmo Yu-Gi-Oh. Cartas como Poder de Gaia pareciam ter uma arte muito mais "crua" e realista, quase como se fossem pinturas e falassem sobre magia DE VERDADE, algo que meus avós religiosos não iriam gostar. Não sei se foi nesse mesmo dia, mas certa vez nós 3 (eu, minha tia, e o namorado dela) pegamos um ônibus até São Paulo e fomos na clássica Livraria Devir, onde estava tendo uma Friday Night Magic, ou como ele dizia, uma "Magic Night".

Fiquei deslumbrado vendo os expositores com mapas/dioramas de RPG, cheios de miniaturas fantásticas de cavaleiros e magos, e outras coisas que estavam à venda. Tanto que quase não prestei atenção ao pessoal nas mesas jogando cardgames, e não lembro muito do que fizemos por lá. Enfim, quando voltamos para casa, eu estava vendo as cartas dele e, não lembro se eu pedi por isso ou se foi algo espontâneo dele, mas ele me deu uma de suas cópias de um Fractius de Couraça.

Fractius de Couraça

"Superar a extinção só fez os fractius tornarem-se mais determinados a viver." Esse flavour text e a estranha criatura completamente original desse jogo me deixaram fascinado e me perguntando "O que são fractius? Qual a história por trás dessa extinção?", eu ficava criando as respostas na minha cabeça, imaginando em que tipo de mundo eles viviam. Mas não seria até o ano seguinte, em 2004, que eu encontraria esse jogo novamente e finalmente começaria a jogar.

O Meu Primeiro Grimório

Pois vejam bem, não só a minha tia e esse cara acabaram terminando, como na minha escola, naquela época, ninguém jogava Magic: The Gathering. Todo mundo só jogava Pokémon TCG, e eu mal sabia da existência de lojas de cardgames, exceto aquela em São Paulo que visitamos, mas ela ficava em outra cidade, o que pra mim era a mesma coisa que outro mundo. Conforme o tempo passou, eu guardei aquele Fractius de Couraça entre minhas poucas cartas de Pokémon e Yu-Gi-Oh e acabei esquecendo do joguinho por um tempo.

No meio de 2003 eu e meus pais nos mudamos da casa da minha vó, e fomos de São Caetano para Santo André, morar num apartamento de condomínio, a primeira casa própria dos meus pais que não era de aluguel. Nesse ano o condomínio ainda estava em construção, e não tinha muito espaço para conhecer outras crianças, além de que eu continuei indo para a minha antiga escola em São Caetano de van até finalizar o ano. Foi em 2004 (6ª Série) que eu mudei de escola para uma mais próxima que havia acabado de inaugurar a apenas dois quarteirões de casa, e conheci pessoas novas tanto na escola quanto no condomínio. E adivinhem só? Algumas dessas pessoas começavam a jogar Magic, é claro!

A primeira outra criança que conheci que jogava Magic foi no condomínio, um coleguinha chamado Felipe, apelido "Brasileiro" (pois a primeira vez que ele apareceu lá, estava com uma camiseta do Brasil. É, posso dizer que os apelidos que davam nesse condomínio eram um pior do que o outro). Enfim, ele havia começado com um deck de artefatos de modular lançado em Darksteel, coleção de Fevereiro de 2004, mas já havia conseguido adicionar duas cópias do Colosso de Aço Negro no deck, entre outras coisas. Sim, era brutal demais.

Mas agora eu conhecia outra pessoa da minha idade com quem jogar, e literalmente na próxima vez em que fui num Shopping com a minha mãe (o que era algo que estava começando a se normalizar, antes de mudarmos de cidade, ir em Shoppings era algo que aconteceu tipo 3 ou 4 vezes na minha vida), mais especificamente o Grand Plaza Shopping (naquela época Shopping ABC Plaza), eu convenci ela a comprar para mim um dos decks disponíveis numa loja de brinquedos genérica.

Malévolos e Monstruosos

Não lembro exatamente quando foi, até porque Mirrodin era um set mais antigo, do fim de 2003, mas eu encontrei ainda disponível o deck básico verde "Malévolos e Monstruosos". Vou assumir que ainda fosse a primeira metade de 2004, então eu tinha apenas 11 anos quando comecei, oficialmente, a jogar Magic. O deck era basicamente apenas bichões, ramp e remoções de artefato, o que parecia perfeito contra o deck de artefatos que havia visto meu colega usar, exceto pelos Colossos indestrutíveis. Embora a estrela do deck supostamente fosse o Trolls de Tel-Jilad (que já não era nada mal, ainda mais na época), eu me apeguei bem mais à cartas mais agressivas como o Vorme Escoriáceo de PlacasEnxame Vivo e, principalmente, Unhas e Dentes (carta que ainda é uma bomba até hoje, e permanece na minha versão atual desse deck). A receita foi um sucesso, e na primeira vez que usei o deck, já consegui derrotar o tal deck de artefatos, pois mesmo que ele tenha finalmente descido o Colosso de Aço Negro no fim da partida, ele só podia utilizá-lo para bloquear um dos meus muito bichões. Finalmente, eu estava provando o meu primeiro gosto da "magia" em ação.

No entanto, ainda não tinha muitas outras pessoas com quem jogar além dele, e ele em si não era uma companhia muito agradável, então o deck acabou ficando de lado por algum tempo. Foi mais para o final do ano, em Outubro de 2004, que outras pessoas, tanto da escola nova quanto do condomínio, começaram a jogar também. A coleção que estava em lançamento era Campeões de Kamigawa, e ver as cartas desse set com temática japonesa me deixou novamente maravilhado pelo jogo, especialmente numa época em que Naruto (baixado na internet em japonês legendado, ainda muito longe de ser lançado na tv) e eventos de anime estavam começando a ser uma coisa. Uma das cartas que eu lembro que mais me chamou a atenção foi o Kirin Generoso, que um amigo da escola, Luiz, mostrou para mim. 

Kirin Generoso

Mais uma vez o jogo brincava com a minha imaginação, me mostrando outro tipo de criatura fantástica que eu nunca tinha ouvido falar antes! "O que é um kirin? Onde eles jabutam?" (habitam*) Eu ficava me perguntando... Mas infelizmente eu não poderia pedir outra coisa para os meus pais tão cedo, e tive que deixar essa coleção passar, jogando apenas às vezes com meu deckinho monoverde de bichão, apreciando as cartas dos meus colegas. 

Experimentando Novas Águas

Foi uma época estranha pois, de certa forma, eu era um "estranho no ninho", em meio à colegas de uma classe social um pouco mais alta, acostumados a receber coisas de seus pais o tempo todo, enquanto a minha família, até então, não era bem assim... Não éramos pobres, mas também não éramos ricos, e eu não podia pedir por coisas fora do meu aniversário ou do Natal. Quer dizer, às vezes rolava, mas foi só no meio do ano seguinte que pude continuar com meus primeiros passos no joguinho, adquirindo um segundo deck pré-construído, novamente naquela loja genérica de brinquedos no Grand Plaza:

Alturas Majestosas

Infelizmente já não tinham mais decks de Kamigawa disponíveis, então o deck que mais me chamou a atenção foi esse deck básico azul da 9ª Edição: "Alturas Majestosas". Tendo sido lançado em Julho de 2005, eu já tinha então 13 anos e estava na 7ª Série. O deck consistia basicamente de criaturas com voar, cartas de comprar carta, e cartas de anula. A estrela do deck era o Gênio Mahamoti, mas a minha carta favorita, apenas por causa da arte, era o Dragonete Lazur.

No entanto, a minha mente ligeiramente retardada de criança mais infantil do que o normal não era capaz de compreender coisas como "tempo de jogo" e "card advantage". Na verdade, eu nem mesmo entendia como "anular" funcionava, e sem conhecer as regras do jogo direito, "anule a mágica alvo" para mim parecia algo que funcionava apenas contra mágicas instantâneas. E isso que tinham cartas que diziam "anule a mágica de criatura alvo". Não preciso dizer que eu não ganhei nenhum jogo com esse deck, e fui ficando extremamente desapontado...

Mas meus amigos, do prédio e da escola, continuavam jogando. E em Outubro do mesmo ano lançou a nova coleção Ravnica: Cidade das Guildas, e todos pareciam muito animados. Um set novo, num mundo novo, um mundo completamente coberto por uma vasta metrópole. Guildas, intrigas e decks de duas cores! Não que não existissem decks de duas cores antes, mas foi também quando introduziram o símbolo de mana híbrido, com cartas multicoloridas que, em vez de apresentarem a frame dourada de costume, eram meio-a-meio! Tudo parecia muito interessante, então lá fui eu na minha mãe novamente, pedindo para comprar um deck novo, para que eu não perdesse a hype da coleção nova como foi com Kamigawa no ano anterior... 

Intrigas Dimir

As guildas introduzidas nessa coleção foram os Boros, Golgari, Selesnya e Dimir, e o deck que eu acabei escolhendo foi o "Intrigas Dimir", afinal era o único deck com azul nessa coleção, e eu pensava em juntá-lo com meu deck azul para tentar melhorá-lo. A estratégia do deck novamente era um pouco "avançada demais" para mim, focado em criaturas difíceis de bloquear e cartas de remoção, com a possibilidade de millar o oponente em um uma partida longa. Céus, talvez fosse até pior do que o deck básico azul que havia adquirido anteriormente, eu não via muitas condições de vitória nesse deck... A estrela do deck era Szadek, Senhor dos Segredos, uma criatura extremamente pesada e relativamente fraca, se formos pensar que já existiam cartas como o próprio Colosso de Aço Negro mencionado anteriormente.

Acho que só ganhei com esse deck uma vez, com o Szadek simultaneamente millando/matando meu adversário. Foi bem legal, afinal o Szadek PARECIA maneiro e queria vê-lo funcionando, mas até onde me lembre só aconteceu uma vez, e depois eu nunca mais consegui ficar vivo até conseguir baixá-lo. A frustração com o azul/Dimir continuou crescendo, até que, seguindo a dica do meu amigo Luiz, eu abandonei essa ideia de jogar com decks mais "avançados" e retornei para o confiável monoverde stompy onde comecei minha jornada, trocando com ele quase todas as minhas cartas azuis e pretas por cartas verdes e o artefato Cubo Duplicador para colocar naquele deck (que na época achávamos que gerava mana permanentemente, acumulando entre os turnos, e anotávamos a reserva de mana num papel ao lado kkk).

Foi por volta dessa época que eu tentei introduzir Magic para o meu amigo Queijinho, tentando convencê-lo a jogar comigo, mas infelizmente ele não estava muito interessado (ainda). De qualquer maneira, a partir de então, os meus conhecimentos sobre o jogo e sobre deckbuilding, felizmente, só iriam melhor...

Retorno às Raízes e Dominando os Elementos

Falando em melhorar o meu conhecimento sobre o jogo, eu também precisava melhorar o meu conhecimento escolar, afinal foi em 2005 quando eu repeti de ano e troquei de escola pela segunda vez. Foi nesse período de 7ª Série (a reprise), em 2006, que eu conheci o Giovani, um novo amigo que não só jogava Magic (de monoazul anula como um bom fdp), como ele me ensinou, da pior maneira possível, que anulas funcionavam contra qualquer carta do jogo, afinal, todas as cartas que não são terrenos em Magic são... Mágicas! Quem diria? Eu não diria, porque ele teve que imprimir umas 20 folhas com todas as regras do jogo e trazer para a escola no dia seguinte pra me convencer, o que não só eu levei para casa e li tudo, como guardei aquela papelada toda dentro da minha pasta por muitos anos, até as folhas começarem a amarelar e rasgar, e algumas regras terem mudado com o passar do tempo.

E não era só ele que jogava, como uns outros três ou quatro dos meus novos colegas de classe também, e agora eu estava jogando mesões de quatro ou mais pessoas tanto na escola quanto no meu condomínio! E em Outubro desse mesmo ano sairia uma coleção nova, Espiral Temporal, trazendo cartas do passado de Magic que também eram, de certa forma, do meu passado...

Espiral Temporal voltava para o plano/mundo original de Magic, Dominaria, após 3 longos anos apresentando novos planos. Dominaria era um mundo com o qual eu não havia tido quase nenhum contato até então, pois havia começado a jogar nos primeiros planos "novos" apresentados em Mirrodin, Kamigawa e Ravnica. Digo "quase" pois uma das criaturas originais que habitam Dominaria são justamente os fractius, tal qual o Fractius de Couraça, aquela que havia sido a minha primeira carta, que por tanto tempo havia me encantado quando eu era (mais) novo...

Evolução dos Fractius

Então quando fiquei sabendo que um dos decks pré-construídos dessa coleção era o deck "Evolução dos Fractius", fiz a minha primeira compra proposital/planejada de Magic, indo sozinho com o dinheiro que havia pedido aos meus pais até o antigo Mapping/Shopping ABC, onde havia uma loja de jogos logo na entrada. E felizmente lá estava ele, na vitrine, me aguardando! Era um deck de 3 cores, vermelho, verde e branco, sem nenhuma carta lendária ou que fosse necessariamente a estrela do deck. A carta frontal era o Fractius da Fúria, mas a força do deck estava justamente na força compartilhada tão característica dos fractius. Era um deck rápido, agressivo e praticamente todo de criaturas, com literalmente apenas uma outra mágica para remoção e outra para proteção. Eu removi elas. O deck não precisava lidar com a estratégia dos meus oponentes, você apenas descia fractius atrás de fractius, todo turno, deixando-os cada vez mais fortes.

Esse foi o primeiro deck que eu tive que considerei realmente forte, eu pegava ele e já esperava vencer. Nenhum dos meus amigos jogava Magic competitivo, mas não é como se um deck pré-construído fosse apelação de minha parte. Mas também não demorou para que o deck deixasse de ser "pré-construído" e eu começasse a modificá-lo. Quando meu amigo Giovani ficou sabendo o quanto eu gostava dessas criaturas e que agora tinha um deck deles, ele me contou que tinha na pasta dele um fractius mais antigo, lá daquela época do Fractius de Couraça, e que ele trocaria comigo por algumas cartas azuis legais que eu tinha... E foi assim que eu consegui pôr as mãos na minha cópia do Senhor dos Fractius, passando em troca, entre outras cartas, um Dia dos Dragões que ele usaria como finisher no deck azul de magos dele. 

Com o advento do Senhor dos Fractius meu deck passou a ser de 5 cores, o que não era problema nenhum uma vez que ele já vinha com 4 cópias do Fractius Pele Preciosa para gerar mana. E assim eu comecei a colecionar mais fractius antigos, adicionando eles ao meu deck sempre que fosse vantajoso. Um dos primeiros que adicionei além do Senhor dos Fractius foi, obviamente, o Rizo-Fractius, justamente para lidar com a absurda quantidade de anulas no deck do Giovani. Pode-se dizer que eu estava "retornando às raízes", se é que me entendem... (rizo são... raízes, aham aham?)

Enfim, quase um ano depois, lá para a segunda metade de 2007, foi a vez de lançarem uma nova coleção: Lorwyn, um mundo de contos de fada onde, curiosamente, pela primeira vez não existiam humanos. Também foi quando introduziram planinautas/planeswalkers, apresentando personagens como Chandra, Jace e Liliana pela primeira vez. Não vou me estender muito dizendo sobre como esse plano é maravilhoso, as artes das criaturas e terrenos são lindas, etc, etc. Novamente, fiquei maravilhado com o jogo. E foi numa outra visita ao Shopping ABC que encontrei, na vitrine daquela mesma loja, o último deck pré-construído que eu comprei por muito tempo, que me encantou logo de cara:

Caminho Elemental

Lorwyn podia não ter humanos, mas tinha elfos, goblins, sirenídeos (sereias), gigantes, kithkins (hobbits sem marca registrada), ents e... Flamíneos. O deck de 5 cores "Caminho Elemental" trazia essa raça completamente nova e original, um povo de humanoides elementais de fogo que cultuam e adoram outros elementais maiores de todas as cores e tipos. Mais uma vez para mim, era um deck tribal de 5 cores, com praticamente nenhuma carta que não fossem criaturas, mas ainda assim a forma como ele jogava era completamente diferente dos fractius. A carta frontal era o Carvalma Incandescente, que representa os flamíneos e a porção vermelha majoritária do deck, com sua habilidade sinergizando perfeitamente com a ideia do deck: Conjurar elementais momentaneamente, cada um com um efeito ao entrar em jogo completamente diferente para cada situação, para depois conjurá-los novamente do cemitério usando a verdadeira estrela do deck: a Horda de Noções, que representa um "estouro de manada" com múltiplos dos elementais maiores que os flamíneos cultuam.

Foi assim que passei a 7ª e 8ª série, jogando na escola e em casa com 3 decks diferentes. Bons tempos de jogar cartas que hoje são valiosíssimas sem shield e sem playmat, virando elas no concreto até começarem a perder a tinta... :'D Então nessa época eu já era o "cara dos fractius", ou o "cara dos tribais de 5 cores", e hoje em dia, ambos esses decks estão adaptados para o Commander, com o Senhor dos Fractius e a Horda de Noções sendo dois dos meus decks favoritos. 💓

Um Breve Hiato, e Um Retorno Intenso

Eu teria parado de jogar Magic no Ensino Médio, se não fosse por uma reviravolta maluca. Conforme eu lentamente parei de andar com os colegas do meu condomínio devido a serem todos filhos da puta, e conforme também fui perdendo boa parte do contato com meus amigos da escola quando eles trocaram de sala para o 1º ano do Ensino Médio em 2008, eu não tinha praticamente mais nenhum amigo nerd na vida escolar ou perto de casa, então eu já não tinha mais com quem jogar Magic... Devido a esse recente isolamento e o advento das redes sociales, além de já ter 15/16 anos, idade em que comecei a andar sozinho de ônibus e trem, eu reforcei meu contato com o Queijinho e outros amigos que havia deixado em São Caetano do Sul, minha cidade natal. No começo do Médio o Queijinho conheceu o Capelo na escola dele (funny enough, o Qjn também havia repetido um ano, então estávamos sincronizados novamente no Ensino Médio), e, junto com o Pato, um amigo que conhecia desde a 1ª Série (mas que eu havia me separado dele na 5ª Série quando eu mudei para o período da manhã) nós formamos um círculo de amizade muito especial. Na maioria das vezes saíamos apenas eu, Queijinho e Capelo, sem o Pato, e lembro de ter falado novamente para os dois jogarem Magic também, mas sem sucesso...

E por isso foi bem engraçado quando descobri, no meio de um evento de anime, que o Pato jogava Magic desde 2002/2003, tendo começado antes de mim, logo quando nos separamos de sala, sem eu nunca ter ficado sabendo. Nós estávamos em um dos saudosos AnimABC em meados de 2008 quando eu vi um representante da antiga loja Comix vendendo cartas de uma pasta, e decidi parar para procurar por fractius nelas e encontrei um Fractius de Magma todo arrebentado por apenas 2 reais. O Pato também estava nesse evento, e quando ficou sabendo que eu havia parado para comprar uma carta, me mostrou que carregava consigo uma bolsa transparente cheia de decks e cartas, a maioria de Kamigawa, que ficou me mostrando. O mais louco é que tenho uma foto disso!

AnimABC 2008
Pato de Near e eu de Edward Elric de touquinha do Pyong, essa foi definitivamente uma época que existiu. -q

Porém eu não estava com meus decks, afinal fazia algum tempo que eu não jogava e não esperava encontrar ninguém jogando, e nós também não marcamos para jogar depois disso, então o hiato pôde perdurar mais um pouco... 

Seria somente em meados de 2009, no 2º ano do Médio, que o Capelo um dia começou a jogar Magic também. Certa vez, antes de irmos todos passar um fim de semana na casa do Pato, o Capelo me solta um "Cara, sabe Magic, o jogo de cartas? Você joga, né? Traz no Pato pra gente jogar."

Minha reação foi tipo: "Sim, eu sei sobre a magia antiga, pois eu estava lá quando ela foi escrita..." 

Não, mentira, foi mais tipo:

"Sim, eu sei. Ok, eu levo."

Enfim, foi aí que eu voltei a jogar Magic e nunca mais parei. Mas dessa vez, estava jogando com amigos muito mais preciosos, e os mesões eram muito mais divertidos. O deck de elementais pode ter sido o último precon que eu comprei (até a chegada dos precons de Commander na vida adulta, usando o meu próprio dinheiro), mas a partir daqui eu comecei a construir meus decks do zero, seja comprando as cartas individualmente ou participando de eventos de pre-release, tendo começado a frequentar lojas de cardgame como a antiga Comix em São Caetano, que hoje vai por outro nome, ou a CHQ em Santo André, que era enorme e hoje em dia quase não existe mais. 

E depois, em 2010, o Queijinho também começou a jogar. E depois, em 2011, TODOS os nossos amigos estavam jogando, e muita coisa aconteceu. Varávamos noites nas casas de amigos jogando Magic. Eu comecei a faculdade, e conheci alunos e professores que jogavam lá também. Introduzi pessoas a começarem a jogar por todo canto que eu passei. Ganhei de presente uma fodendo Fractius Rainha pra completar a minha coleção, que é até hoje o meu card mais raro e mais valioso. Nós criamos praticamente um clubinho de Magic em São Caetano que jogava numa sorveteria, cujos donos eram irmãos e também jogavam conosco. Tínhamos nosso próprio evento de pre-release na Comix, fechado só para a gente. Migramos lentamente para o Commander, quando o formato tinha acabado de ter esse nome oficializado. Pessoas do interior de SP literalmente alugaram um ônibus em DUAS OCASIÕES para virem jogar Commander conosco na sorveteria. Joguei Magic na rua, e no trem. Joguei Magic em hotel, motel e hostel. Joguei Magic no Natal. Eu e o Queijinho jogamos Magic VOANDO NUM AVIÃO quando fomos visitar amigas da internet em Porto Alegre/RS. Ganhei torneios, eventos e mesões obscenamente grandes. Durante a pandemia, joguei Magic virtualmente. Fiz amigos em lugares novos, no trabalho e no swordplay (que é toda uma outra parte enorme da minha vida há 12 anos... talvez eu faça um post parecido quando completar 20, hehe), por causa desse jogo. Reatei contato com pessoas com quem não falava há mais de 10 anos, só por causa desse jogo. Enfim, vocês pegaram a ideia. 

(peço desculpas se por acaso alguém que não me tem no facebook estiver lendo isso, todos os links desse parágrafo levam para minha conta e ela é privada rs)

Nos meus primeiros 9 anos de Magic, montei cerca de uns dez decks casuais de Magic tradicional, sem nenhum formato específico, só para depois migrar, inicialmente a contragosto, para o Commander. Comecei com a Bruna, Luz do Bando Alabastro como meu primeiro comandante em 2012, e nos 11 anos que se passaram, fiz facilmente 20 ou mais outros decks. E isso que foi a contragosto, hein? Quem diria... 

Conclusão

Fiquei bem contente em ter decidido colocar todo esse texto no papel. Conforme ia escrevendo, percebi que haviam muitos detalhes obscuros na minha memória, especialmente datas e anos, que eu precisava esclarecer para mim mesmo, e é bom ter registrado tudo isso aqui. Por muito tempo, eu achava que meu primeiro deck havia sido o monoazul Alturas Majestosas, e que depois havia trocado ele e o Dimir pelo monoverde de Mirrodin, o que não faz muito sentido, considerando que o azul saiu em 2005, e o verde em 2003. Foi necessária muita reflexão e consultoria com meus pais e amigos para esclarecer a ordem de certas coisas, e entender a ordem dos fatores que apresentei aqui. O motivo de eu achar que tinha ido do azul pro verde foi porque depois de desistir do azul eu VOLTEI pro verde, que eu havia adquirido em 2004, não em 2003 quando lançou. 

Mas enfim, o real motivo MESMO de ter ficado bem contente com esse texto foi relembrar a jornada toda, e perceber como, de certa forma, a minha história de 20 anos com Magic: The Gathering não é necessariamente sobre o jogo em si, mas sim sobre os amigos com quem dividi esse hobby, essa jornada, esses VINTE anos. É muito tempo. Loucura. 

É literalmente o "Gathering", a reunião de pessoas, que faz a Magia acontecer. :)

Como dizemos por aqui...



sábado, 13 de junho de 2020

Lembrança de Dia dos Namorados (atrasado)

Olá. :B

Digo isso com aquela cara de pessoa que parou de postar no blog em 2016 e tem toneladas de material acumulado que à esta altura nem faria mais sentido publicar. Mas ignorando tudo isso e todo esse "material na fila", tem um texto de agora que eu senti vontade de fazer, e eu acho que deveria escrever mais, então vamos lá!

Aviso: Não é um texto engraçadinho, é um texto de Dia dos Namorados atrasado (eu estava trabalhando e dormindo ontem, tanto que o Cartão de Dia dos Namorados super foda que eu fiz foi DURANTE o trabalho), então se você não quer ler algo meloso sobre minha vida pessoal, essa é sua deixa para sair e fazer algo mais produtivo com o seu tempo, tipo... Não ler esse texto. -q

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Tem este momento na minha cabeça que eu acho especial sobre a minha namorada, mas sempre achei estranho falar dele pois, como posso dizer, não é com ela. É com a minha ex.

Pera, eu juro que vai fazer sentido! Eu sempre achei estranho falar sobre ex com a pessoa com quem estou, mas sei lá, hoje não estou achando. ?

Era 2016, eu acho, e eu estava num evento de Swordplay. Swordplay, sabe? Batalha campal, espadinha, pew pew (barulhos de laser?). Minha ex estava junto para acompanhar. Eu estava saindo do campo de batalha em direção ao acampamento, e ao mesmo tempo, a Marina vinha caminhando na direção oposta.

Aqui preciso interromper para adicionar a magia do CONTEXTO, o qual eu não tinha na época. Eu conheci a Marina ainda em 2015, quando o clã dela veio visitar o meu para um treino conjunto. Nessa época cheguei a adicioná-la no Caralivro logo após o treino, mas trocamos apenas cumprimentos iniciais e votos de "vamos treinar juntos mais vezes", sem jamais conversarmos novamente. Eu até havia notado ela e achado bonita, uma princesinha, mas apesar dela estar fazendo dezoito anos naquele ano, ela parecia muuuito mais nova. Então apenas achei ela princesinha mesmo e não quis olhar ela de outra forma. E também acho que eu já havia começado a sair com essa ex em questão.

Desde então, de acordo com a Marina - me contando isso depois que começamos a namorar - ela vinha se incomodando que eu não só nunca mais havia falado com ela no Caralivro, como também não cumprimentava ela nos eventos. Vejam bem, este sou eu em minha essência, completamente alheio à relações humanas e sociais. Eu não consigo manter contato com as pessoas, ou lembrar de coisas como nomes e datas de aniversário. Mas não necessariamente ela queria que eu a cumprimentasse por gostar de mim nem nada, mas sim porque ela é uma pessoinha amável porém muito rancorosa hehehe. Então ela foi guardando.

Voltando à história, esse evento havia começado umas 10 da manhã e já deviam ser umas 17 horas, e obviamente, eu não a havia cumprimentado o dia inteiro. E agora estávamos em rota de colisão, vindo de direções opostas, sem mais ninguém em vista. Ela deve ter pensado "Agora esse vacilão vai TER QUE me cumprimentar, não tem como", mas tinha sim, eu olhei na direção de onde ela vinha, e totalmente abstraído, virei a cara novamente para continuar falando com a minha ex enquanto caminhávamos.

Mas isso não ficaria barato, não senhor. Quando os caminhos se cruzaram, apesar de eu nem estar olhando na direção dela, a Marina simplesmente chegou e me cumprimentou À FORÇA. Mandou aquele "Oi, tudo bem?" seco, encostou a bochecha na minha sem expressão, e foi embora enquanto eu, confuso, respondia "Ah? Oi? Sim."

De acordo com ela, me contando anos depois, foi algo tipo "O sr. vai me cumprimentar SIM."

Bem, nesse momento eu fiquei meio perdido, tipo "O quê foi isso?", e minha ex me perguntou "Você conhece ela?". Eu respondi que sim, e em seguida ela "Mas... Tem alguma história?" e eu respondi que não. Como eu estava legitimamente atordoado pelo ocorrido, ela deve ter acreditado na minha expressão confusa e vida seguiu.

Realmente, não havia história alguma. Mas haveria, e bastante. E eu gosto dessa lembrança pois acho que significa que dava pra notar uma ligação aí. Algo tipo Akai Ito, ou fio vermelho, sabe? Eu estava com a pessoa errada, mas já havia uma conexão com a Marina logo ali, nos puxando em direção ao outro, mesmo que eu nem imaginasse. E minha ex percebeu isso também, pois acho que foi algo que, mesmo minimamente, incomodou ela. 

Pensando bem, talvez tenha ficado na cabeça dela até o momento em que terminamos, pois um dos argumentos que ela mandou quando estávamos nos separando foi "Tenho certeza que você vai ficar bem e encontrar uma nerdinha ruiva que combine com você". Eu lembro dessa frase pois foi a segunda vez que alguém me falou isso. A primeira vez foi com outra ex, dessa vez da faculdade, lá em 2013. Por algum motivo ela disse a mesma coisa, apesar de eu nunca ter demonstrado nenhum interesse em especial por ruivinhas e eu não entender até hoje essa escolha específica na frase.

E esse fio vermelho puxou e puxou até que eu finalmente encontrei a nerdinha ruiva que combina comigo. Que me obrigou a dizer oi pra ela quando eu me recusava à notá-la. E no ano seguinte eu estava chamando ela para sair da maneira mais descarada possível.

É isso. Hoje é aniversário dela (sim, a Marina faz niver no dia seguinte ao Dia dos Namorados). Como eu sei que ela vai ler esse texto em algum momento eu quero dizer de novo: Feliz aniversário, meu amorzinho! Que possamos comemorar seu aniversário, e o Dia dos Namorados, e nossos aniversários de namoro, bem juntinhos quando essa quarentena acabar. :3

Eu te amo! 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Desabafo do Cachorro

[AVISO de post que pode acabar com seu dia]

Olá.

Ontem eu assisti um vídeo, daqueles que provavelmente seriam tirados do ar, mas estava no facebook então demoraria um pouco pra alguém reportar e tal.

Eu achava que eu não possuía mais alguns sentimentos, o principal deles sendo felicidade, mas também alguns outros como empatia. Me importar com mortes ou guerras e outras injustiças, etc.

Crianças queimadas e/ou sujas e soterradas em alguma guerra no Oriente Médio? Nah, é o esperado de uma guerra, acontece pior há milênios. O pai chorando pela criança afogada? Nah, mortalidade infantil nunca esteve melhor na humanidade, e precisamos de menos gente no mundo. Gente apanhando da PM? Nah, pessoas com poder e/ou autoridade sempre irão bater nas outras pessoas, porque o ser humano é um animal medíocre que nunca mudará.

Mas ontem eu assisti um vídeo que me deu alguns sentimentos, e me fez pensar o quão tudo é pior ainda do que eu já achava que era. Era um vídeo de umas pessoas colocando uma bomba numa lata de lixo, um carinha coloca a bomba e sai correndo, enquanto outro carinha tá filmando. Daí tinha um pastor alemão solto, e quando o carinha sai correndo da lixeira, o cachorro sai correndo para a lixeira e mete a cara lá dentro. Alguns gritam, tentando chamar o cachorro, mas a bomba explode e o cachorro pula cerca de um metro de altura. Quando alcançam o cachorro, o rosto dele tá fumegando, e uma poça de sangue já se formando em volta da boca dele. Ele fica lá, respirando e engasgando no sangue, fazendo um som horrível até que você percebe claramente o momento em que ele dá seu último suspiro e "se solta", imóvel.

As reações nos comentários eram as esperadas; pessoas revoltadas, xingando os responsáveis, desejando suas mortes, etc. Algumas reações eu realmente não esperava; pessoas defendendo os responsáveis, dizendo que foi um "trágico acidente", que não foi intencional, que tentaram falar pro cachorro sair, etc.

"Intencionalmente ou não, o crime está feito, aconteceu o que aconteceu. A responsabilidade é deles e não do cachorro." respondi para um.

"Então estaria tudo bem se eu te matasse por acidente." respondi para outro.

"Tentar falar pro cachorro sair é tipo tentar falar pra sua mãe tirar a boca do meu pau, ela não entende porque não é gente." respondi para um terceiro, com raiva.

Mas mais do que raiva, eu me senti pior do que nunca. Sempre me senti muito mal, com depressão direto desde os 20 anos, etc. Mas por pior que fosse, nunca considerei o suicídio por mais do que alguns segundos. Dessa vez, aquilo estragou minha noite. Eu já estava na pior há algum tempo, tinha deixado alguns projetos de lado por uma semana e cancelado todos os rolês do final de semana para ficar sozinho em casa. Mas perto de como fiquei depois do vídeo, eu até estava bem. Considerei o suicídio por vários minutos, parado de pé no meu quarto enquanto desligava o computador e arrumava minha cama. Estagnado, olhando pra parede.

Por quê? Não pela raiva das pessoas ou da humanidade, isso já estava acostumado. Não pela tristeza, ela já me é diária e corriqueira. Mas pela PERSPECTIVA.

Perspectiva de que sempre será assim. As pessoas em suas casas, olhando um noticiário ou uma desgraça e dizendo "que horror" ou "que idiotas". Mesmo que eu melhore relativamente e encontre um caminho para um sucesso relativo, lá estarei eu, com uns 40 anos, casado e com filhos, assistindo alguma desgraça e dizendo "que babacas" ou "coitados". E só isso. Nada vai mudar com esses comentários, nada vai mudar com a indignação. E todo mundo vê essas coisas e continua a vida. Ué, se continuaram a vida, é como se tivessem aceitado aquilo. Seguir em frente é deixar pra lá essas coisas que se vê todo dia.

E eu não sei se eu quero aceitar isso, não sei se quero esse futuro para mim. Logo, devia ficar por aqui mesmo. Mórbido, não?

Mas faz sentido. se você parar pra pensar. De que adianta encontrar a felicidade, que já é algo que é infinitamente difícil pra mim, se não vai dar pra impedir que nada aconteça? Se não vai dar pra tornar as pessoas menos imbecis?

Imbecis por preconceito, imbecis por política, imbecis por insensibilidade, imbecis por egoísmo, imbecis por religião... E nem me deixem começar a falar de religião, que já sinto mais raiva. Pra quem tem religião, é tudo mais fácil. "Uma hora o mundo vai recomeçar e ficará tudo bem, esse aqui não tem como consertar." Ora, que conveniente! Assim fica fácil. Nem precisamos fazer nada, que algum deus fará pela gente. Ou pior: Se fizermos um pouquinho já está bom. Se fizermos um pouquinho já garantimos nosso lugar no paraíso ou whatever.

Quem me dera viver iludido num conto de fadas assim. Sou deprimido pois vivo a realidade, e entendo como ela é de forma mais profunda. Ou talvez só pela ausência total de alguns hormônios que me deixam com 100% de ansiedade e 0% de satisfação, mas enfim. O ponto é que nenhum ser divino tá se importando com a gente não, e muito menos teremos alguma ajuda de fora pra parar com as merdas que fazemos aqui. Tá tudo nas nossas mãos. E fazer um pouquinho não adianta, fazer o possível não ajuda.

E por isso, já dá pra desistir. E não tem essa de "esperança nas pessoas" ou "fé na humanidade", que todos esses projetinhos sociais e humanitários não alteram a realidade. E mesmo num paraíso idílico onde todos aprenderam a lição magicamente, a primeira geração de pessoas à nascer depois já começaria a fazer merda de novo. E aí? É só matar as pessoas que começassem a dar problema ou questionar ou agir diferente?

Mais fácil matar todo mundo de uma vez, o que falta nesse planeta não é caridade ou amor, mas sim outro evento de extinção global que já está atrasado. E se a humanidade acabasse, o Planeta continuaria muito bem, obrigado. Nada no Universo sentiria nossa falta.

"Good vibes" é meu cu enlatado.
*desabafo*

segunda-feira, 24 de março de 2014

Cinco Anos Cadoislógicos

Esse post e suas memórias devem ser lidos ao som dessa música:

Então, hoje o Cadoislogismo completa cinco anos. Parabéns pro blog.

Bolo, e conselho tutelar, serão servidos ao final do post.

Cinco anos não se completam todo dia (só a cada cinco anos, e olhe lá!). Esse blog acompanha de perto a minha vida, sendo então um registro de altos e baixos e médios e mais baixos ainda. A própria linguagem das postagens, quando comparada com os posts mais velhos, mudou bastante de acordo com o tempo, assim como eu mudei e muitas coisas aconteceram e foram definindo minha vida. É uma estrada assustadora, quando eu olho para trás. Mas o blog está aí, seja na frequência que for, sobrevivendo, fazendo as pessoas pensarem, ou como de costume, rindo. Preferencialmente rindo.

Eu pretendia fazer algo similar ao que fiz aqui, quando o blog completou dois anos: Uma lista das melhores postagens. Mas quer saber? São todas legais demais. Se você pegar algo do mês passado, ou algo de 2010, será um post engraçado do mesmo jeito. Tenho bastante orgulho de meu conteúdo, ou da maior parte dele.

Nada foi alterado, o nome de ninguém foi apagado, nenhum comentário foi removido... Aqui, o tempo está cravado na madeira, inalterado. É bonito e estranho. Poucos aniversários são comemorados com as mesmas pessoas, elas vão e vêm, mas o blog fica. E que venham mais! Cinco anos, cara. Cinco anos praticamente me acompanha desde que considero que minha vida começou de verdade: Aos 16 anos, quando eu deixei de tentar (e falhar) em ser aquele cara normal de boné e roupas esportivas e ser 100% eu mesmo.

100% "what the fuck is this guy?"

Talvez eventualmente eu faça uma lista marota, mas tenho muitos posts favoritos. Se posso deixar alguma recomendação, é que continuem por aqui, acompanhando tudo. Por hora é isso, feliz aniversário, blog.

Oh, and the cake is a lie.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Lobo

Um ano inteiro e tanto de conforto já está bom para o desacostumado, não é? A vida não está aí para ser tranquila e feliz, regada à suporte e contos de fadas, mas sim para ser atacada em qualquer oportunidade. Oportunismo é sobrevivência. 

Afinal, partiu voltar para o mau humor, raiva e violência que realmente me definem e deixam-me em êxtase. Ao ódio que me torna imune à qualquer nevasca ou intempérie. Ao vazio e desapego que são as únicas coisas capazes de dar à um guerreiro a sua verdadeira força. Ao frenesi carnal da dilaceração dos sentimentos. A única coisa que existe é a luta, arranhões de garras e presas que esvaziam o conteúdo de veias internas, espalhando o vermelho libertador. Enquanto as mentiras sociais nos cercam na vida sistemática, fragilizando-nos e tornando-nos incompetentes viciados na ausência de significados, a dor e a morte provam-se sempre muito reais. A única verdade que aflora dos instintos de um predador adormecido é a matança, lírica ou real. O extermínio de suas emoções e dos outros.

Quando um torna-se tão ruim quanto o mundo é capaz de ser, este transcende as preocupações e desvantagens dos mortais. Afinal, quem pode culpar o sobrevivente egoísta, em sua ilha de pedra farpada e gelo, enquanto milhares se afogam em um mar de ilusões e mentiras bem contadas? Ele é o esperto. Ele é o mais forte.

Ele é a própria morte, e morre todo dia, sem temer.
Ele mata a si mesmo, e por isso continua vivo.
Ele é o lobo, negro e mortal.

E assim como todos, o lobo também morre um dia. Mas mesmo moribundo nunca ousarão cruzar o seu caminho, ou ele viverá mais um pouco às custas de suas tripas.

Aliás, quanto mais próximo da morte, mais perigoso o lobo se torna, pois ele não tem nada a perder, e apenas a própria vida cruel à ganhar. Até matar novamente, ou morrer tentando.




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Post 150! 2013 e O Hobbit: Parte 2

Esse é o post de número CENTO E CINQUENTA do blog! Já temos uma temporada de Pokémon!

Bom dia, boa tarde e boa noite, meus leitores de 2014! Como alguns devem saber, eu não sou lá muito bom e nem tenho muita vontade de fazer posts temáticos de feriados, aniversários e viradas de ano. Não que o ano tenha sido ruim! Aconteceram muitas coisas boas que se mantém fortes e duradouras, novas amizades brilhando, velhas amizades em alta, mais de um ano de namoro... Não que o ano tenha sido bom! Muita coisa ruim aconteceu, acontece e continuará acontecendo. Mas... Tamo aí, né? Isso é viver, é aprender.

Velhas Amizades; bandihipsterfilhadaputapropagandadostarbucksqejinhoéobatman

Novas Amizades; quantosgueinumafotosócomMILHO

Bem, pelo menos uma coisa eu posso dizer sobre 2013: A aventura foi repetida novamente, e assim como fomos lá e de volta outra vez em 2012, partimos assistir O Hobbit: A Desolação de Smaug.

Expedição Hobbitesca de 2013, ainda maior que a primeira.

Muita coisa pode ser dita sobre o filme, tão boa quanto ruim, mas eis aqui o nosso resumo:

Legolas = Definição de Badass, assim como foi no Senhor dos Anéis. Exagerado...
Gandalf = Definição de Close-Up, toda cena com ele tem um close no narizão do Ian Mckellen.
Beorn = Cadê? Eu tiraria uma hora de Esgaroth e combates e colocaria nessa cena.
Orcs = Ninjas Infiltradores que batem na porta dos elfos e andam silencionamente pelos telhados.
Legolas = Tá bom, cara. Sabemos que você mata mil.
Gandalf = Muito mais mago, que orgulho desse meninu.
Radagast = CARALHO MANO, QUE SUSTO! ... Ah, é só você, Professora Sprout.
Gimli = Olha a barbinha desse garotinho...! :3
Legolas = Tá bom, CHEGA CARA! Elfinho revoltado.
Kili = Definição de Interracial. Não existem fronteiras para sua genitália.
Orcs = Cara, vocês são muito ninjas.
Bard = Ok, você tá certinho, continue assim. Mas não precisava continuar assim por uma hora e meia!
Legolas = E lá vamos nós para mais uma cena de debulhação... Oh wait, ele apanhou. Pela primeira vez!
Smaug = DAT TALK SCENE.
Leis da Gravidade e da Física = Ausentes.
Suspensão de Descrença = Me vê uma porção extra, com manteiga, faz favor.
Smaug = Definição de Erro Crítico. Não acerta uma!
Filme = 5 estrelas, apesar dos pesares. Must see again!

Tá, me senti mal por ter falado pouco do Smaug, então... PUTA COISA LINDA OBRA DE ARTE TESÃO TITÂNICO EREÇÃO DO REI PELÉ pena que tirou 1 em todos os ataques. 

Considerações Finais: Cadê versão estendida?

Acho que é isso, tenho mais postagens à caminho, pra variar.
Até mais, e bom 2014 para todos nós! Ou que, pelo menos, não seja ruim a ponto de rolar suicídio e tal. Hakuna Matata!

domingo, 6 de outubro de 2013

Escondidinho

Olá leitores. Esse post começou comigo aqui em casa, com uma caralhada de problemas, resolvendo um de cada vez enquanto aprendo cada vez mais e tento ficar em paz comigo mesmo. No meio de todos esse problemas reais, eu decidi que precisava de lasanha. Lasanha seria o tênue detalhe que me faria feliz durante a semana. Algo pequeno, mas capaz de manter-me a sanidade.

Vou até o setor de congelados do supermercado e encontro toda uma variedade de lasanhas. Presunto e queijo, quatro queijos, peito de peru, calabresa... E ao lado, com a mesma embalagem, apenas com a cor do sabor diferente, escondidinhos. Escondidinho de carne moída e escondidinho de calabresa.

Pensei que fossem lasanhas. Lasanha sabor escondidinho de carne moída, algo assim. Normalmente tem essas coisas estranhas, tipo bolacha sabor torta de limão. Não é torta, é bolacha. Tinha a mesma embalagem, mesma cor, tirando a cor do sabor que também muda entre as lasanhas. Achei que fosse lasanha.

Comprei, trouxe pra casa, fiz. Aparência estranha, mais fina. Ainda achava que era lasanha.

Comi. Fui percebendo. Não era tão gostoso. Tinha mandioquinha.

Eu só queria lasanha, mas comprei escondidinho. Menor, mais leve e não tão gostoso. Dois reais mais caro.

E, no meio de todos os problemas mais graves, acho que eu posso dizer... Esse pequeno erro bobo resume muito da minha vida. Muito mesmo.

Obrigado pela sua atenção.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Assinaturas

Bom dia, boa tarde e boa cagada meus ilustríssimos leitores e stalkers!

Aqueles de vocês que me conheçam há algum tempo ou que tenham prestado atenção no meu deviantART já devem ter notado que em meus desenhos, a cada ano, eu mudo a minha assinatura relativa à data: Eu personalizo uma forma de assinar o ano de produção do desenho, sempre ao lado do meu nome em katakana.

Pois bem, de qualquer jeito, os que não sabiam agora estão sabendo. Eu faço isso desde 2005, e hoje mesmo eu estava fazendo meu primeiro desenho deste ano digno de ser assinado, e foi quando percebi - como sempre acontece - que eu ainda não havia criado minha data personalizada para este ano! Acontece que nos primeiros anos em que fiz isso, as assinaturas haviam surgido naturalmente, e de uns tempos pra cá isso tornou-se um desafio, muitas vezes chegando à apenas um resultado bom o suficiente para ser utilizado.

Pois dessa vez, não foi o caso! Cheguei rapidamente em 3 possibilidades legais. Eis que decidi por deixar essa escolha às pessoas que acompanham o meu blog! A enquete está ao lado, as opções estarão no final dessa postagem, então por favor, votem seriamente! ^^

Mas antes de mostrar as opções de assinatura para este ano, por que não mostrar todas as assinaturas anteriores? Vamos à uma ótima retrospectiva de assinaturas criativas (ou quase isso) do Cadois! Enjoy!

2005

A assinatura de 2005 fazia um ursinho e era quase um desenho, muito divertida de se fazer. Podia variar entre mostrar a língua, dentes, língua-de-sogra, etc.

2006

A assinatura de 2006, por algum motivo, fazia um caubói, usando o 6 como um bigode. Também era quase um desenho e era puramente cômica. O número 2 escrito de forma diferente podia ser visto como uma orelha muito estranha, e ele estava sempre falando alguma coisa e às vezes desenhava braços também.

2007

A assinatura de 2007 marcou fim às assinaturas complexas, visando a partir de então a facilidade e fluição de um único traço. Foi de todas até hoje a minha favorita, muito dinâmica, simples e futurista. Sdds 2007.

2008

Pois bem, em 2008 as assinaturas deixaram de ser automáticas, e eu tive que começar a pensar em como criá-las. Nem preciso dizer que 2008 foi o segundo ano mais difícil de pensar em algo legal; embora tivesse feito diversas tentativas de explorar os 4 círculos da data, nada de interessante saiu. No final, acabei voltando às assinaturas complexas e cômicas, como em 2005 e 2006.

2009

2009 inicialmente foi muito difícil de chegar em alguma coisa, mas à partir do momento em que eu "pensei fora da caixa", deixando o padrão de assinaturas para trás, eu cheguei em algo que considerei bem legal. Fluído e "escrito à mão", cheguei à uma assinatura meio dinâmica e meio clássica.

2010

Esta eu estava esperando há algum tempo, já planejada e reutilizando a dinâmica de 2007. Simples e ao mesmo tempo conflitante pelo pequeno "caos" gerado pelos dois zeros que estão fora do fluxo principal.

2011

Este sim, foi o meu pior ano para assinatura. Não consegui chegar em nada legal ou animador, e acabei reutilizando o design do ano anterior e acrescentando o número final fora de qualquer padrão. Nunca gostei de como ficou, mas acabei utilizando, pois ideias melhores apenas me surgiram no meio do ano e eu já havia assinado muitos desenhos. Shame on me.

2012

Este foi o meu segundo ano favorito. Embora inicialmente eu apenas achasse que reciclaria o design dos últimos dois anos, acabei mudando o fluxo do traço original, tornando-o mais "pontudo" e exótico, e acrescentando o número 1 com um único traço violento que dá expressão à data. Sempre vi um certo tom selvagem e sensual nessa assinatura, mas talvez seja apenas besteira minha.

E agora, finalmente, chegamos à presente data: 2013!

Eis os três designs entre os quais vocês poderão escolher:


O primeiro, quadrado e futurista, é completamente inédito comparado aos outros anos: E ainda é simples de ser feito, com toda a caixa exterior facilmente medida num único traço que exige menos concentração do que inicialmente pareça ser necessário.

O segundo, mais uma assinatura fluída e "escrita à mão", assim como foi em 2009. Muito válida e incrivelmente relaxante de se fazer.

O terceiro, foi uma idéia súbita de variação da segunda assinatura. Também fluída, termina no retorno de datas desenhadas divertida e comicamente, como nos dois primeiros anos. E ainda é legal de se observar quando aplicada realmente em tamanho reduzido como é para ser: Ela fica parecendo uma cobrinha. ~~~"3

É isso! A enquete está ao lado, decidam-se e votem!
Muito obrigado, e espero que tenham gostado! ^^/

Como bônus, observem essa variação da escrita do meu nome em japonês, que eu costumava usar em 2005 e 2006:

#partiu #camposdemorango

domingo, 13 de janeiro de 2013

Adivinha!

Eu admiro muito as pessoas que utilizam a sua capacidade de começar uma conversa ou contar algo sem fazer suspense ou te preocupar desnecessariamente, deixando claro o assunto desde o início.

Primeiramente porquê, quando alguém diz a frase "precisamos conversar", é apenas natural que o recebedor da sentença reveja toda sua vida e possíveis problemas em que ele possa estar metido. Segundo, que muita gente acha que você deve lembrar-se de algo relacionado a ela, quando na realidade é muito mais difícil lembrar de algo que não te interessa num momento específico. Principalmente se você estiver impaciente ou ocupado.

Eu sou muito impaciente, e fico facilmente nervoso quando esse tipo de coisa acontece. Quando alguém diz "Precisamos conversar!", sem especificar de antemão o assunto que deverá ser conversado posteriormente, ou quando alguém começa uma conversa com aquele "Adivinha?" ou semelhante, eu costumo apenas ligar o foda-se.

Mas nem sempre, necessariamente, digo "Foda-se." É mais comum eu apenas levar a conversa nesse clima.

- Adivinha!
- *suspira* Você finalmente descobriu sua homossexualidade latente? (qualquer coisa que vem à cabeça, por mais nonsense ou inespecífica que seja, normalmente nem penso enquanto escrevo meu palpite)
- Não, sério, tenta adivinhar!
- Não, sério, esse é o meu palpite.
- Então tente outra vez!
- *suspira* Você botou um ovo?
- Affs, não dá pra levar você à sério
- Então vai tomar no cu.

Embora na maioria das vezes, eu apenas espere a pessoa continuar o assunto, sem dar nenhuma resposta. Se a pessoa não falar mais nada, a conversa acaba ali.

- Você não vai acreditar o que aconteceu!
*fecha a janela e espera um contato mais decente por parte do plebeu*

Em outros casos, a pessoa apenas quer que eu tente adivinhar ou lembrar de algo que, supostamente na mente dela, eu deveria lembrar durante aquele momento ou assunto específico.

Mas, nesses casos, essa pessoa é tão recompensada por sua esperança inocente em meu interesse e paciência, que ela ganharia mais indo chupar um canavial de rola.

~

Só um assunto que achei engraçado e queria compartilhar com vocês, espero que tenham gostado. :)
Comentários são bem apreciados, principalmente quando servidos com polenta.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Canções de Fractius

Olá leitores que eu prefiro presumir que não possuem braços e que por isso não costumam comentar nos meus posts! Espero que estejam todos muitíssimo bem, tirando pela falta de braços e tal, pois eu estou ÓTIMO.

"Sério, sério, sério... MUITO SÉRIO."
Hattenberg, Capelo.

Afinal, nesse último domingo que passou, dia 1º de Dezembro, como se não bastasse eu ter ganhado a melhor namorada do mundo... Ela ainda me presenteia com a carta de Magic que eu mais desejava desde 2006, quando conheci os Fractius na Espiral Temporal. Deve ter sido uma jornada e tanto pra ela ter conseguido arranjar a carta, e manter tudo para surpresa. Mas eu posso dizer... Que não só meus amados e queridíssimos fractius finalmente estão completos por terem se reunido com a Rainha deles... Mas eu também estou completo por ter encontrado a minha. *-* (ULTRAGAY)

Fractius Rainha, ou Sliver Queen, dizendo: "BITCH IMMA FABULOUS!"

Esse acontecimento acabou rendendo duas paródias musicais de Magic: Uma por mim, que cantei um verso de Killer Queen falando da minha carta nova. A outra foi pelo Qejinho, que acabou descobrindo que a pacífica canção Imagine se torna MUITO tensa quando se imagina ela cantada por um Fractius. Então, como estava com tempo livre, afinal acabei de entrar de férias, decidi escrever a versão completa de cada música e imortalizá-las aqui no meu blog. =D

Sliver Queen
MTG and Queen parody by K-2

She keeps the Legacy pieces
In her pretty Furnace
'Let them eat invasors' she says
Just like Volrath would like it
A built-in solution
By Selenia and the Predator 
At anytime an invitation
The Weatherlight can't decline

Flying and regenerate
Well versed to start hate
Extraordinarily OP

She's the Sliver Queen
Put tokens, then sacrifice
First strike with bonus damage
Guaranteed to blow your life
Anytime

Activate abilities by the price
Insatiable an appetite
Wanna try?

To avoid complications
She didn't kept the Legacy pieces
In conversation
She spoke to Karn like a baroness
Met an evincar from Rath
Went down his phyrexian fortress
Then again incidentally
Gathered all her children there

Growing naturally above the Stronghold
Eating people she couldn't care less
Fastidious and precise

She's the Sliver Queen
Double Strike, mana ramp
Played with Haste as an instant
Guaranteed to blow your life
Anytime

Drop from above the ship as 
Playful as a pussy cat
Then momentarily out of action
Gerrard was out of gas
He yelled for the polearms, poor arm
She's out to get you

She's the Sliver Queen
Trample, Lifelink
Provoke with Flanking
Guaranteed to blow your life
Anytime

One of each color is it price 
Insatiable in appetite
Wanna try?
You wanna die.


Imagine (Sliver Version)
MTG and John Lennon parody by K-2

Imagine there's a Furnace
Where's easy to die
The hell below you
Above you only us
Imagine all the slivers
Flying today

Imagine there's no hope
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
'Cause you can't target us
Imagine all the slivers
Living life while you not

You may say
I'm a sliver
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will think as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for artifacts or enchantments
A brotherhood of only us
Imagine all the slivers
Sharing all the world

You may say,
I'm a sliver
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will die as one


Meus bebês e a Rainha deles. *-*

"Os fractius são matreiros, os fractius são malvados;
E se você for devorado, ninguém irá chorar seu destino amaldiçoado."
—Rima infantil Mogg

E acho que essa é a primeira vez que falei de Magic no meu blog. O que é surpreendente, afinal, eu comecei a jogar em 2002, e nos últimos 2 ou 3 anos, é praticamente o que eu e meus amigos mais fazemos. Enfim, espero que tenham gostado, e até a próxima!

*sem aplausos pois o público não tem braços*

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ausência lvl. 8001 (e Desabafo)

.
..
...
oilá.

Qualé, é difícil pensar numa forma de chegar em um público que notou a sua ausência por meses. (vocês notaram, não é mesmo? eu gosto de pensar que sim... eu sei que estão aí, os meus detectores de movimento indicam a sua presença!)

Mas ok, agora eu preciso ser muito sincero com vocês. Com TODOS VOCÊS dois leitores e uma chinchila manca. Que eu tanto prezo e me dão audiência. O motivo de todos esses meses sem nem mesmo um post fuleira foi... que...

 Bem, eu fui digiescolhido.


Aposto que vocês conseguem ouvir a guitarra.


Mas de certa forma, é sério. Se eu fui digiescolhido, meu brasão era a depressão. Não estava fazendo graça quando disse que precisava ser sincero. Esse post será sobre mim, então leiam por conta própria ou não.

O lance é que eu descobri que desde algo em torno dos 12 anos, apresento indícios de depressão. E meio que notei que isso é algo que está em quase toda a minha família, em diferentes níveis, então... Não, não é algo passageiro. Eu sempre achei que fosse. Que eu estava triste por algo não ter dado certo, ou triste porque fiz determinada coisa errada, ou triste por estar com sono ou com fome, ou triste por que tal relacionamento acabou, ou triste pelo Zordon nunca ter voltado aos Power Rangers... Mas não, eu sempre me senti pra baixo desse jeito, empurrando as coisas com a barriga e dizendo que ia passar, que no dia seguinte eu seria mais ativo ou faria tal coisa, porque eu sou assim.

Por muito tempo eu não admiti isso nem pra mim mesmo, escondendo minha vergonhosa incapacidade para socializar ou cumprir tarefas simples, numa espécie de aparência boba, engraçada, nonsense, otimista e preguiçosa. Era praticamente assim como todos me viam e como eu queria ser visto. Por algum motivo, achava que seria considerado "mimimizento" se falasse de depressão, e sempre odiei aparentar fraqueza. Bem, não que isso mude minha força, pois viver com depressão é uma luta diária, cara. Mas bem, também achava que seria considerado trapaceiro ou enganador se dissesse que não faço as coisas ou que não levanto da cama porque "tô down demais". Então sempre evitei sequer pensar nisso, inventado desculpas. E, casos à parte, eu sempre odiei aquelas pessoas que ficam chamando atenção nas redes sociais dizendo o quanto estão tristes e sem propósito e blábláblá. Talvez essa raiva inconsciente viesse de que eu, quando me sentia assim, escondia e tentava aparentar o contrário, então achava idiota ficar chorando em voz alta por isso.

Mas, para aquele que convivem comigo, meus amigos e amigas e alguns pedaços da minha família, com o tempo, acabam tendo a impressão errada com algumas coisas que eu faço ou deixo de fazer, justamente por não saber de tudo isso. Bem, agora eu estou falando, pois achei importante deixar aqueles que se importam à par desse detalhe sobre mim. O que mudou para que eu admitisse isso para eu mesmo recentemente, foram séries de desabafos com algumas amigas muito especiais, antigas e novas, devido à diversos acontecimentos que me deixaram à flor da pele, puxando-me numa pilha de nervos até que eu explodi. A depressão também piorou claramente, talvez por eu tê-la negado por tantos anos, crescendo exponencialmente e nunca "melhorando depois de amanhã". Mas principalmente, foi o medo de perder certas pessoas que não me entendiam. O que é completamente compreensível, afinal, sempre tive esse sentimento de "incompreendido", mas como poderia ser compreendido se eu não permitia aos outros me conhecerem? Se eu não me permitia conhecer-me? Acredito que ter identificado essa depressão, e aprendido a falar de mim mesmo (o "eu" de verdade, não o "eu" que eu achava correto e gostaria de ser visto), são um grande e bom passo.

As coisas estavam tão acumuladas que eu não derramava uma única lágrima há mais de 3 anos, mesmo em situações de falecimentos... É, eu estava tensamente trancado. Mas isso já passou, em parte. Não vou dar detalhes de como essas coisas são, pois primeiro que nem mesmo sei como falar sobre alguns assuntos, e segundo porque é pessoal demais. Mas estar começando a falar disso com algumas pessoas, e aceitando, já mostraram alguma melhora, e é bom. O ruim é que eu me afundei tanto antes de perceber, que vai demorar um longo tempo pra subir de volta. Mas estou construindo minha escada, e ela consiste basicamente em amigos e amigas, aqueles que de uma forma surpreendente, me mostraram que pessoas podem sim preocupar-se com outras que não tem relação de sangue com elas. Pessoas podem ser boas. E eu posso não sentir a falta de qualquer outra crença, mas se tem algo que eu acredito e considero bom, é o amor dentro das pessoas. Amizade.

Creio que a depressão em si não é algo que vá acabar, é simplesmente assim e pronto com muitas pessoas. Mas eu posso ao menos voltar a um nível de menor inércia. É difícil desprender-se de certos costumes e dependências, mas para manter a roda girando todo mundo precisa constantemente fazer coisas novas e conhecer pessoas novas. E claro, continuar sempre a fazer as coisas comuns que te animam, assim como manter-se com as pessoas já conhecidas que lhe trazem um sorriso verdadeiro. Deixar a água parada acaba deixando um gosto ruim no copo da vida. (ui, profuMdo)

É isso, esse foi meu desabafo, e agora estamos todos na mesma página. :D (menos a chinchila, porque ela não sabe ler.)

O lado bom é que tenho MUITO material acumulado pro blog (a maioria muito idiota), então fiquem ligados!
Cadois aqui,
Cadois fora! o/

(EDIT: Aé, eu estou vendendo meu violino, praticamente novo. alguém interessado? 250 pila~  xD)
(EDIT 2: E acabei de mudar VIOLENTAMENTE o layout do blog, o que acharam? :3)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

The Hills are Alive with the Sound of Music

Tem quem não vive sem um deus, ou deuses... Ou quem não vive sem outro alguém... Ou quem não vive sem um padrão de consumo e riquezas adquiridas constantemente... Tem gente que não vive sem uma leitura ou sem amigos, ou sem algum passatempo que o descontraia e tire-o da realidade... Enfim.



Para mim, o que funciona como um "deus", é a música. Livros de fantasia são uma ótima fuga, sim. Escrever é muito bom quando se tem algo a fluir de sua mente, e amigos são a melhor das companhias e bases com que se pode contar... Mas foi quando comecei a ouvir, atentamente, música, que eu comecei a me encontrar, a me formar. E é aonde eu realmente sustento a minha alma, crescentemente. Seja ouvindo-a, cantarolando-a, lendo-a, escrevendo-a ou tocando-a até onde eu sou capaz. Para mim, ela é a essência da vida.

Como cantaram Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Rita Lee: "Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o rock n' roll!"



Meio mórbido? Bem, infelizmente perder pessoas e outras coisas faz parte da vida, e aprendemos a continuar sem elas. Mas o que nos faz continuar? Muitos respondem com um deus ou religião. Outros ocupam-se de qualquer coisa, tanto faz. Para mim, quem sempre me escutou nos momentos de necessidade (embora tecnicamente seja o contrário), foi a música. Assim como quem me deu impulso nos momentos de entusiasmo, e por aí vai.

E não me levem a mal, não estou limitando a música apenas como o rock n' roll. Outros bons gêneros são tão admiráveis quanto, individualmente, cada um de sua forma e no seu momento de ser escutado. Música clássica orquestrada, música cigana, folclórica e contemporânea... Gosto de todos os gêneros que eu consigo chamar de "música". Mas, claro, não é segredo para ninguém, eu sou um cara do rock n' roll. Do bom e velho, eu quero dizer. Pois é no rock n' roll que eu mais me encontro em suas letras. É nas falas, nos discursos e na atitude de alguns artistas e bandas do gênero que eu realmente absorvo suas canções e torno suas letras partes de minha vida. De minhas regras.



É na filosofia de John Lennon, na fantasia épica de Jimmy Page e Robert Plant, na paixão transbordante de Jimi Hendrix e Janis Joplin, nas convicções inconscientes de Jack White e nos desabafos e gritos de Dave Grohl e tantos, tantos outros nomes que eu consigo entrar em acordo e tomar seus hinos como meus.

E é isso que me distrai, me sustenta e me acompanha a cada momento de minha vida, seja na cabeça, no fone ou no estéreo. (além de oxigênio e bastante comida, é claro, rs)

Ah, música. ♥