"And now for something completely different..."

domingo, 7 de fevereiro de 2021

A Oração do Garen

 

A Oração do Garen

Garen nosso que estais no Top
Santificado seja vosso giro
Venha vós ao vosso Gank
Seja feita a vossa Ult
Assim no Mid como no Bot

O First Win nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai as nossas Rages, assim como nós perdoamos a quem tenha Feedado  
E não nos deixei cair no Bronze
Mas livrai-nos do Troll
DEMACIA!

sábado, 6 de fevereiro de 2021

O Pesadelo dos Espíritos Zumbis

Esse sonho é de Março de 2017.

No sonho, eu estava morando numa casa bem grande com dois andares, tipo o sobrado da minha vó em São Caetano.                        

Estava de noite, e eu estava fugindo de uns zumbis-fantasmas que ficavam perambulando pelo quintal, que era bem grande também. Evitava-os fazendo uns parkours pelo quintal e pelo terreno, tipo subindo por calhas até o terraço no segundo andar, e depois deitando no chão para ficar em stealth, enquanto observava-os de cima.


Um zumbi-fantasma, porquê só um dos dois não era suficiente, aparentemente.

Perto do amanhecer eu encontrei o Quejinho escondido num barril de plástico azul, numa parte coberta do terraço onde tinha uns entulhos e uma churrasqueira abandonada. Perguntei o que ele estava fazendo ali, e ele respondeu que estava seguindo um mapa até um tesouro esquecido.

Curioso, perguntei onde ficava o tesouro, e ele disse que tínhamos que derrubar uma parede logo ali no terraço onde estávamos. Decidimos esperar pelo amanhecer para fazer barulho, pois de dia os zumbis-fantasmas não saíam da casa.                                               

Pegamos umas marretas que estavam ali mesmo no entulho e começamos a bater na parede.

Após algum esforço, mas não muito, a parede caiu numa nuvem de poeira. Ao abaixar, nos deparamos com um quartinho inacabado, cheio de teias de aranha e pó. Dentro do quartinho tinham vários outros barris de plástico azuis, cheios de armas de swordplay que, somente no sonho, me eram familiares, como se fossem armas que a gente não via há muito tempo.

O Quejinho ficou todo tipo "Nooooossa, então foi aqui que eu guardei elas!" .                   

Lembro que tinha várias coisas legais, tipo uma lança com espinhos ao longo do cabo, uma foice com um anel grande no topo, além de várias espadas diferentes e porretes. Porém enquanto andávamos no quartinho olhando para as armas, notei que havia um buraco na parede fechado por tábuas de madeiras, e enquanto o Quejinho mexia nas armas, escutamos um som vindo do outro lado do buraco. 

Parados em tensão e expectativa, encaramos o buraco na parede. Outro barulho, e agora vimos uma sombra passando nas frestas das tábuas. Outro barulho, e uma batida contra as tábuas. Seriam os fantasmas-zumbis?

E então as tábuas caíram, e do outro, estava o nosso amigo Pato.                  

Após algumas explicações, parecia que a parede que a gente derrubou era da casa dele, que ficava ao lado da minha nesse sonho, e a gente não sabia. E aquele quartinho era dele também.              

O Pato ficou tipo "Nossa, o que vocês fizeram? Derrubaram minha parede!" e depois ficou tipo "Caralho, que foda, nem lembrava desse quartinho!".  

A gente ficou tentando lembrar de quando que eram essas armas, ou porquê guardamos elas assim, fechadas num quartinho sem portas e janelas, apenas com um buraco na parede fechado com tábuas.

Então começou à anoitecer novamente, e o Capelo ligou no meu celular e disse que estava correndo pra cá por causa dos espíritos que saíam à noite, e não dava tempo dele chegar na casa dele. Saímos do quartinho para o terraço, e eu joguei uma corda pra rua por onde ele subiu. Ele estava com uma mochila nas costas e um cigarro na boca.

Assim que ele subiu a gente ficou tipo "Nossa, Capelo, você TEM QUE ver isso!" e mostramos o quartinho das armas. E ele: "Noooossa! Não acredito que vocês acharam essas armas!".

...

"Porquê são exatamente o que precisamos para enfrentar os espíritos!"                        

E aí ele contou que essas armas eram abençoadas pelo nosso Espírito de Luta Puro na Infância™, e que foram guardadas pois fora profetizado que seriam de vital importância na chegada dos Espíritos Zumbis™. 

Fazia tanto tempo que foram guardadas que todo mundo tinha esquecido dessa profecia, mas quando o Capelo contou, a gente lembrou de tudo. Mas ficou uma sensação estranha de "Tá, realmente teve esse lance da profecia, eu lembro, mas era só uma brincadeira que inventamos quando éramos crianças. Não era para ser real!".

E acabou aí.

Eu acordei, ou acabou a reserva de drogas no meu cérebro.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Moments: The Delayed Edition #2

Alô galera de caubói!

Tava com vontade de postar vários sonhos e conversas que eu tenho anotados, estava relendo aqui e morrendo de rir. Mas para não ficar duas postagens de sonho seguidas, decidi dropar alguns moments que tenho guardados desde Janeiro de 2017 e acabei nunca postando. o/

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*Biancardine me explicando as denominações gays contra a minha vontade*
Biancardine: Um otter é um cara gay magricela, mas cabeludo e barbudo. Enquanto que um bear é alguém gordo ou musculoso, e cabeludo e barbudo.
Twink é magro e sem cabelo. Twunk é forte e sem cabelo.
Termos da comunidade gay.
Eu: ...
Biancardine: Você seria um otter. Eu seria um bear.
Eu: ... Ceeeeeeeeerto.
Mas é engraçado, porquê eu fiz um teste daqueles de Harry Potter pra ver qual seria o meu patrono, e era uma lontra.
Biancardine: (ignorando) Isso só se refere ao TIPO DE CORPO, claro. No ato sexual, você tem top, bottom, e power-bottoms.
Eu: ... Eu não vou perguntar.
Biancardine: Top é quem penetra. Bottom é quem é penetrado. Power-bottom é quem é penetrado, mas controla a velocidade e força da penetração. Pense em cowgirl style.
Eu: Ok, vou deixar anotado.
Vlw, flw.
Biancardine: Deixe.
Se tiver qualquer dúvida, é só perguntar.
AH, e nunca faça rimming sem uma dental dam!
Você vai ficar com gosto de cu na língua por DIAS.
Eu: WTF U TALKIN ABOUT?!
... Please don't answer.
Biancardine: Rimming é o ato de lamber o cu de outrém.
Dental dam é uma proteção oral para sexo oral.
Eu: Não sei o quê eu faria sem suas aulas de conhecimento geral homossexual gratuitas.
Biancardine: Beberia menos. E teria menos pesadelos.
Eu: É.

*pausa do trabalho, indo ao BK*
Rodolfo: Eu não aguento comer o Stacker Triplo E os nuggets.
Eu: Tô com tanta fome que se vacilar eu como até a atendente.

Eu: Passa o refri.
Qjn: Pra quê?
Eu: O meu copo tá vazio.
Qjn: Seu pessimista de merda! 

O post: Mova apenas um palito pra resolver a equação. 6+4=4
Cap. America: 5+4=9
Iron Man: 0+4=4
*GUERRA CIVIL*
Eu: 8-4=4 seria quem então?
Alisson Balbino: Eu.
Eu: Ah.
Alisson Balbino: Porquê a Guerra Civil acaba quando um terceiro se mete.
Eu: Pensei que era "guerra civil" e não "casados no civil".

*chegando na casa do Tolin pra comer HAMBÚRGUERES CASEIROS*
Contriller: *entra* ITADAKI-FUCKIN-BURGERS!

*falando sobre arco-e-flecha*
Eu: Espero que meu arco chegue até o mês que vem.
Capelo: Acho que mês que vem eu vou comprar um também.
Eu: Cool, we can be bowdies! o/
Qjn: Há quantos meses você está guardando esse trocadilho?
Eu: HÁ TREZE ANOS.
EM AZKABAN.

Eu: Tava aqui pensando nuns grupos de vilões da Marvel...
A Hydra tem aquele lema "Corte uma cabeça, e duas nascerão no seu lugar". Que é bem foda e tem significado.
O lema da Mão, que são os ninjas do Demolidor, seria bem lame em comparação: "Corte uma mão e sobra outra." ou "Corte um mamão e ainda sobra uma pêra, uma maçã..."

*vendendo um deck de Magic*
Tolin: Adoraria adquirir, porém no momento estou meio sem grana.
Qjn: Tá todo mundo sem grana. D:
Tolin: É a crise, e pelo visto essa crise vai longe.
Eu: Tão longe que vamos sair dessa crise e já emendar com uma crise da meia idade.
(Nota pós-edição: Já emendei. -q)

Random na internet: Frio, eu não te chamei! Eu não fiquei feliz com a sua presença. Você intensifica minha enxaqueca. Você me deixa inútil, você queima meu chuveiro.
Aumenta o gasto da energia mensal e pior de tudo, os moradores de rua sofrem mais.
Vai embora que aqui é país tropical!
Eu: Vota no Bolsonaro, manda gente pra Cuba e diz que aqui é país cristão, mas não diz isso não.

Pensamento da semana:
"Liberar o ki é fácil, quero ver liberar o cu."

Qjn: Que ônibus tem que pegar mesmo?
Eu: É o 194... ou 149. Não prestei muita atenção
Qjn: Você tem prestado atenção em alguma coisa?
Eu: Ahn?

"Comprei tantos doces e sorvetes que estou simulando a felicidade com sucesso."

*comendo no melhor restaurante do mundo*
Qjn: Eu queria saber o que eles colocam nesse rango. Deve ser crack.
Eu: Não, é só arroz, cebola e carne.
Qjn: Quero dizer o tempero.
Eu: Ah. É crack.
Qjn: Buets!

*mais tarde no mesmo dia*
Eu: Sukiya melhor comida.
Milkshake melhor sobremesa.
Magic melhor jogo.
Quejinho melhor pessoa.
Melhor dia!

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Saudades de "melhores dias", tal qual O Melhor Fim de Semana Ever.

Os próximos moments estão excelentes, mas não quis colocar muito de uma vez, então fica pra próxima. o/

domingo, 3 de janeiro de 2021

O Pesadelo do Hotel

Olha, esse tá de parabéns! Foi um pesadelo roteirizado e detalhado que me deixou tremendo na base quando finalmente consegui acordar. Daria um filmaço! O quê é estranho porque eu não assisto nenhum filme ou nada de terror tem um bom tempo já, tem um ou dois anos provavelmente. Ótima maneira de começar o ano com o pé direito!

Como o sonho foi muito longo pra eu contar pras pessoas por mensagem, decidi escrever ele aqui e quando precisar mando o link. -q

O filme sonho começa comigo no carro dos meus pais, na estrada. Atualmente meu pai só tem kombis (3 delas, não me perguntem o porquê), mas ele já teve uma Blazer antes, e acho que era este o veículo em que dirigia desta vez. Estávamos procurando uma praia, bem isolada, que havíamos visto num anúncio. Minha mãe tinha o folheto em mãos, e tentava nos guiar até o local, mas não estava funcionando muito bem, e eles mais discutiam do que outra coisa. O anúncio era como se fosse um prêmio, ou sorteio, e dizia algo do tipo: "Parabéns! Vocês ganharam X dias de estadia no Hotel Y. Ele fica no local Z, venham desfrutar de nossa belíssima praia particular, exclusiva dos nossos clientes!"

A foto era de um prédio antigo, de cor avermelhada ou rubra, e era bem alto, tipo mais de 20 andares, com vista para uma praia paradisíaca. Parecia o tipo de prédio alto e antigo que você só encontra em Nova Iorque, ou no centro antigo de São Paulo.

Meu pai dirigia por uma estrada bem fechada com mato dos dois lados, que parecia não levar à lugar nenhum. Por fim, chegamos à um acostamento, daqueles maiorzinhos onde dá para parar o carro e observar a paisagem, e que supostamente deveria ser o local correto, mas não havia nada além de árvores à vista. Estacionamos o carro ali e paramos para pensar e esticar as pernas. 

Enquanto meus pais discutiam sobre o caminho certo, ou sobre como deveria ser ali de acordo com o mapa, eu comecei a ouvir barulho de água. Subi numa espécie de banco de pedra que tinha ao longo do acostamento e notei que o barulho não era do mar, mas de um córrego canalizado que corria logo ao lado do banco. As paredes laterais do córrego eram de pedra também, e tinham algumas vigas para atravessar de um lado para o outro, tal qual um córrego que corre próximo à onde estudei em Santo André.

Tipo isso, só que no meio do mato ao lado da estrada.

Do outro lado do córrego, porém, consegui avistar o tal prédio do hotel, e a luz do mar. Ou melhor dizendo, a luz do Sol refletida no mar. 

Logo avisei meus pais que conseguia ver o hotel, e notamos que no ponto mais curto, o córrego deveria ter menos de 2 metros para atravessar por uma das vigas. Deixamos o carro estacionado no acostamento e decidimos atravessar. Neste momento, surgiu uma outra família, também estacionando no acostamento, e procurando o mesmo hotel, com o mesmo anúncio em mãos. Eram um casal com uma criança de uns 4 anos de idade, crescida o suficiente para andar sozinha, mas não muito bem, e nem falar muito bem também.

Falamos do córrego e do hotel do outro lado, e avisamos para atravessarem com a criança em colo. Após todos atravessarem o córrego sem maiores problemas, andamos um pouco pelo mato até que saímos diretamente... Numa praia. Não era A praia que imaginávamos, e definitivamente não era paradisíaca. Era minúscula, tipo um quintal de fundo. Não achei uma imagem de uma praia tão pequena, então segue a imagem da menor praia que consegui achar, e um boneco de referência para fazê-la parecer menor.

Tipo isso, no meio do mato assim, mas com o prédio do hotel logo atrás da pessoinha.

Notava-se que os degraus do saguão do hotel davam direto para a areia da praia, e meus pais já foram entrando, sem comentar muito sobre aquela decepção de praia, para fazerem o check-in. Isso e meu pai também estava com pressa de perguntar sobre como chegar ali pela estrada, pois queria ir buscar o carro e trazer até o hotel, que supostamente teria uma entrada principal do lado oposto à da praia.

Eu porém fiquei para trás, pois enquanto entravam eu notei algo muito peculiar. Notei uma espécie de altar de pedra em um dos cantos da praia, como se fosse uma escultura de praça ou monumento, e fui investigar. Era um círculo de pedra no chão, alto o suficiente para se sentar e usar de banco, mas no centro dele havia uma lápide, ou uma placa de pedra que imitava uma lápide. Nela dizia: "Aqui jaz Phillip Toddler, o bebê maldito modificado."

... Ok? Não sabia exatamente o que o "modificado" queria dizer, mas conseguia imaginar. Vai ver ele nasceu monstruoso, e tentaram modificá-lo para parecer gente? E aí não deu certo e por isso ele morreu. Ou então, modificaram ele ainda no ventre, e por isso ele nasceu maldito. Teria sido um natimorto, ou um neomorto? Me perguntava essas coisas enquanto me afastava da lápide, querendo ficar o mais longe possível dali.

Dentro do hotel era... Bem diferente do imaginado também. Para começar, parecia uma igreja. Sabem como o térreo de um edifício pode ser bem mais alto do que o resto dos andares? No caso de edifícios comerciais ou de luxo, o térreo pode ser como se fosse um grande salão real, com o pé-direito da altura de uns 3 à 5 andares, e amplas janelas iluminando tudo. Só que aqui as janelas eram vitrais coloridos de igreja, e o pé-direito dava em tetos de abóboda, com pinturas renascentistas no teto. As cores dos vitrais não eram muito alegres, no entanto. Predominava o vermelho escuro, amarelo doentio e roxo mais escuro ainda, então a luz que entrava era quase sombria. As pinturas no teto também não eram das mais cativantes, embora não me recorde o que mostravam.

Dorimê~

Outra coisa estranha era que a maior parte do espaço no térreo estava fechado para reforma, com um muro de placas de madeira bloqueando a passagem. Tínhamos acesso apenas ao saguão de entrada, com o balcão onde ficava a recepcionista, às saídas opostas do hotel (uma para a estrada principal e outra para a praia), e uma espécie de lobby/sala de espera onde haviam alguns sofás, poltronas e divãs. Esta sala também dava para a praia, mas com uma parede totalmente de vidro, que permitia ver toda a mini--paisagem praiana com as árvores ao redor servindo de moldura.

Enquanto meus pais falavam no balcão com a recepcionista, eu tentava ficar na ponta dos pés para ver como era o resto da igreja do hotel do outro lado do muro de reforma. Por cima das placas de madeira conseguia ver a parte de cima de um altar distante, do lado oposto do salão, e dando uns pulinhos conseguia ver fileiras de bancos de madeira onde as pessoas rezariam para o altar.

Quando meus pais terminaram de falar no balcão, meu pai saiu para ir buscar o carro, e notei que ele parecia nervoso. Minha mãe não foi com ele, em vez disso ela veio até mim com as malas que havíamos trazido na mão e contou que a moça explicou para eles que o elevador estava em reforma também, e os únicos quartos disponíveis eram bem altos, tipo do 15º para cima, e que se não quiséssemos ficar subindo e descendo todas essas escadas, poderíamos passar a noite no lobby de espera. Os divãs e sofás dariam camas decentes, e no dia seguinte viriam consertar o elevador. Talvez.

Então nós dois fomos até essa sala deixar nossas coisas. Eu só pensava em duas coisas: Primeiro, que seria difícil de dormir, pois com a parede de vidro teria a luz da lua iluminando tudo, e eu tenho dificuldade para dormir à menos que seja no breu total. Segundo, pelo menos estávamos entrando na frente da outra família que atravessou o córrego conosco, então poderíamos escolher os melhores lugares para dormir. Pegamos um canto da sala em que haviam dois divãs, um ao lado do outro, e um sofá de frente à eles. Minha mãe ficaria com o sofá, pois já dorme no de casa o tempo todo, e eu e meu pai ficaríamos com os divãs, que davam camas decentes de fato. Arrumamos nossas coisas naquele espaço e agora era só esperar meu pai voltar, e depois esperar o horário de dormir, e torcer para que no dia seguinte tivéssemos um quarto decente. Se bem que não sabia porquê diabos ainda estávamos ali, já que não parecia ter muito o que fazer naquele hotel, ou naquela praia minúscula. Talvez meu pai conseguisse curtir o lugar mesmo assim, isso se ele voltasse, é claro...

Mas, para a surpresa de todos que gostam de adivinhar o que acontece à seguir num filme de terror, meu pai realmente voltou. E o pai da outra família também, que assim como ele havia ido buscar o carro no acostamento, mas eu não havia achado onde encaixar esse pedaço de informação no texto anterior. De qualquer forma, ambos estavam de volta, e supostamente haviam trazido os carros pela estrada após conseguirem a informação do caminho correto com um dos seguranças. Nós passamos o resto da tarde entre a praia e a sala de espera. Não nos preocupamos muito com nossas coisas pois dava para ver elas através da parede de vidro, mesmo quando estávamos no mar, e até agora não havíamos visto ninguém além dos funcionários do hotel, e as três pessoas da segunda família. O mais preocupante era a criança mexer em alguma coisa, mas ela parecia interessada unicamente naquele monumento em forma de lápide, brincando em cima do círculo de pedra o tempo todo. Eu até entrei um pouco no mar, mas como já era final da tarde - acho que chegamos por volta do meio dia - a água já estava ficando mais fria, então passei a maior parte do tempo nas poltronas do lobby ou no divã onde eu ia dormir, mexendo no celular ou apenas encarando aquele estranho monumento de pedra com a lápide que não parecia incomodar mais ninguém além de mim.

Após anoitecer, as coisas ficaram um pouco mais perturbadoras. Para começar, não havia nenhuma iluminação na praia do lado de fora. Nem mesmo uma lâmpadazinha na saída do hotel para a areia. Além disso, pessoas começaram a chegar no hotel, pessoas que se vestiam com roupas antigas e conservadoras, e entravam direto na área que estava "fechada para reforma", onde ficava o altar e os bancos que eu havia visto anteriormente. Aquilo estava começando a parecer um culto. A janta atrasou um pouco, como se parecesse incômodo para os funcionários do hotel prepararem a janta para a gente durante o horário do culto, e no final tivemos que comer nos sofás e poltronas mesmo, pois não parecia haver um refeitório ou mesas de janta no local. Para ficar ainda mais estranho e confuso, em dado momento enquanto comia, escutei alguns nomes sendo entoados no salão principal. Foram 7 nomes ou palavras seguidos, proferidos com alguma importância, mas o único que escutei, ou que lembro de ter escutado, foi "O Lobisomem", e isso só serviu para me deixar mais "??".

A janta não foi tão boa assim, e minha mãe estava reclamando de ter que comer "ensacada", com o prato no colo. Depois da janta, meu pai decidiu que aquilo tudo já estava desconfortável o suficiente, e pediu para que um dos funcionários ou seguranças levassem ele até onde seria nosso quarto, para saber se valeria à pena esperar consertarem o elevador no dia seguinte - o que provavelmente não ocorreria tão cedo, talvez levasse a tarde toda, mencionaram que o mecânico só viria, se viesse, após o almoço - ou se iríamos embora à primeira luz de manhã.

Então, como acontece em um sonho, corta para quando já estamos deitados e dormindo. Não lembro o porquê, mas passei aquela noite com muito medo. Ficava olhando pela parede de vidro, na direção da lua, da praia, das árvores ao redor e daquela lápide. Quem era Phillip Toddler? O que era "O Lobisomem"? E peraí, onde estava meu pai? Ninguém mais deu falta dele? Ele não havia voltado ainda... Foi aí que eu meio que percebi que estava sonhando, ou que poderia estar sonhando, e pensei em acordar. "Eu estou no meu quarto", pensei, "quando abrir os olhos, estarei de volta no meu quarto, na minha casa." Mas nada disso, continuava ali, naquele lobby, dormindo num divã com a luz da lua entrando pelo vidro. "Bem, vou voltar à dormir, e quando acordar, nada disso será mais um problema."

...

Quando "acordei", ainda no sonho, havia cortado para a tarde seguinte. E, por algum motivo, não me lembrava de que havia percebido antes que estava sonhando. Novamente estava no lobby, com as nossas coisas, mas dessa vez estava sozinho. Parecia que a outra família estava na praia, logo à frente, mas estava muito claro para olhar para o lado de fora, somente escutava suas vozes do outro lado. Minha mãe também não estava ali, e nem sinal do meu pai desde a noite anterior. Quando comecei a pensar em procurá-los, eis que minha mãe entra na sala, e ela estava vestindo o mesmo tipo de roupa antiga e conservadora das pessoas que entraram no hotel de maneira suspeita na noite anterior. Ela parecia estar calma demais, e meio desligada com as minhas preocupações. Perguntei sobre o mecânico, se havia vindo consertar o elevador, e ela nem respondeu. Também não parecia se lembrar do meu pai, e quanto mais eu perguntava, mais estranha ela ficava.

Novamente o sonho corta para mais à frente, e agora estou na mesma sala de espera, à noite, fazendo algum tipo de intervenção, ou até mesmo exorcismo, com a minha mãe. Várias pessoas estão ao redor, pareciam mais do que apenas as três pessoas da segunda família, e estavam ali como que testemunhas da intervenção. Grito com ela, para tentar fazê-la lembrar-se do meu pai, mas tudo que ela diz é que "irá se atrasar para o culto", e que precisava sair dali, repetidamente. Parecia importante que fosse para o culto, ou algo terrível aconteceria. Profundamente perturbado, seguro ela pelo rosto e pergunto "Por quê? O quê irá acontecer se você não for? Por que isso está acontecendo?!

Em resposta, com o olhar fixo em mim, o corpo dela começa a flutuar. Ainda estou segurando ela pelo rosto, mas o resto do corpo começa a levitar, levantando-se mais alto do que o rosto dela, e a girar, apesar do pescoço permanecer parado. As pernas e braços começam a dar a volta para frente, como garras ou tentáculos tentando me envolver, e eis que percebo que estava em transe olhando para ela, solto seu rosto e me afasto de seu alcance. Agora não havia mais ninguém ao nosso redor, e penso em fugir dali. Olho para a parede de vidro, com a saída para a praia escura, mas antes de dar um passo naquela direção eu congelo no lugar. Eu podia ver a escultura de pedra do lado de fora, e a lápide não estava mais lá, parecia caída no chão. Não sei como a iluminação me permitia perceber isso à noite, mas também havia um buraco onde a lápide deveria estar. Seria então realmente um túmulo, e agora ele estava aberto?

Foi então que notei algo mais na escuridão, olhando de volta para mim com um rosto esbranquiçado.

Só podia ser o tal Phillip Toddler, segurando uma faca ou outro objeto pontudo.

Após ver aquilo, imediatamente descongelei e saí correndo na direção oposta, para o salão principal da igreja do hotel. Como na noite anterior, novamente estava ocorrendo o tal culto, mas dessa vez era diferente. As placas de madeira haviam sido retiradas, e dava para ver o lugar inteiro, com todas as pessoas sentadas rezando nos bancos de madeira, e o altar... Mas o altar era imenso, muito maior do que havia notado quando tentei espionar um dia antes. E definitivamente não era um altar cristão. Não havia uma cruz, por trás do grande palanque onde alguém entoava uma espécie de oração havia uma estrutura em forma de candelabro, que terminava em 7 extremidades em cima. Aquela pessoa no altar entoava novamente 7 nomes, um seguido do outro, enquanto o restante das pessoas no salão os repetiam. Entre eles escutei novamente "O Lobisomem", e dessa vez compreendi mais alguns, como "A Noiva", "O Infante" e "O Lagarto". E flutuando acima das extremidades do candelabro, não estavam chamas, mas sim cabeças espectrais, que emitiam uma luz branca, cada uma relacionada à esses nomes que eram proferidos. Após alguns instantes perplexo, todas as cabeças começaram a se virar em minha direção, e quando digo todas digo tanto das pessoas orando, como as cabeças flutuantes no candelabro gigante. Todas me encaravam, como que me culpando por algo.

Eis que o padre - ou algo assim, aquela pessoa liderando no altar - aponta para mim e diz: "É ele! Um dos turistas que libertou o bebê maldito!" - Ele parecia evitar dizer o nome do bebê. - "Ele e seus pais são os culpados, culpados por tudo que construímos esses anos estar em risco agora. Rezar não vai mais adiantar, e nossos 7 Mestres não irão nos proteger! Devemos pegá-lo e oferecê-lo em sacrifício, assim como fizemos com seu pai, e o bebê maldito nos deixará em paz esta noite. Vamos, peguem-no! Tragam-no até o altar!

Quando percebi estava cercado de cultistas. Me agarravam de todos os lados, e eu só lutava e gritava que não havíamos feito nada, que não queríamos estar ali, que só viemos até o hotel por causa do maldito folheto, que ninguém mexeu no túmulo... Ou mexeu? Tudo veio à mim de uma vez só. A surpresa e o horror me acertaram mais forte que qualquer golpe das pessoas que tentavam me segurar.

Aquele rosto esbranquiçado que havia visto na escuridão, através da parede de vidro, e que havia atribuído ao tal Phillip Toddler... Ele se parecia muito com o rosto da criança de 4 anos que estava com a outra família. Parecia muito mesmo, só que uma versão distorcida e... Modificada daquele rosto. Lembrei da criança, e de como ela passava o tempo todo brincando ao redor da túmulo. Teria sido ela hipnotizada de alguma forma pelo espírito que estava ali, e durante uma de suas brincadeiras derrubou a lápide, libertando-o? Teria ela sido possuída, ou consumida, pelo tal Phillip Toddler, e agora ele tinha um corpo novo para andar na Terra?

... Ou aquela criança era, o tempo todo, desde que nos encontramos no acostamento... O próprio Phillip Toddler, nos guiando para nossa morte?

Fiquei pensando nisso em meu quarto após acordar, tremendo e suando frio, na vida real.



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Uma Review de Bloodborne

Minha opinião (que ninguém pediu) sobre Bloodborne. Eu estava ranteando no tuíter, mas quando vi já tinha um texto imenso, então achei que poderia aproveitar que ainda tenho esse blog e postá-lo aqui. E a prática de escrever algo maior e mais elaborado também é algo que me agrada e não faço faz tempo, então preciso aproveitar este momento de inspiração. 


(Aviso: Pode conter spoilers leves da reviravolta na trama, e algumas imagens do jogo.)

Pois bem. Por muito tempo ignorei este título por não ser um RPG medieval e por sua fama de ser mais difícil e não ter escudos, quando comparado à Dark Souls. Eu sou (e admito isso) muito chato com jogos, jogo pouquíssimas coisas, e não dou chance pra uma cacetada de opções. Mas quando encontro um jogo que eu gosto, eu jogo bastante (ainda jogando Skyrim desde 2011). E só por ter gostado de Dark Souls 1 e 3, não significa que eu vá gostar de tudo que o mesmo estúdio faça, certo? Vai saber quantas variações do mesmo estilo de Dark Souls eles vão lançar pela vida. Não quero me comprometer em jogar todas. Não me considero um fanático do estúdio, ou do gênero, e nem que eu goste de jogos difíceis. Apenas apreciei a tomada diferente e original que tiveram com o gênero, e as decisões de design, jogabilidade e etc. Se eu quiser jogar algo parecido com Dark Souls, eu vou apenas REJOGAR Dark Souls, não preciso de mais do mesmo. Essa é a minha lógica.

Na minha cabeça, Bloodborne era apenas um lançamento de mais um jogo no estilo Dark Souls, dessa vez com temática de caçar monstros nas ruas de Londres, tipo um Van Helsing. Ou seja, não seria um RPG medieval aberto à todos os estilos (por exemplo onde você pudesse escolher ser um cavaleiro de escudo, ou um mago, ou um arqueiro, etc.), além de ter ARMAS DE FOGO. Somente pareceu-me esquisito.

I dare you, I double dare you motherfucker! Say "what" one more goddamn time.

Foi quando descobri aleatoriamente que a trama do jogo tem uma reviravolta: Em certo momento do jogo, você não está mais só caçando monstros. Há todo um cenário de horror cósmico baseado em H. P. Lovecraft (autor de O Chamado de Cthulhu, entre outros) envolvendo seres cósmicos horrendos e de caráter apocalíptico, e a loucura crescente nas pessoas que sequer interagem com os rastros deles. Para quem não sabe, eu literalmente já li e possuo todos os livros e contos do Lovecraft, e foi quando soube desta conexão que me convenci à testar o jogo.

O resultado é que eu fiquei bem contente em ter me dado a chance para experimentar Bloodborne (2015): É um verdadeiro horror Lovecraftiano escondido numa temática vitoriana gótica londrina, com um visual que num geral eu gostei bastante. Se você joga Magic, vai identificar a semelhança visual, de temática, cenário e roupas, com o set de Innistrad (2011). E certamente é difícil de acreditar que a reviravolta mais tarde em Sombras de Innistrad (2016) não tenha se baseado diretamente neste jogo, embora teoricamente estivesse em produção, ou pelo menos conceituada, bem antes do lançamento.

Um caçador nunca está sozinho, por isso leve algumas fichas de humano 1/1 com você.

Num geral a experiência foi muito satisfatória, muito interessante e realmente imerssiva. Você se sente num jogo de terror, com medo de progredir, mesmo tecnicamente sendo um action RPG. (Um sentimento que me remeteu para a quest/fase Ocean House Hotel em Vampire the Masquerade: Bloodlines (2004), que na época até ganhou prêmio de melhor level design.)

PORÉM eu tenho sim algumas reclamações bem sólidas que me fazem entender perfeitamente o motivo de tanta gente desistir do jogo antes mesmo dele começar direito (o troféu do PRIMEIRO boss, por exemplo, já tem um índice de menos de 50%, e a porcentagem de conquista vai diminuindo drasticamente com os bosses subsequentes). Coloco isso como culpa do jogo, e não dos jogadores, e por isso acabo mais fazendo ressalvas e discordando quando escuto alguém dizer que o jogo é perfeito, do que concordando.

Chegamos na motivo de eu ter começado este post: Vou agora divagar sobre essas ressalvas/reclamações.

1. A dificuldade acima do normal para o early game quando você não conhece o jogo. Mesmo para um jogo da From Software, é ainda mais difícil e menos explicatório / noob friendly do que Dark Souls, o que é dizer muito. O começo é de longe a parte mais difícil para quem não sabe o que está fazendo, não havendo bem uma escada de aprendizado... Está mais para um MURO de aprendizado.

2. Perante tal dificuldade, você nem ao menos pode UPAR DE LEVEL para tentar melhorar sua situação, e não sabe nem ao menos o porquê. E olha que digo isso mesmo achando realmente legal a lore/temática/desculpa para você não ter acesso ao level up no começo do jogo. (Não vou dar um spoiler direto, mas tem tudo a ver com seu personagem ficar gradualmente louco.)

Você nunca está velho demais para brincar de boneca, certo, Gehrman?

3. Outra coisa muito ruim em comparação aos Dark Souls, é o item de cura ser um item consumível. Anteriormente nestes jogos, sim, você morria muito, mas seu estoque de item de cura resetava junto com os inimigos. Desta vez, você pode ficar sem. Se você ficar preso numa área/boss e morrer, digamos, umas 4 vezes, provavelmente suas curas acabaram e terá que farmar o item matando inimigos em outras áreas, e comprando o item com o vendedor, se quiser continuar tentando progredir.

Isso me broxou MUITO em alguns bosses que eu adoraria ter tentado e tentado várias vezes seguidas passar sozinho, até mesmo ao longo de dias como foi com o Pontífice Sullyvahn ou o Nameless King em Dark Souls 3. Mas como eu tinha que parar e ir farmar a cada 2 tentativas, preferi fazer co-op e acabar com o aquilo logo. Farmar REALMENTE corta o barato do momento e te tira do mood da luta contra o boss.

4. Além disso, vamos mencionar a história. Ela consegue ser ainda mais críptica, ilusória, e de difícil acesso que todos os outros jogos do mesmo estúdio, e isso sim é DIZER MUITO. Anteriormente, você tinha que ter um bocado de atenção e interpretação, e se dedicar ativamente à ler descrições de itens e lembrar-se de diálogos e interações, ou até mesmo o posicionamento de certas coisas no cenário, para fazer as relações necessárias para compreender a história, ou o que está acontecendo ao seu redor. Mas aqui, temos muito menos itens com descrições reveladoras, elas são ainda mais vagas que de costume. Não espere entender o que você está fazendo até ter terminado o jogo, e mesmo assim ainda precisará assistir um vídeo de 30 minutos de conjecturas e opiniões, caso esteja interessado em compreender tudo que quiseram colocar no jogo. 


Seria esta a esposa perdida de Cthulhu? O Chamado de Cthulhu seria uma ligação perdida dela?

Uns podem falar que não compreender o que está acontecendo é algo natural nesta temática, uma vez que os humanos estão fadados à jamais entender os segredos dessas criaturas cósmicas vindas do infinito aterrador... Mas também podemos dizer que existe um limite aceitável, e chega num ponto em que não apresentar a história de uma forma melhor e mais clara apenas significa que não tem uma história de fato, e sim algo que possa ser chamado apenas de uma ambientação/plano de fundo ricos em detalhes e cheios de segredos vagos para você interpretar.

5. E por último, o mais surpreendente. Ao contrário daquela dificuldade mencionada presente no começo do jogo, durante a maior parte do midgame, as fases, ou os inimigos, ficam fáceis até demais.

Diferente dos inimigos ágeis e numerosos que geravam combates cheios de ação que te apresentam ao estilo do jogo logo na primeira área, mais tarde temos muitas áreas grandes e com inimigos lentos e espaçados, e isso gera muitos momentos repetitivos de avanço lento e metódico, com jogadas seguras onde você não é obrigado a tomar riscos.


Mob básico de 10+ tiozinhos nos primeiros 15 minutos do jogo.

Começa-se a notar isso na segunda parte da Floresta Proibida, com as cobras que você encontra por lá, mas os maiores exemplos disso são Byrgenwerth e o Castelo Cainhurst. Essas são áreas altamente antecipadas ao jogador, e que quando você finalmente chega lá e as conhece, são praticamente desertos de inimigos solitários e lentos, em grandes espaços abertos e vazios. 

Mais uma vez alguns podem dizer que isto é intencional, afinal ambas são áreas abandonadas também na lore, que passaram por alguma coisa que matou a maioria de seus habitantes... Mas também podemos dizer que Byrgenwerth chega a parecer uma zona inacabada e apressada, coisa que comprovadamente existe no jogo, pois por exemplo temos uma porta no Distrito da Catedral com a qual você CONSEGUE interagir, e diz estar fechada, que faria conexão com a ponte onde você enfrenta a Cleric Beast. Essa passagem/conexão foi cancelada mais tarde, mas não removeram a porta, e nem a interação com ela, gerando em mim uma decepção muito grande quando soube que nunca poderia abrir ela. Quando algo não está ali para ser aberto, ou você não pode interagir com aquilo at all, ou está visivelmente bloqueada por detritos. Toda porta que te dá a mensagem "Fechado" deve ser aberta em algum momento.


1/5 da população total de Byrgenwerth é esse bicho.

Tendo dito isto tudo, ainda assim, estou muito contente em ter jogado Bloodborne. Ou melhor, em estar jogando, afinal ainda não fechei. (No momento em que escrevo, falta ainda terminar a DLC, além de fazer mais Chalice Dungeons antes do boss final. E sim, a dificuldade retorna nesta parte.) E provavelmente continuarei jogando após fechar com outros personagens. 

Apenas gostaria que fosse ainda melhor e não tivesse esse aspecto broxante do farm, que atrapalha uma experiência que PODERIA ser perfeita, mas não é.

É difícil um jogo de RPG (ou action RPG) ser perfeito. Poderia citar Elders Scrolls VI: Skyrim (2011) ou o previamente mencionado VTMB, porém estes só estão realmente completos com mods corrigindo seus bugs e adicionando conteúdos inacabados. Undertale (2015) e Deltarune (2018) são exemplos de perfeição, também pela premissa inovativa dentro do gênero, e de igual ou maior dificuldade que os títulos da From Software em certos momentos, mesmo considerando as limitações gráficas.

Tenchu 2: Birth of the Stealth Assassins (2000) também foi um RPG perfeito, completo sem DLCs e mods, como era feito em sua época. E quem diria? A From Software teve relações com a publicação de alguns títulos da franquia Tenchu no Japão, o que provavelmente os levou à posteriormente lançar seu próprio action RPG de ninjas; o tal do Sequilho: Shadow Die Twice (2019). Jogo que eu ainda não joguei, pois como falei antes, se eu quiser um jogo tipo Tenchu, eu jogo Tenchu!

Meu ninja de cabelo branco, máscara e cicatriz no olho favorito: Rikimaru.

Portal (2007) e Portal 2 (2011) são perfeitos, mas não são RPGs, eu só quis mencionar mesmo.

Mas sabe o que mais foi perfeito? Dark Souls (2009). Mas está tudo aqui: O level design, o sound design, a jogabilidade fluída cheia de ações e consequências, o clima pesado e desesperador... As mensagem de "try finger, but hole". Claramente tentaram algo diferente aqui em Bloodborne, e posso dizer que acertaram em cheio na temática, ambientação, gráficos, música... Apesar dos pesares, no final, minha avaliação é um sólido 8/10.

Não é o 10/10 que os fãs tanto exaltam, mas hoje em dia as pessoas gostam de ser passionais sobre tudo. O fato é que, se está de 8 para cima, já vale à pena jogar e rejogar!

E lembrem-se: "Um caçador nunca está sozinho, então vamos limpar essas ruas pútridas."

sábado, 13 de junho de 2020

Lembrança de Dia dos Namorados (atrasado)

Olá. :B

Digo isso com aquela cara de pessoa que parou de postar no blog em 2016 e tem toneladas de material acumulado que à esta altura nem faria mais sentido publicar. Mas ignorando tudo isso e todo esse "material na fila", tem um texto de agora que eu senti vontade de fazer, e eu acho que deveria escrever mais, então vamos lá!

Aviso: Não é um texto engraçadinho, é um texto de Dia dos Namorados atrasado (eu estava trabalhando e dormindo ontem, tanto que o Cartão de Dia dos Namorados super foda que eu fiz foi DURANTE o trabalho), então se você não quer ler algo meloso sobre minha vida pessoal, essa é sua deixa para sair e fazer algo mais produtivo com o seu tempo, tipo... Não ler esse texto. -q

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Tem este momento na minha cabeça que eu acho especial sobre a minha namorada, mas sempre achei estranho falar dele pois, como posso dizer, não é com ela. É com a minha ex.

Pera, eu juro que vai fazer sentido! Eu sempre achei estranho falar sobre ex com a pessoa com quem estou, mas sei lá, hoje não estou achando. ?

Era 2016, eu acho, e eu estava num evento de Swordplay. Swordplay, sabe? Batalha campal, espadinha, pew pew (barulhos de laser?). Minha ex estava junto para acompanhar. Eu estava saindo do campo de batalha em direção ao acampamento, e ao mesmo tempo, a Marina vinha caminhando na direção oposta.

Aqui preciso interromper para adicionar a magia do CONTEXTO, o qual eu não tinha na época. Eu conheci a Marina ainda em 2015, quando o clã dela veio visitar o meu para um treino conjunto. Nessa época cheguei a adicioná-la no Caralivro logo após o treino, mas trocamos apenas cumprimentos iniciais e votos de "vamos treinar juntos mais vezes", sem jamais conversarmos novamente. Eu até havia notado ela e achado bonita, uma princesinha, mas apesar dela estar fazendo dezoito anos naquele ano, ela parecia muuuito mais nova. Então apenas achei ela princesinha mesmo e não quis olhar ela de outra forma. E também acho que eu já havia começado a sair com essa ex em questão.

Desde então, de acordo com a Marina - me contando isso depois que começamos a namorar - ela vinha se incomodando que eu não só nunca mais havia falado com ela no Caralivro, como também não cumprimentava ela nos eventos. Vejam bem, este sou eu em minha essência, completamente alheio à relações humanas e sociais. Eu não consigo manter contato com as pessoas, ou lembrar de coisas como nomes e datas de aniversário. Mas não necessariamente ela queria que eu a cumprimentasse por gostar de mim nem nada, mas sim porque ela é uma pessoinha amável porém muito rancorosa hehehe. Então ela foi guardando.

Voltando à história, esse evento havia começado umas 10 da manhã e já deviam ser umas 17 horas, e obviamente, eu não a havia cumprimentado o dia inteiro. E agora estávamos em rota de colisão, vindo de direções opostas, sem mais ninguém em vista. Ela deve ter pensado "Agora esse vacilão vai TER QUE me cumprimentar, não tem como", mas tinha sim, eu olhei na direção de onde ela vinha, e totalmente abstraído, virei a cara novamente para continuar falando com a minha ex enquanto caminhávamos.

Mas isso não ficaria barato, não senhor. Quando os caminhos se cruzaram, apesar de eu nem estar olhando na direção dela, a Marina simplesmente chegou e me cumprimentou À FORÇA. Mandou aquele "Oi, tudo bem?" seco, encostou a bochecha na minha sem expressão, e foi embora enquanto eu, confuso, respondia "Ah? Oi? Sim."

De acordo com ela, me contando anos depois, foi algo tipo "O sr. vai me cumprimentar SIM."

Bem, nesse momento eu fiquei meio perdido, tipo "O quê foi isso?", e minha ex me perguntou "Você conhece ela?". Eu respondi que sim, e em seguida ela "Mas... Tem alguma história?" e eu respondi que não. Como eu estava legitimamente atordoado pelo ocorrido, ela deve ter acreditado na minha expressão confusa e vida seguiu.

Realmente, não havia história alguma. Mas haveria, e bastante. E eu gosto dessa lembrança pois acho que significa que dava pra notar uma ligação aí. Algo tipo Akai Ito, ou fio vermelho, sabe? Eu estava com a pessoa errada, mas já havia uma conexão com a Marina logo ali, nos puxando em direção ao outro, mesmo que eu nem imaginasse. E minha ex percebeu isso também, pois acho que foi algo que, mesmo minimamente, incomodou ela. 

Pensando bem, talvez tenha ficado na cabeça dela até o momento em que terminamos, pois um dos argumentos que ela mandou quando estávamos nos separando foi "Tenho certeza que você vai ficar bem e encontrar uma nerdinha ruiva que combine com você". Eu lembro dessa frase pois foi a segunda vez que alguém me falou isso. A primeira vez foi com outra ex, dessa vez da faculdade, lá em 2013. Por algum motivo ela disse a mesma coisa, apesar de eu nunca ter demonstrado nenhum interesse em especial por ruivinhas e eu não entender até hoje essa escolha específica na frase.

E esse fio vermelho puxou e puxou até que eu finalmente encontrei a nerdinha ruiva que combina comigo. Que me obrigou a dizer oi pra ela quando eu me recusava à notá-la. E no ano seguinte eu estava chamando ela para sair da maneira mais descarada possível.

É isso. Hoje é aniversário dela (sim, a Marina faz niver no dia seguinte ao Dia dos Namorados). Como eu sei que ela vai ler esse texto em algum momento eu quero dizer de novo: Feliz aniversário, meu amorzinho! Que possamos comemorar seu aniversário, e o Dia dos Namorados, e nossos aniversários de namoro, bem juntinhos quando essa quarentena acabar. :3

Eu te amo!