"And now for something completely different..."

quinta-feira, 25 de março de 2021

Moments: Edição Para Pensar

Vindo direto dos arquivos não-publicados de 2016/2017, segue mais uma sessão de Moments que explicam muitas coisas sobre o passado se você parar pra pensar. Ou não. 

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Ex: Sabe o Jimmy Fallon?
Eu: Quem?
Ex: É um comediante que tem um Late Show.
Eu: Sabe quem também tem um late show?
Ex: Quem?
Eu: O Starbucks.
Ex: ...
Eu: Sabe, LATTE... Show.
Ex: *ignora e continua falando* Então.
(Por que será que ela terminou comigo?)

*em casa sem luz*
Ex:  Nossa, será que vai ficar a noite toda sem luz?
Eu: Normalmente fica até o sol nascer, por isso se chama "noite".
(Ah tá, deve ser por isso. -q)

Mariana V.: Affe, querem mudar o nome da estação Vila Mariana prum pastor chamado Enéas. Não ousem mudar o nome da minha estação!
Eu: Se não for pra mudarem pra Vila Marinada, nem mudem!
Ou Vila Marilurdes.
Ou Vila Marilove.
Vila Marixana, etc.
Mariana V.: Você é péssimo, hahaha!
Eu: VILA MARITACA! Tá, parei.
Mariana V.: Vila Maricota, como minha mãe me chama.
Eu: Perfeito.

Eu: Salgados por 1 real ao lado da CHQ. Is this real life?
Capelo: Acho que são feitos com os estudantes perdidos da UFABC.
Eu: Bom, se eu não responder mais, já sabe.

Eu: Vou jogar XCOM 2, boa noite. <3
Ex: Ai, não, quero mais você.
Eu:

Pronto, boa noite.
Ex: *ignora e continua conversando*
(Estou notando um padrão.)

Eu: "Versão Brasileira, brHUE: Brazil Has Uírde Estãf."
(Brazil has weird stuff.)

Eu: *pessoa que não gosta de palmito* A vida é como um grande palmito, vem contra a sua vontade.

Ex: Tô com mó preguiça, mas tô com a barriga muito cheia para ir deitar na cama...
Eu: Resumo da minha vida.

Publicação no Facebook: Esse é um pai mito.
Eu: *postando comentário* E esse é um palmito.


*durante a guerra de provocações de milkshakes entre redes de fast-food*
Eu: Desde que começou essa campanha/disputa de #milkfake, até parece que o shake do Bob's ficou mais gostoso. Acho que é o sabor da guerra.

Eu: "I'm blue, Babidi-Daburah, Babidi-Daburah..." ♪
(I'm blue, da ba dee, da ba da.)









Ex: Ah, desculpa.
Eu: Por quê?
Ex: Arrotei.
Eu: Nem ouvi.
Ex: É que passou uma moto.
Eu: "Sabe essa moto barulhenta que acabou de passar? Então, era uma bicicleta."

Publicação no Zap: Será que na Grécia antiga, escreviam "Zeus é fiel" nas carroças?
Qjn: More like "Zeus, não me mate."
Eu: Ou "Zeus, por favor não transe com a minha mulher."
Hed: Impossibru. Mitologia grega in a nutshell = Zeus couldn't keep it in his pants.
Eu: Gênesis grego: "No começo havia apenas a escuridão. 
Então, Zeus fodeu a escuridão com seu glorioso membro olímpico. Nove meses depois, a escuridão deu a Luz."

*falando sobre uma foto velha de quando éramos crianças*
Pato: Sei lá, éramos idiotas.
Eu: Não éramos idiotas quaisquer, éramos Lendários Idiotas!

*depois de trazer comida vindo de outro município, no calor do verão*
Eu: Comida chegou quentinha, acabou de sair do ônibus.

*falando sobre comida*
Ex: Opa, malz, eu confundi frozen com smoothie.
Eu: *voz do Lucas do Inutilismo* Melhor do que confundir Frozen com Enrolados, a trama é bem diferente.
Ex: *ignora e continua conversando*
(Vendo agora, é óbvio que era uma relação insustentável. -q)

(E para tirar o foco de relações passadas e fechar esta sessão com chave de ouro...)

*durante uma discussão casual sobre qualquer coisa*
Eu: Peraí, deixa eu pesquisar isso.
*pega o celular *
*destrava o celular*
Ok Google. *barulhinho*
*abre a boca para falar*
Qjn: SURUBA DE ANÃO!
Todos: *RISOS*

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É isso, espero que tenham gostado. xD

quarta-feira, 24 de março de 2021

Dois Sonhos Esquisitos

Mais um vindo do arquivo de textos não-publicados de 2017!

Dessa vez, eu tive dois sonhos na mesma noite, e estava contando para meu amigo Capelo. Segue abaixo o diálogo:

Eu: Eu tive dois sonhos esquisitos pra porra. Num deles eu tinha tipo uns Padrinhos Mágicos e desejei ver a origem dos hipopótamos, daí eu fui transportado para uma floresta no passado. Lá, eu estava vivenciando a situação como se fosse um dos nativos, meio que na Idade da Pedra, e tinha eu, outro cara e uma criança.

Nós 3 estávamos andando pela floresta quando eu vi entre as árvores uma nave espacial em formato de ovo flutuando pouco acima do chão, e então a parte debaixo dela abriu, emitindo uma luz por onde desceu flutuando um hipopótamo.

A gente se assustou e saiu correndo, mas perdemos a criança no caminho. Eu e o outro cara chegamos numa caverna, onde nos escondemos atrás de uma pedra, esperando para ver o que aconteceria.

Cinco minutos depois, entrando pela caverna chegou a criança, só que muito mais velha e com traços de hipopótamo no rosto, dizendo que "eles" pegaram ela e por isso havia envelhecido. Só que o outro cara não aceitou, ele era muito primitivo para entender, então ele ficou assustado e fugiu mais para dentro da caverna, onde caiu num buraco. Nós corremos atrás dele e olhamos para o buraco, e o sonho acabou aí. 

Capelo: A pergunta é: O que veio primeiro, o ovo voador gigante ou o hipopótamo?      


Eu: No outro sonho, eu estava num apartamento tipo no último andar do condomínio antigo onde eu morava em Santo André, que tem 19 andares. Eu estava no meu quarto com a janela aberta, fechada apenas com uma cortina normal, e ao lado da janela eu tinha um cabideiro onde estava pousado um Pidgeotto azul.                        

Tipo, de verdade, literalmente um Pidgeotto.

Daí eu tive a brilhante ideia de trollar ele. Chamei ele, ele veio voando na minha direção e eu dei uma travesseirada nele, sei lá porquê.

Ele ficou puto e saiu voando pela janela, e eu fiquei tipo "Putz, que burrice, perdi meu Pidgeotto azul." 

Eu fui olhar pela janela e vi ele voando em círculos entre os prédios, então eu tentei arremessar a pokébola pra recuperar ele. Só que quando eu arremessei a pokébola, passou voando um Pidgeot azul na frente, e eu acabei capturando ele em vez disso.

Mas logo em seguida eu lembrei que não precisava arremessar a pokébola pra retornar um Pokémon que eu já tinha, e que aquela nem era a pokébola do Pidgeotto, daí eu achei a pokébola certa e apertei o botão apontando pra ele e ele retornou, então eu fiquei com os dois. Um Pidgeotto azul e um Pidgeot azul.

Mas sempre que eu tentava soltar o Pidgeotto de novo ele tentava fugir, e o Pidgeot era grande demais pra caber no quarto, então no fim os dois ficaram só dentro das pokébolas mesmo. E acabou por aí.

Capelo: Moral da história: Mais vale um Pidgeotto no cabideiro do que dois no travesseiro.

Eu: Claramente essa foi a moral que o sonho tentou passar.

quinta-feira, 4 de março de 2021

Jorj, o Kobold que Queria ser Hardcore, Mas Sua Mãe Não o Deixa

Alô pessoas!

Fazia muito tempo que eu queria jogar D&D, o RPG Superior. Eu nunca tive chance de jogar direito, devo ter jogado apenas uma sessão que nunca continuou depois, e feito fichas algumas vezes, para acabar não jogando. Engraçado como a Wizards of the Coast produz tanto o RPG Superior, quanto o Card Game Superior.

De qualquer forma, mesmo sem nunca ter jogado direito, de uns tempos pra cá comecei a assistir bastante streams de campanhas. Principalmente campanhas gringas narradas pelo Koibu e pelo Arcadum (conhecedores conhecerão). Assistir essas campanhas mudou o jeito que crio meus personagens. Se antes eu fazia personagens que refletiam como eu gostaria de ser naquele mundo, agora foco em criar personagens que sejam únicos, engraçados, e que tragam interação divertidas para o grupo.

E numa dessas campanhas que assisti, Broken Bonds, temos Disguised Toast jogando como P'mis (simp ao contrário), um kobold covarde e medroso que sobrevive se oferecendo de lacaio para mulheres fortes que o tratam mal.

Me apaixonei pelo personagem e pela ideia de jogar com algo que não está tentando ser forte, ou corajoso, e nem inteligente, mas sim completamente patético e cheio de desvantagens. Digo, olhem esta fodendo habilidade racial de kobold:

Como uma ação no seu turno, você pode se encolher pateticamente para distrair inimigos dentro de 3 metros ao seu redor e que possam te ver. Até o fim do seu próximo turno, seus aliados tem vantagem em rolagens de ataque contra esses inimigos. 

É hilária! Aliás, alguns dos meus decks de Magic seguem essa mesma ideia. Parece que jogar em desvantagem com algo engraçado e abaixo do padrão desejado é um conceito que me diverte.

Enfim, long story short: Finalmente consegui uma campanha! E o Mestre aceitou que eu jogasse de kobold, que oficialmente não é uma raça jogável. Decidi postar aqui a história que escrevi para ele, pois acho que é um de meus melhores textos: Num curto espaço tem comédia, drama, ação, e violência. Enquanto escrevia eu sorri, senti os olhos ficando pesados com vontade de chorar, senti pena do Jorj, e senti medo dele também.

Me digam se sentem isso também, ou se foi só comigo e tá uma bosta mesmo. kkk

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A História de Jorj

Jorj nasceu em uma ninhada de 14 kobolds, dentro de cavernas em montanhas áridas e de areia vermelha. Passou os 3 primeiros anos de sua vida com eles dentro dos mesmos túneis onde nasceram, sem nunca saírem ou verem a luz do Sol, como é de costume na infância de tais criaturas que vivem no escuro.

Sem sinal de seus pais, que provavelmente encontraram um fim azarado e repentino antes deles chocarem, os 14 kobolds rotineiramente brigavam, como aconteceria com qualquer grupo grande de irmãos. Kobolds são naturalmente covardes e egoístas, mas ainda assim havia uma exceção à regra, que acabou se tornando o líder da ninhada. Obviamente esse não era o Jorj.

Após 3 anos, conforme seus apetites cresceram e não mais se satisfaziam com os insetos e seres menores das cavernas, começaram a sair aos poucos de seus túneis, como ocorre naturalmente na espécie. Nesse primeiro ano fora da caverna, as saídas eram exclusivamente à noite, para caçar.

É aí que a seleção natural começa a agir, e alguns irmãos começam a encontrar seu fim no mundo da superfície. Kobolds não são muito duráveis, muito ao contrário de seus primos distantes, os dragões. Comparar um kobold à um dragão é como comparar um lobo à um pug. Certamente o pug veio dos lobos, mas dizer que são parentes é quase ridículo.

Jorj sobreviveu graças ao seu talento nato em identificar o membro mais forte do grupo e colar na aba dele, usando-o de escudo e aríete, esforçando-se para agradá-lo e nunca desafiá-lo, e viver comendo suas sobras. Conforme aprendiam os perigos do mundo exterior, os 12 membros restantes da ninhada organizaram-se mais e mais como um grupo conciso de criaturas carniceiras e sobreviventes.

Entre o quarto e quinto ano, foram descobrindo que existia todo um mundo e sociedade fora das montanhas, e que pra sorte deles, outras pessoas de outras raças viajavam por esse mundo através de uma estrada que passava por aquelas areias vermelhas ao pé de sua montanha. À noite, saíam dos túneis e atacavam caravanas desavisadas, brigando pelo espólio de comida, equipamentos e curiosos discos dourados que eram carregados aos montes dentro de pequenas sacolas. Agora, o grupo de 10 kobolds já havia tomado a forma de um grupo de bandidos.

No começo do quinto ano, o grupo de 8 kobolds deparou-se com uma armadilha. Ao atacarem uma caravana dando sopa à noite, acabou que tratava-se de um grupo maior e mais sério de bandidos, disfarçados na intenção de atrair os kobolds, matá-los, e ficar com o tesouro que Jorj e seus irmãos haviam acumulado nas cavernas. Esse grupo consistia de uma horda descartável de goblins e hobgoblins, comandados por um pequeno círculo interno de meia dúzia de orcs, humanos e mestiços, liderados pelo autoritário orc Grom, O Terrível.

Os kobolds foram massacrados pela horda de goblins e hobgoblins, mas Jorj conseguiu se esconder entre os corpos de seus irmãos, escapando do massacre inicial graças em parte à sua capacidade furtiva, e em parte à burrice dos agressores. Porém ele não havia escapado ainda, pois logo em seguida os líderes do bando chegaram para saquearem os corpos, e foi quando Jorj foi encontrado fingindo-se de morto.

Enquanto se divertiam cogitando se carne de kobold era comestível, Jorj caiu de joelhos e implorou pela sua vida aos prantos.

“Jorj pode ser útil!” disse ele. “Mais útil vivo do que morto, sim, sim! Jorj pode levá-los até nosso tesouro e dividir com vocês! D-digo, não dividir, Jorj dar TODO tesouro. E-e se pouparem Jorj, Jorj pode trazer muito... Muito mais tesouro! Jorj bonzinho, sabe roubar, Jorj promete ajudar...”

Grom riu alto, e divertiu-se com aquela ínfima e patética criatura implorando para servir os carrascos de sua própria família, e se oferecendo para guiá-los até sua toca do tesouro. Certamente era mais divertido do que um goblin, e pensou “Por que não? Pode ser meu bichinho de estimação.”

Então Jorj foi acorrentado, sendo arrastado pessoalmente pelo Terrível Grom, como se fosse seu cachorro. Guiou-os obedientemente até a caverna, e entregou todos os tesouros que eles e seus irmãos acumularam em 5 anos de vida. Nem ao menos tentou escapar na escuridão dos túneis, como um bom garoto. Após pegarem todo o tesouro, novamente os bandidos divertiram-se com a ideia de matá-lo mesmo assim, ao que Jorj implorou e chorou por sua vida novamente.

Grom manteve-o como seu bichinho, sempre numa coleira de ferro, puxado à correntes, mesmo debaixo da forte luz do Sol que o incomoda tanto. À noite, a corrente era amarrada num poste perto dos cavalos, onde dormia. Durante o jantar, era amarrado ao pé da mesa e sentava no chão, comendo os restos de carne e ossos que caíam dos pratos dos demais, e ocasionalmente Grom oferecia um osso quase sem carne para ele comer.

Era tratado como sendo ainda mais inferior do que os goblins e hobgoblins que os seguiam, constantemente apanhando de seu dono e de todos que sentissem vontade, e quando Grom o deixava amarrado em algum lugar sozinho, era comum alguns goblins irem até ele para atormentá-lo, chamando-o de “cachorrinho do Grom”.

Após um ano inteiro sobrevivendo nessas condições, o líder bandido estava mais do que acostumado à presença de Jorj, e não era incomum ele amarrá-lo dentro de sua própria cabana. Às vezes ele recebia um facão para trabalhar cortando alguma coisa, e às vezes eles o soltavam para que pudesse fazer algo específico, mas sempre de dia, quando ele tem dificuldade de enxergar e não tinha muito como fugir. Certa noite, porém, ele se encontrou dentro da cabana de Grom, amolando uma das adagas de seu mestre (a arma principal do orc era um machado de duas mãos, mas ele também carregava diversas adagas de suporte). Quando Grom, voltando bêbado e irritado de uma comemoração do lado de fora, decepcionou-se com o trabalho ruim de Jorj na lâmina, e começou a chutá-lo e agredí-lo de diversas formas, enquanto o xingava.

Chamou-o de verme e de patético. Disse que a adaga estava cega e chutou-o de novo, chamando-o de inútil.

De inútil.

INÚTIL?!

“COMO ASSIM INÚTIL?” Gritava a mente de Jorj para si mesmo. “JORJ SERVIU, JORJ OBEDECEU O TEMPO TODO! JORJ FEZ DE TUDO PARA SER ÚTIL! JORJ AJUDOU A ROUBAR, JORJ FEZ SUAS TAREFAS, JORJ NUNCA INCOMODOU. JORJ É ÚTIL!!!”

Jorj explodiu e soltou um grito que deve ter sangrado sua própria garganta, e com a adaga que estava afiando ainda em mãos, cortou o calcanhar de Grom. Grom caiu imediatamente de joelhos, ao que Jorj já havia passado por debaixo de sua perna e levantado atrás dele. Grom tentou virar para agarrá-lo, mas estava bêbado e ferido, e tropeçou na corrente de Jorj que estava entre as suas pernas. Ao cair no chão, Jorj apunhalou-o no abdômen, debaixo da armadura que cobria apenas o peito.

“JORJ É ÚTIL!” Gritou, e apunhalou-o novamente.

“JORJ SEMPRE AJUDOU!” E apunhalou-o novamente.

“JORJ SÓ OBEDECEU E FEZ TUDO QUE GROM PEDIU!” E apunhalou-o novamente.

“JORJ FOI BONZINHO, JORJ NUNCA ATRAPALHOU!” E apunhalou-o novamente.

“GROM É INGRATO! INGRATO AO BOM JORJ! NÃO APRECIA O JORJ!” E apunhalou-o novamente.

“JORJ AFIOU A ADAGA DIREITINHO PARA GROM, VEJA, VEJA!” E apunhalou-o novamente.

E denovo, e denovo, até que a barriga do orc era apenas uma papa de sangue, e Grom, O Terrível, morreu assistindo um pequeno e desnutrido kobold em cima dele, furando-o sem parar.

Do lado de fora, o som de festa e comemoração abafou a maior parte do ocorrido. Talvez pudessem ter escutado o explosivo grito inicial de Jorj, mas estavam acostumados à ouvir o kobold gritando quando apanhava. “Grom saiu mais irritado que de costume hoje.” alguém deve pensado. “Não queria estar na pele daquele kobold.”

Jorj, ofegante e exausto, finalmente voltou à si. Olhou para a direção da entrada da cabana, para a adaga ensanguentada em suas mãos, e de volta para o corpo empapado em sangue abaixo de si. Desesperado com a ideia do que aconteceria se alguém entrasse agora e visse aquela situação, pensou em fugir. Repentinamente se levantou, ao que a coleira puxou-o forte pelo pescoço, pois estava presa embaixo do corpo do orc, que havia caído em cima dela. Por sorte, havia coleira o suficiente para que ele tivesse conseguido sentar e realizar todas aquelas apunhaladas, caso contrário as coisas poderiam ter acontecido de forma bem diferente. E por mais sorte ainda, Jorj encontrou a chave da coleira nos bolsos de seu falecido mestre.

Jorj soltou-se, guardou consigo a adaga, e porque não, pegou mais uma. Cobriu-se com um pedaço do cobertor de peles que cortou da cama do orc, e fugiu pelo fundo da cabana noite adentro.

E ele finalmente estava livre. O último de sua ninhada. O único sobrevivente.

“Talvez Jorj realmente não seja inútil.” Pensou consigo mesmo.

Mas agora, com 6 anos de idade, Jorj é um kobold adulto e sozinho pela primeira vez. Sendo de uma raça sociável que só consegue sobreviver graças à força dos números, Jorj sabe que não irá durar muito sozinho sem alguém maior protegendo ele, como sempre foi.

Ele precisará buscar um novo bando, com alguém forte e que aceite-o como capacho, para que possa continuar vivendo de suas sobras.

Mas para o bem dessa pessoa, é bom que trate Jorj como o bom garoto que ele é.

Que reconheça que Jorj é útil.


"Jorj só quer agradar..."

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Espero que tenham gostado e deixem seus comentários para o pequeno Jorj! :)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Moments: The Offensive Edition

Viewer discretion is advised.

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*falando sobre a manutenção de alguns equipamentos de Swordplay*

Qjn: Ontem eu lavei o escudo. Saiu a poeira mas tem umas manchas impossíveis de tirar.
Eu: Impossível é tirar as manchas do meu histórico escolar.
Qjn: (ignorando) Bom ao menos impossível de tirar com água e Veja.
Minha mãe disse pra esfregar com Veja mas não sei como uma revista poderia ajudar na limpeza.
Eu: Ah, dependendo do quão radical for a matéria, pode ajudar numa limpeza étnica.
Qjn: ... Que bom.
Sem poeira ao menos dá pra colar uma decoração por cima.
Eu: Faça de-coração.
(a conversa acabou porquê não dava mais)

Qjn: Podíamos agregar um japonês no clã, mas os três que eu conheço estão ocupados demais pra brincar de espadinha.
Eu: Fodam-se eles, vamos criar o nosso próprio japonês
Qjn: Fode sim!
Eu: Precisaremos de: Arroz, óculos, calculadora, tentáculos e muita virgindade. (that's offensive)
Qjn: Você pode ficar com a minha!
Eu: ...

Kimberly: Parabéns, K-2! Muitos animes, nerdisses e poesia. Um grande alô da Ranger Rosa pra esse dia especial!
Eu: Que poético. Obrigado por lembrar de mim entre uma luta de Megazord e outra! o/
Kimberly: Claro, é uma correria, mas é o meu dever como heroína!
Eu: Uns tem deveres como heroína, outros tem deveres como craques... Tem que ficar longe dessas drogas aí.
Kimberly: 

Eu: Esse Ranger Vermelho tá tipo: "EU FIZ PROERD".

Minaru: K-2, é seu aniversário, mano?
Eu: Sei lá, tá todo mundo me dando parabéns, então eu só aceitei.
Minaru: KKKK. Parabéns então, mano!
E de presente vou te dar um novo conhecimento: O contrário de inflamável é ininflamável.
Eu: Ininteressante, mas valeu. xD

*sobre fazer um álbum de músicas com uma música escolhida por cada amigo*
Carous: A minha vai ser Marilyn Manson.
Eu: Não sei se você entendeu a publicação, mas é um álbum de MÚSICA.
(aaand that's offensive)

*em um restaurante cheio de crianças fazendo barulho*
Capelo: Ah, cara... Crianças. Agh. Sabe, se você é pai, devia ter pelo menos o bom senso de colocar uma focinheira na sua cria antes de levar prum lugar público.
Eu: Sei. Assim como alguns restaurantes tem área pra fumantes e não-fumantes, devia ter pra crianças e não-crianças.
Capelo: Nem isso cara, sabe quando pegam seu casaco e colocam no cabide? Devia ter algo do tipo pra sua criança... Tipo um MOEDOR DE CARNE.
(that's also offensive)

*comendo no rodízio*
Capelo: *comendo igual um animal* Vocês podem achar que eu sou nojento na mesa...
Qjn: ... Mas vocês não me viram na cama.
*risos*

Qjn: Do nada apareceu um Tweet no meu feed sobre ditados judeus. Mas não fazem sentido, tipo: "Amor é que nem manteiga, vai bem com pão".
Eu: Vai ver só faz sentido no idioma deles, por causa de algum jogo de palavras.
Capelo: Ou vai ver Hitler estava certo.
(WOW, that's really offensive xD)

*falando sobre Magic: the Gathering*
Eu: É a teoria do Sol Ring, quem começa com Sol Ring ganha.
Qjn: É tipo a teoria do pai ausente, só que Sol Ring.
Eu: É tipo a teoria do pai ausente sem o pai ausente, porquê ele estava ausente.

Situação: Eu, Quejinho e Pedro dormindo na sala do Capelo, depois de virarmos a noite jogando Magic: the Gathering. Eu e o Quejinho havíamos acabado de acordar e já estávamos conversando sobre ereções matinais ou algo do tipo, enquanto o Pedro ainda dormia.
Eis que o Capelo acorda e vem até a sala despenteado e esfregando os olhos.
Capelo: *entra e olha em volta, como quem acabou de acordar*
Qjn: 'dia Caio.
Capelo: ... Vamo jogá Magic?
Eu: Opa.
Qjn: ... Porquê não?
Pedro: *acorda e levanta* Alguém disse Magic?
*todos pegam os decks das mochilas e começam a jogar*
Capelo: ... Às vezes me pergunto se somos doentes... Acordamos há 5 minutos e já estamos embaralhando os decks.
Eu: Porra, foram 5 minutos inteiros.

*indo tomar café da manhã numa lanchonete de esquina*
Eu: #Partiu experiência roots na cidade grande!
*lanchonete com cheiro de vômito na entrada*
Eu: Roots demais. *dá meia-volta*

*jogando Magic: the Gathering, ninguém na mesa está usando um deck com a cor preta*
Nathan: *baixa uma criatura* Nossa, tão bom estar numa mesa que não tem preto.
(and that's also offensive)

*surge uma imagem de um cara com um pega-sonhos/filtro de sonhos na cozinha*
Qjn: Por que o cara tem um pega-sonhos na cozinha????????
Eu: Para os sonhos de padaria.
Qjn: ... Argumento aceito.

*Qjn compartilhando sobre seus avanços no conserto da minha rapieira de Swordplay*
Qjn: Mano, eu arranquei o couro do cano e o copo SAIU. Aparentemente estava preso no couro.
Qjn: Mas agora está mais fácil de trabalhar, só preciso descobrir como fixar o copo no cano.
Qjn: *dez minutos depois* Oi, eu sou uma rapieira.


*decidindo um emoji de bandeira para o grupo de Swordplay no Zap*


Random no grupo do Zap: Gente, vocês fazem piada com tudo, tenham mais empatia...
Eu e o Qjn, ao mesmo tempo: Meu pau na sua tia!

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E isso encerra a sessão de moments mais ofensiva de todos os tempos. xD

Espero que tenham gostado, e até a próxima. Caso contrário, nos vemos no tribunal, I guess.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

O Sonho do Jantar de Magos

Esse foi um sonho muito loco que eu tive em Outubro de 2017, e levo o meu personagem do sonho em consideração até hoje.

Neste sonho, estávamos eu e a Marina, e nós dois éramos magos assassinos / mercenários.

Eu era mais focado no trampo de assassino, usando alguns itens mágicos para o trabalho, e usava um capuz com uma máscara tipo a do Corvo em Dishonored.


Very edgy.

E a Marina era uma piromante tipo a Chandra Naalar de Magic.


"And all I hear is: Buuuurn!"

Nós havíamos sido convidados para um Jantar de Magos, e eu já desconfiava que poderia ser uma armadilha, então fomos com nossas roupas de ofício, com pedaços de armadura e tal.

Chegando no local, ele era bem estranho. Imaginem tipo um salão quadrado, porém sem o teto em cima. Flutuando na altura de onde deveria ficar o teto, havia um chão retangular, onde ficava a mesa de jantar. Da mesa, você podia ver a paisagem em volta do salão, que ficava no topo de uma montanha, cercada de floresta e outras montanhas.

Na verdade, parece muito difícil de imaginar, então segue um rascunho de como era:


Conceitual.

A decoração parecia algo vindo de um filme de máfia japonesa em tempos modernos: Decoração chique, de azulejos pretos e pedras pretas, com lustres retangulares nas paredes, como se fossem caixinhas de luz inspiradas nas lanternas orientais. Uma escada em espiral de degraus de vidro flutuantes levavam do chão do salão até à mesa flutuante, e flutuando acima da mesa também havia um grande lustre clássico de vidro e velas.

Subimos os degraus de vidro para cumprimentar os outros magos que já haviam chegado. A maioria eram magos tradicionais, vestindo suas capas e capuzes, alguns com barbas longas. Entre eles reconhecemos um colega nosso do Swordplay, Hórus, que no sonho era um mago artífice, porém também vestia trajes mais tradicionais para um mago. Ele foi logo nos provocando:

- Isso é um jantar para magos de classe, nunca vi magos de armadura.

- No meu caso só uso de magia para complementar o meu combate. - respondi, sem ligar muito. Na verdade nem sabia direito o que estava fazendo ali, talvez pela curiosidade de ser ou não uma armadilha.

Deixei a Marina na mesa conversando com ele, enquanto alguns garçons ilusórios vinham flutuando trazendo os primeiros pratos com os aperitivos. Desci a escada novamente para checar no salão, e no chão abaixo da gente, por armadilhas e bombas.

Abri a porta pela qual havíamos entrado para olhar do lado de fora, e foi quando eu vi... MÍSSEIS NUCLEARES sendo lançados das montanhas ao nosso redor e VINDO EM NOSSA DIREÇÃO.

No mesmo segundo em que eu estava parado e espantado, ouvi a Marina gritando na mesa lá em cima, e quando me virei para olhar vi ela queimando a mesa inteira e os magos que sentavam ao redor. Todos os magos, e a comida, eram ilusões, e se desfizeram com o fogo. Realmente, era um jantar falso para nos matar.

Surpreendentemente, o Hórus também era real, e apagava o fogo de sua capa enquanto reclamava:

- Ai, ai, ai, a minha capa! O que tá acontecendo? Que jantar de bosta é esse?

Subi correndo até eles, e apontei para os mísseis que subiam até as nuvens, e agora começavam a fazer um arco para descer em nossa direção. Nas minhas costas, na altura da cintura, eu guardava uma adaga dentro de um pergaminho enrolado. A adaga absorvia as palavras mágicas do pergaminho, imbuídas numa magia interdimensional, e ao sacar a adaga e cortar o ar, eu abria um rasgo no espaço-tempo que servia de portal para uma outra dimensão na qual eu entrava e saía para efetivamente me teletransportar.

O problema era que essa outra dimensão não possuía oxigênio, era como se fossem as Eternidades Cegas que cercam os planos de existência em Magic. Um dos motivos para eu usar minha máscara era que ela estava encantada com um feitiço para respirar debaixo d'água, ou no vácuo, como era o caso.


The Blind Eternities.

Enquanto discutíamos uma forma de levá-los comigo, o Hórus disse que poderia usar sua magia de artífice para criar cópias da minha máscara usando os talheres do jantar, que pelo visto não eram ilusórios, pelo menos.

Não gostei da ideia de deixá-lo pegar minha máscara e descobrir os segredos dela, mas não havia tempo para hesitar. Entreguei em suas mãos e ele rapidamente recitou um feitiço para copiá-la, usando o metal dos talheres na mesa. Ao terminar, ele devolveu minha máscara, e entregou uma das cópias para a Marina, e todos colocamos nossas respectivas máscaras no rosto e entramos pelo portal, bem a tempo dos mísseis nucleares caírem e provavelmente detonarem a montanha inteira.

E foi até aí que eu lembrei, provavelmente a viagem interdimensional requeria muitos gastos com CGI e o Departamento de Sonhos não tinha o budget necessário, então cortaram a produção.

Eu fiz um desenho dos personagens no sonho, segue o link no meu deviantArt.

Mas foi maneiro porquê outro dia, depois do sonho e depois do desenho, rolou um post no Facebook que era tipo "coloque seu nome + zombie apocalypse" no Google Images, e a primeira imagem vai ser você no apocalipse zumbi.

A primeira imagem pesquisando por "Bruno zombie apocalypse":


É QUASE IGUAL!

É isso. Espero que tenham curtido o sonho, e até a próxima! o/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Otakus Sonhadores Exageradamente Empolgados com Suas Espadas Mirabolantes e Onde Habitam

Alô galera de peão!

Segue abaixo um trecho de uma excelente conversa cheia de sarcasmo e ironia sobre Swordplay, forja, e otakus, datada de 2017, ano em que não postei absolutamente nada no blog.

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Qjn: Porra, que da hora, um cara escreveu um post na Liga Nacional de Swordplay e transcreveu meus comentários como sendo o cara mau da história, HAHAHA!

Só estou ligeiramente ofendido porquê ele colocou meu comentário fora de contexto, mas segue o post do cara:

"Uma das coisas que eu percebi desde que comecei a frequentar fóruns e comunidades de forjadores de espada para a prática do Swordplay é que parece existir uma “má vontade” em comum com os fãs de anime, os famigerados otakus.

Algumas das reclamações gerais giram em torno da maneira como os otakus se comportam. Pedidos como “Me ensina a forjar que eu quero fazer a Zangetsu” ou “Quero fazer as espadas do Kirito” ou usar armas desproporcionalmente grandes como a Buster Sword do Cloud (FF7) estão entre os pedidos que costumam enervar os forjadores. Além disso, muitos deles “voam” pelo campo de batalha, gritando nomes de golpes de anime, correndo como se fossem ninjas do Naruto (vocês sabem, com as mãos para trás). 

Outro dos pontos ressaltados é que os otakus não querem “começar do começo”, aprendendo a lidar com os equipamentos básicos, mas sim começando direto de suas armas exóticas que mais parecem adereços de carro alegórico do que espadas.

A grande pergunta que se faz a partir de tais reclamações e alegações é: E daí?

Sério... Que mal tem em um novato ou novata começar a treinar com uma espada desproporcionalmente grande? Ou vinda de um anime? Ou um par de adagas super crescidas que parecem ter saído do League of Legends?

“Ah, mas as espadas de fantasia não funcionam no mundo real” poderá argumentar aquele rapaz de cabelos encaracolados e óculos remendados. E ainda completará: “Eu vi um vídeo do Skallagrim que fala sobre isso”. Eu concordo com você. No mundo real o guerreiro que usasse uma Buster Sword duraria pouco ou quase nada no campo de batalha. Uma Buster Sword pesaria algo em torno de 80 pounds (cerca de 36kg)! No tempo que você levaria para levantar a espada e preparar para golpear você seria acertado uma dúzia de vezes por alguém usando uma espada longa. Sendo que um ou dois golpes bem colocados por uma espada longa seria o bastante para matar você. E mais: Quanto você acha que pesa uma espada longa, cuja lâmina alcança 90cm? Levíssimos 770 gramas – menos de 1 quilo!

Mas para a nossa sorte (ou azar, depende do ponto de vista) temos o Boffering / Swordplay e não o HEMA (Historical European Martial Arts). Minha arma não precisa trespassar a armadura do oponente e nem acertá-lo em cheio para acabar com ele. Força física não é sequer um pré-requisito para empunhar uma espada feita de cano PVC, coberta com espaguete de piscina. Basta um toquinho da outra arma no meu peito (seja essa outra arma uma lança, um machado ou mesmo uma faquinha de pão) para que se vá mais cedo para a zona de respawn. Daí uma espada grande ou espalhafatosa pode ser usada sem problemas. Você pode até mesmo criar seu próprio estilo de luta, colocando à prova os estilos marciais dos tempos dos cavaleiros medievais. 

Em outras palavras: Você está liberado para correr feito um adorável retardado com uma oversized boffer sword pelo campo de batalha. Ninguém pode te julgar!"

Eu: Pra mim otaku tinha tudo que juntar numa salinha fechada e encher de gás. Fora Dilma! #intervençãomilitarjá (sarcasmo)

Forja boa era forja na minha época. Deus fez espada e escudo, não Elucidator e Dark Repulser.

Jopa: Pô K-2, não é você que tinha um machadão ridículo de enorme? (e agora uma Zweihander maior ainda)

Eu: Isso porquê eu sou um hipócrita desgraçado, derr. xD

Capelo: Na minha época onde hoje tem forja, era tudo um campinho onde a gente jogava bola.

Não tinha isso de otaku, todo mundo era bem ciente de que isso era anormal.

Eu: Hoje em dia os jovens só querem saber de maconha, sexo gay e forja de Bleach.

Cadê os valores?

Capelo: MALDITOS JOVENS DO REGGAE!

Jopa: Gente, quanto preconceito contra otaku. xD

Eu: Não é preconceito contra otaku, cara. Pra mim o cara pode assistir o que quiser dentro de 4 paredes, mas não quero que meu filho veja dois homens fazendo jutsus na rua.

Qjn: HAHAHA, oh you guys. <3