"And now for something completely different..."

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Uma Review de Bloodborne

Minha opinião (que ninguém pediu) sobre Bloodborne. Eu estava ranteando no tuíter, mas quando vi já tinha um texto imenso, então achei que poderia aproveitar que ainda tenho esse blog e postá-lo aqui. E a prática de escrever algo maior e mais elaborado também é algo que me agrada e não faço faz tempo, então preciso aproveitar este momento de inspiração. 


(Aviso: Pode conter spoilers leves da reviravolta na trama, e algumas imagens do jogo.)

Pois bem. Por muito tempo ignorei este título por não ser um RPG medieval e por sua fama de ser mais difícil e não ter escudos, quando comparado à Dark Souls. Eu sou (e admito isso) muito chato com jogos, jogo pouquíssimas coisas, e não dou chance pra uma cacetada de opções. Mas quando encontro um jogo que eu gosto, eu jogo bastante (ainda jogando Skyrim desde 2011). E só por ter gostado de Dark Souls 1 e 3, não significa que eu vá gostar de tudo que o mesmo estúdio faça, certo? Vai saber quantas variações do mesmo estilo de Dark Souls eles vão lançar pela vida. Não quero me comprometer em jogar todas. Não me considero um fanático do estúdio, ou do gênero, e nem que eu goste de jogos difíceis. Apenas apreciei a tomada diferente e original que tiveram com o gênero, e as decisões de design, jogabilidade e etc. Se eu quiser jogar algo parecido com Dark Souls, eu vou apenas REJOGAR Dark Souls, não preciso de mais do mesmo. Essa é a minha lógica.

Na minha cabeça, Bloodborne era apenas um lançamento de mais um jogo no estilo Dark Souls, dessa vez com temática de caçar monstros nas ruas de Londres, tipo um Van Helsing. Ou seja, não seria um RPG medieval aberto à todos os estilos (por exemplo onde você pudesse escolher ser um cavaleiro de escudo, ou um mago, ou um arqueiro, etc.), além de ter ARMAS DE FOGO. Somente pareceu-me esquisito.

I dare you, I double dare you motherfucker! Say "what" one more goddamn time.

Foi quando descobri aleatoriamente que a trama do jogo tem uma reviravolta: Em certo momento do jogo, você não está mais só caçando monstros. Há todo um cenário de horror cósmico baseado em H. P. Lovecraft (autor de O Chamado de Cthulhu, entre outros) envolvendo seres cósmicos horrendos e de caráter apocalíptico, e a loucura crescente nas pessoas que sequer interagem com os rastros deles. Para quem não sabe, eu literalmente já li e possuo todos os livros e contos do Lovecraft, e foi quando soube desta conexão que me convenci à testar o jogo.

O resultado é que eu fiquei bem contente em ter me dado a chance para experimentar Bloodborne (2015): É um verdadeiro horror Lovecraftiano escondido numa temática vitoriana gótica londrina, com um visual que num geral eu gostei bastante. Se você joga Magic, vai identificar a semelhança visual, de temática, cenário e roupas, com o set de Innistrad (2011). E certamente é difícil de acreditar que a reviravolta mais tarde em Sombras de Innistrad (2016) não tenha se baseado diretamente neste jogo, embora teoricamente estivesse em produção, ou pelo menos conceituada, bem antes do lançamento.

Um caçador nunca está sozinho, por isso leve algumas fichas de humano 1/1 com você.

Num geral a experiência foi muito satisfatória, muito interessante e realmente imerssiva. Você se sente num jogo de terror, com medo de progredir, mesmo tecnicamente sendo um action RPG. (Um sentimento que me remeteu para a quest/fase Ocean House Hotel em Vampire the Masquerade: Bloodlines (2004), que na época até ganhou prêmio de melhor level design.)

PORÉM eu tenho sim algumas reclamações bem sólidas que me fazem entender perfeitamente o motivo de tanta gente desistir do jogo antes mesmo dele começar direito (o troféu do PRIMEIRO boss, por exemplo, já tem um índice de menos de 50%, e a porcentagem de conquista vai diminuindo drasticamente com os bosses subsequentes). Coloco isso como culpa do jogo, e não dos jogadores, e por isso acabo mais fazendo ressalvas e discordando quando escuto alguém dizer que o jogo é perfeito, do que concordando.

Chegamos na motivo de eu ter começado este post: Vou agora divagar sobre essas ressalvas/reclamações.

1. A dificuldade acima do normal para o early game quando você não conhece o jogo. Mesmo para um jogo da From Software, é ainda mais difícil e menos explicatório / noob friendly do que Dark Souls, o que é dizer muito. O começo é de longe a parte mais difícil para quem não sabe o que está fazendo, não havendo bem uma escada de aprendizado... Está mais para um MURO de aprendizado.

2. Perante tal dificuldade, você nem ao menos pode UPAR DE LEVEL para tentar melhorar sua situação, e não sabe nem ao menos o porquê. E olha que digo isso mesmo achando realmente legal a lore/temática/desculpa para você não ter acesso ao level up no começo do jogo. (Não vou dar um spoiler direto, mas tem tudo a ver com seu personagem ficar gradualmente louco.)

Você nunca está velho demais para brincar de boneca, certo, Gehrman?

3. Outra coisa muito ruim em comparação aos Dark Souls, é o item de cura ser um item consumível. Anteriormente nestes jogos, sim, você morria muito, mas seu estoque de item de cura resetava junto com os inimigos. Desta vez, você pode ficar sem. Se você ficar preso numa área/boss e morrer, digamos, umas 4 vezes, provavelmente suas curas acabaram e terá que farmar o item matando inimigos em outras áreas, e comprando o item com o vendedor, se quiser continuar tentando progredir.

Isso me broxou MUITO em alguns bosses que eu adoraria ter tentado e tentado várias vezes seguidas passar sozinho, até mesmo ao longo de dias como foi com o Pontífice Sullyvahn ou o Nameless King em Dark Souls 3. Mas como eu tinha que parar e ir farmar a cada 2 tentativas, preferi fazer co-op e acabar com o aquilo logo. Farmar REALMENTE corta o barato do momento e te tira do mood da luta contra o boss.

4. Além disso, vamos mencionar a história. Ela consegue ser ainda mais críptica, ilusória, e de difícil acesso que todos os outros jogos do mesmo estúdio, e isso sim é DIZER MUITO. Anteriormente, você tinha que ter um bocado de atenção e interpretação, e se dedicar ativamente à ler descrições de itens e lembrar-se de diálogos e interações, ou até mesmo o posicionamento de certas coisas no cenário, para fazer as relações necessárias para compreender a história, ou o que está acontecendo ao seu redor. Mas aqui, temos muito menos itens com descrições reveladoras, elas são ainda mais vagas que de costume. Não espere entender o que você está fazendo até ter terminado o jogo, e mesmo assim ainda precisará assistir um vídeo de 30 minutos de conjecturas e opiniões, caso esteja interessado em compreender tudo que quiseram colocar no jogo. 


Seria esta a esposa perdida de Cthulhu? O Chamado de Cthulhu seria uma ligação perdida dela?

Uns podem falar que não compreender o que está acontecendo é algo natural nesta temática, uma vez que os humanos estão fadados à jamais entender os segredos dessas criaturas cósmicas vindas do infinito aterrador... Mas também podemos dizer que existe um limite aceitável, e chega num ponto em que não apresentar a história de uma forma melhor e mais clara apenas significa que não tem uma história de fato, e sim algo que possa ser chamado apenas de uma ambientação/plano de fundo ricos em detalhes e cheios de segredos vagos para você interpretar.

5. E por último, o mais surpreendente. Ao contrário daquela dificuldade mencionada presente no começo do jogo, durante a maior parte do midgame, as fases, ou os inimigos, ficam fáceis até demais.

Diferente dos inimigos ágeis e numerosos que geravam combates cheios de ação que te apresentam ao estilo do jogo logo na primeira área, mais tarde temos muitas áreas grandes e com inimigos lentos e espaçados, e isso gera muitos momentos repetitivos de avanço lento e metódico, com jogadas seguras onde você não é obrigado a tomar riscos.


Mob básico de 10+ tiozinhos nos primeiros 15 minutos do jogo.

Começa-se a notar isso na segunda parte da Floresta Proibida, com as cobras que você encontra por lá, mas os maiores exemplos disso são Byrgenwerth e o Castelo Cainhurst. Essas são áreas altamente antecipadas ao jogador, e que quando você finalmente chega lá e as conhece, são praticamente desertos de inimigos solitários e lentos, em grandes espaços abertos e vazios. 

Mais uma vez alguns podem dizer que isto é intencional, afinal ambas são áreas abandonadas também na lore, que passaram por alguma coisa que matou a maioria de seus habitantes... Mas também podemos dizer que Byrgenwerth chega a parecer uma zona inacabada e apressada, coisa que comprovadamente existe no jogo, pois por exemplo temos uma porta no Distrito da Catedral com a qual você CONSEGUE interagir, e diz estar fechada, que faria conexão com a ponte onde você enfrenta a Cleric Beast. Essa passagem/conexão foi cancelada mais tarde, mas não removeram a porta, e nem a interação com ela, gerando em mim uma decepção muito grande quando soube que nunca poderia abrir ela. Quando algo não está ali para ser aberto, ou você não pode interagir com aquilo at all, ou está visivelmente bloqueada por detritos. Toda porta que te dá a mensagem "Fechado" deve ser aberta em algum momento.


1/5 da população total de Byrgenwerth é esse bicho.

Tendo dito isto tudo, ainda assim, estou muito contente em ter jogado Bloodborne. Ou melhor, em estar jogando, afinal ainda não fechei. (No momento em que escrevo, falta ainda terminar a DLC, além de fazer mais Chalice Dungeons antes do boss final. E sim, a dificuldade retorna nesta parte.) E provavelmente continuarei jogando após fechar com outros personagens. 

Apenas gostaria que fosse ainda melhor e não tivesse esse aspecto broxante do farm, que atrapalha uma experiência que PODERIA ser perfeita, mas não é.

É difícil um jogo de RPG (ou action RPG) ser perfeito. Poderia citar Elders Scrolls VI: Skyrim (2011) ou o previamente mencionado VTMB, porém estes só estão realmente completos com mods corrigindo seus bugs e adicionando conteúdos inacabados. Undertale (2015) e Deltarune (2018) são exemplos de perfeição, também pela premissa inovativa dentro do gênero, e de igual ou maior dificuldade que os títulos da From Software em certos momentos, mesmo considerando as limitações gráficas.

Tenchu 2: Birth of the Stealth Assassins (2000) também foi um RPG perfeito, completo sem DLCs e mods, como era feito em sua época. E quem diria? A From Software teve relações com a publicação de alguns títulos da franquia Tenchu no Japão, o que provavelmente os levou à posteriormente lançar seu próprio action RPG de ninjas; o tal do Sequilho: Shadow Die Twice (2019). Jogo que eu ainda não joguei, pois como falei antes, se eu quiser um jogo tipo Tenchu, eu jogo Tenchu!

Meu ninja de cabelo branco, máscara e cicatriz no olho favorito: Rikimaru.

Portal (2007) e Portal 2 (2011) são perfeitos, mas não são RPGs, eu só quis mencionar mesmo.

Mas sabe o que mais foi perfeito? Dark Souls (2009). Mas está tudo aqui: O level design, o sound design, a jogabilidade fluída cheia de ações e consequências, o clima pesado e desesperador... As mensagem de "try finger, but hole". Claramente tentaram algo diferente aqui em Bloodborne, e posso dizer que acertaram em cheio na temática, ambientação, gráficos, música... Apesar dos pesares, no final, minha avaliação é um sólido 8/10.

Não é o 10/10 que os fãs tanto exaltam, mas hoje em dia as pessoas gostam de ser passionais sobre tudo. O fato é que, se está de 8 para cima, já vale à pena jogar e rejogar!

E lembrem-se: "Um caçador nunca está sozinho, então vamos limpar essas ruas pútridas."

sábado, 13 de junho de 2020

Lembrança de Dia dos Namorados (atrasado)

Olá. :B

Digo isso com aquela cara de pessoa que parou de postar no blog em 2016 e tem toneladas de material acumulado que à esta altura nem faria mais sentido publicar. Mas ignorando tudo isso e todo esse "material na fila", tem um texto de agora que eu senti vontade de fazer, e eu acho que deveria escrever mais, então vamos lá!

Aviso: Não é um texto engraçadinho, é um texto de Dia dos Namorados atrasado (eu estava trabalhando e dormindo ontem, tanto que o Cartão de Dia dos Namorados super foda que eu fiz foi DURANTE o trabalho), então se você não quer ler algo meloso sobre minha vida pessoal, essa é sua deixa para sair e fazer algo mais produtivo com o seu tempo, tipo... Não ler esse texto. -q

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Tem este momento na minha cabeça que eu acho especial sobre a minha namorada, mas sempre achei estranho falar dele pois, como posso dizer, não é com ela. É com a minha ex.

Pera, eu juro que vai fazer sentido! Eu sempre achei estranho falar sobre ex com a pessoa com quem estou, mas sei lá, hoje não estou achando. ?

Era 2016, eu acho, e eu estava num evento de Swordplay. Swordplay, sabe? Batalha campal, espadinha, pew pew (barulhos de laser?). Minha ex estava junto para acompanhar. Eu estava saindo do campo de batalha em direção ao acampamento, e ao mesmo tempo, a Marina vinha caminhando na direção oposta.

Aqui preciso interromper para adicionar a magia do CONTEXTO, o qual eu não tinha na época. Eu conheci a Marina ainda em 2015, quando o clã dela veio visitar o meu para um treino conjunto. Nessa época cheguei a adicioná-la no Caralivro logo após o treino, mas trocamos apenas cumprimentos iniciais e votos de "vamos treinar juntos mais vezes", sem jamais conversarmos novamente. Eu até havia notado ela e achado bonita, uma princesinha, mas apesar dela estar fazendo dezoito anos naquele ano, ela parecia muuuito mais nova. Então apenas achei ela princesinha mesmo e não quis olhar ela de outra forma. E também acho que eu já havia começado a sair com essa ex em questão.

Desde então, de acordo com a Marina - me contando isso depois que começamos a namorar - ela vinha se incomodando que eu não só nunca mais havia falado com ela no Caralivro, como também não cumprimentava ela nos eventos. Vejam bem, este sou eu em minha essência, completamente alheio à relações humanas e sociais. Eu não consigo manter contato com as pessoas, ou lembrar de coisas como nomes e datas de aniversário. Mas não necessariamente ela queria que eu a cumprimentasse por gostar de mim nem nada, mas sim porque ela é uma pessoinha amável porém muito rancorosa hehehe. Então ela foi guardando.

Voltando à história, esse evento havia começado umas 10 da manhã e já deviam ser umas 17 horas, e obviamente, eu não a havia cumprimentado o dia inteiro. E agora estávamos em rota de colisão, vindo de direções opostas, sem mais ninguém em vista. Ela deve ter pensado "Agora esse vacilão vai TER QUE me cumprimentar, não tem como", mas tinha sim, eu olhei na direção de onde ela vinha, e totalmente abstraído, virei a cara novamente para continuar falando com a minha ex enquanto caminhávamos.

Mas isso não ficaria barato, não senhor. Quando os caminhos se cruzaram, apesar de eu nem estar olhando na direção dela, a Marina simplesmente chegou e me cumprimentou À FORÇA. Mandou aquele "Oi, tudo bem?" seco, encostou a bochecha na minha sem expressão, e foi embora enquanto eu, confuso, respondia "Ah? Oi? Sim."

De acordo com ela, me contando anos depois, foi algo tipo "O sr. vai me cumprimentar SIM."

Bem, nesse momento eu fiquei meio perdido, tipo "O quê foi isso?", e minha ex me perguntou "Você conhece ela?". Eu respondi que sim, e em seguida ela "Mas... Tem alguma história?" e eu respondi que não. Como eu estava legitimamente atordoado pelo ocorrido, ela deve ter acreditado na minha expressão confusa e vida seguiu.

Realmente, não havia história alguma. Mas haveria, e bastante. E eu gosto dessa lembrança pois acho que significa que dava pra notar uma ligação aí. Algo tipo Akai Ito, ou fio vermelho, sabe? Eu estava com a pessoa errada, mas já havia uma conexão com a Marina logo ali, nos puxando em direção ao outro, mesmo que eu nem imaginasse. E minha ex percebeu isso também, pois acho que foi algo que, mesmo minimamente, incomodou ela. 

Pensando bem, talvez tenha ficado na cabeça dela até o momento em que terminamos, pois um dos argumentos que ela mandou quando estávamos nos separando foi "Tenho certeza que você vai ficar bem e encontrar uma nerdinha ruiva que combine com você". Eu lembro dessa frase pois foi a segunda vez que alguém me falou isso. A primeira vez foi com outra ex, dessa vez da faculdade, lá em 2013. Por algum motivo ela disse a mesma coisa, apesar de eu nunca ter demonstrado nenhum interesse em especial por ruivinhas e eu não entender até hoje essa escolha específica na frase.

E esse fio vermelho puxou e puxou até que eu finalmente encontrei a nerdinha ruiva que combina comigo. Que me obrigou a dizer oi pra ela quando eu me recusava à notá-la. E no ano seguinte eu estava chamando ela para sair da maneira mais descarada possível.

É isso. Hoje é aniversário dela (sim, a Marina faz niver no dia seguinte ao Dia dos Namorados). Como eu sei que ela vai ler esse texto em algum momento eu quero dizer de novo: Feliz aniversário, meu amorzinho! Que possamos comemorar seu aniversário, e o Dia dos Namorados, e nossos aniversários de namoro, bem juntinhos quando essa quarentena acabar. :3

Eu te amo! 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Granada e o Supositório

Vamos só ignorar que eu não posto nada há 3 anos e ir direto pra histórinha.

Poderia dizer que tentarei voltar a postar mais, mas não vou fazer essa promessa!

Da série: Conversas no trabalho.

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[...]
Violeta: Mas vale isso?
Kevin: Aqui vale tudo. Na guerra, dedo no cu é granada.
Eu: ...
Violeta: ... Não.
Eu: É, não é não. Tipo, quê?
Violeta: Granada é bem pior.
Eu: Exato, na guerra dedo no cu é "obrigado".
Kevin: Eu não queria tomar um dedo no cu durante a guerra.
Violeta: Você prefere MORRER?
Eu: É tão inseguro assim de sua masculinidade que prefere tomar uma GRANADA?
Kevin: Meu medo é GOSTAR...
Eu: Então se você tivesse um filho, ia preferir que ele tomasse uma granada na guerra, do que um dedo no cu?
Kevin: Não, pera...
Eu: Já sei. A granada que você prefere é essa aqui, né? *mostra foto do supositório Granado*
Kevin: Boa. Mas isso aí fede! Uma vez uma amiga chegou em mim e falou "estende a mão aí". Daí eu estendi e ela DO NADA tirou um supositório e colocou na minha mão. Puta bagulho fedido.
Violeta: Não, Kevin, não tem cheiro...
Eu: É... Só tem cheiro depois que usam, Kevin.
Violeta: Não foi DO NADA que ela tirou o supositório. Ela tirou de um lugar bem específico.
Kevin: ... *sai da sala*
*risos por horas*

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É isso, até daqui 3 anos. o/

sábado, 31 de dezembro de 2016

K-2's Friendship Album

Acharam que o post anterior teria sido o último do ano?

Antes de tudo, isso começou com um daqueles aplicativos de Facebook que te dizem quem são seus melhores amigos baseado nas suas interações na rede social. Pois bem, ele fez a leitura lá e mandou fotos de 10 amigos. O nome do "teste" era "Como Seria o Seu Álbum da Amizade?".

Na época, estava todo tristonho e tal (só naquela época?) e decidi tentar fazer algo legal. Embora ele usasse a palavra "álbum" para "álbum de fotos", eu decidi transformar num álbum musical.


Então meus amigos comentaram, e chegamos à este álbum!

K-2's Friendship Album - 2016

Track #01 - NobodyKnows+ - Hero's Come Back!! (Entrada triunfal do Jopa!)


Track #02 - Foster the People - Houdini (Pato)


Track #03 - Billy Idol - Rebell Yell (Eu mesmo. 80's Power!)


Track #04 - Red Hot Chili Peppers - By the Way (Manifestação corporal do Capelo.)


Track #05 - 4 Non Blondes - What's Up (Minha música com a Camila~)


Track #06 - Black Sabbath - A Hard Road (Bia)


Track #07 - The Beatles - Blackbird (Lise)


Track #08 - Thin Lizzy - Wild One (Pedro Na7)


Track #09 - Blink-182 - M+M's (Quejinho. Poder da Juventude!)


Track #10 - Joe Satriani - Ten Words (Contriller)


Achei legal pra caramba, e também fizemos uma playlist no Spotify!
Nada mais justo para mim do que passar o ano novo escutando isso. :3

Feliz Ano Novo, e que 2017 não seja um 2016S. o/

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Moments: Tchau 2016!

2016 foi oficialmente o segundo pior ano ever (só não perde pra 2014). Foi tão ruim que foi o ano em que menos postei aqui! Mas ao mesmo tempo em que tudo parece ter dado errado no Brasil e no mundo, na família e nos empregos, pelo menos ele não foi nada mal com os amigos e com a namorada. Então vamos focar nas boas lembranças com essas pessoas, shall we? (e aproveitar e nos livrar dos moments de 2015 antes de entrar em 2017, né?)

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Pato: Eu sinto uma tremenda vontade de fazer algo divertido, mas não sei O QUÊ.
Leh: Arranja um plástico bolha gigante e seja feliz! :D
Eu: Arranjem um plástico bolha, enrolem no pau e sejam felizes! :D q
Leh: Cadois, não sei se você sabe, mas isso se chama CAMISINHA.
Eu: Não, camisinha não faz PLOC PLOC PLOC.
Pato: The funniest of condoms.

*sobre meu óculos novo*
Tolin: O Cadois não tem cara de quem nasceu no Brasil.
Qjn: Nasceu no mar esse cão sarnento.
Jopa: Filho da água salgada.
Eu: YARRRkult! (?)
Tolin: Meu corretor automático corrigiu Cadois pra Cadoido.
Eu: E isso diz muita coisa.
Jopa: Carldois.
Eu: "Caaaaaaaaaarl!"... Agora entendi porque sempre gostei de lhamas.

Eu: "HULK ESMEGMA!"

"Oi gente, desculpem o atraso, é que eu me perdi nos caminhos da vida."
- MITO, Kakashi

*xingando*
Qjn: Seu buraco de bunda!

Eu: Diz que é estranha e gosta de caras estranhos, mas acha bizarro quando escuta "Hey gata, vamos praticar o ato copulatório sem fins reprodutivos." Poser.

Random do LoLzinho: Alguem aí tem skype?
Eu: Eu tenho.
Random do LoLzinho: *-* Manda!
Eu: Não.

Qjn: *batendo espada de P.I. na cabeça* EU ADORO P.I.!
Jopa: E eu adoro N.T.O., poderíamos dar muito certo juntos.

*sobre alguma cantora ou youtuber, não lembro*
Capelo: Nossa, escutar ela é igual ser fistada.
Montenegro: Nossa, eu adoro escutar ela.
Capelo: ... "Nossa eu adoro ser fistada".

Marina: A modernidade é uma maravilha. Pílula do dia seguinte, anti concepcionais mirabolantes... Só falta a população tirar a cabeça da terra e descriminalizar o aborto.
Eu: E construírem megazords. MEGAZORDS QUE OPEREM ABORTOS!
Biancardine: MEGABORTIONS!

*dia de calor*
Eu: Até me emocionei, nossa, se eu não estivesse desidratado, teria rolado uma lágrima.

*usando roupas sociais*
Segurança do BK: Oi, com licença... Desculpa incomodar, senhor, mas aquele Cruiser branco estacionado é seu?
Eu: Oi?
Segurança do BK: O Cruiser branco.
Eu: Ah, não, não vim com meu carro. *nem tem carro*
Segurança do BK: Ah, perdão. *sai estranho*

*no antigo antigo trampo*
Rauf: Então, já sou master nisso, eu domino o meu cargo.
Eu: Master? Acho que eu sou só Visa ainda...

Eu: 50% algodão
30% poliéster
20% daora
Contém glútens e traços de soja.
Manter em local fresco e arejado. Não expor ao sol PELOAMORDEDEUS.

Contriller: Skp?
Eu: Abrindo o Skype como se abre uma vagina virgem.
Contriller: HAUAEHAUEHUAHEAUHS
Eu: Cê tá ligado como é, você vai lá e dá clique duplo... COM A ROLA.

*num bar, observando uma garrafa de Sky Vodka no display*
Eu: It's called Sky, but from here, I can't see the "s". But I already have the "K Y" for it. (Haaaaaaa! "S", "ass", got it?) 

*sobre comer muitos doces*
Eu: Eu sou tipo uma lagarta, mas em vez de folhas eu como açúcar e açúcar até fazer um casulo de açúcar e sair dele com minhas belas asas de açúcar... E comê-las. E começar o ciclo todo outra vez.

Contriller: Eu posso até ter perdido a minha perna para um tubarão, mas pelo menos eu arranquei a dele também.

Contriller: Homens só pensam em UMA coisa.
Eu: Sexo?
Contriller: NÃO, VADIA. MÁQUINAS AGRÍCOLAS!

Eu: Eu sou tipo aquele pudim que esqueceram na geladeira por muito tempo. Você olha tipo "Poxa, é tão gostoso, queria tanto comer ele, que desperdício... Mas tá com uma aparência tão feia e deve me fazer mal, melhor não."

Eu: Ontem eu comprei um tablete de doce de leite do tamanho dos meus pecados. (enorme)

*improvisation* 
Eu: I kinda wanna say something but I dunno if I should
But I like you way more than I thought I could
It worries me a bit, but I also can't hold back from saying it
And I rhymed twice, 'twas very nice.
But I'll make it four times in a row
Just to let you know
How much I like you so

*nem lembro sobre o que falávamos*
Qjn: Quem vê pensa que é um evento de anime.
Eu: Peraí... Não era? Isso explica porque levei um tapa quando pedi uma foto com aquela cosplayer...

Rauf: Ok Google.
Celular: *plim*
Rauf: Nada não.
Eu: *quebra de dar risadas*

Juliane: Depois olha a minha foto do Whatsapp e diz se ficou legal? Você é sincero, se tiver feia vai me dizer sem enrolar.
Eu: Me conhece essa aí.

Camila: Estou em Poções, Bahia.
Eu: Legal, me trás uma de mana.
Mentira, me trás uma de stamina, treinei o dia todo.
Qjn: *tomando suco de maracuja* Pede pra ela me trazer uma poção de maracujá.
Eu: Mas Queijo, você pode pedir uma poção de qualquer coisa! Imortalidade, super força...
Qjn: Ma-ra-cu-já.
Eu: ... Não, cara. Você já tá tomando maracujá. Toma essa Poção dos Desejos!
Qjn: *pega Poção dos Desejos* Desejo uma poção de maracujá.

Eu: É, estou emocionalmente sobrecarregado hoje...
Camila: Acho que você pegou a minha TPM por osmose.
Eu: Pois é. Bem, sabe aquela coisa de que os elétrons cercam seus respectivos átomos em camadas (na verdade, como uma nuvem), mas que não podemos saber com certeza onde se encontram ao seu redor, apenas calcular a probabilidade de onde estejam? E que a probabilidade diminui conforme você se afasta do átomo, mas ela nunca chega à zero? E que, então, um elétron de um determinado átomo na galáxia de andrômeda possui certa probabilidade (0,000000000......0001) de encontrar-se aqui conosco?
Camila: Sei...? O_o
Eu: Então, acho que estou com alguns de seus átomos por causa do atrito excessivo entre nós dois.
Camila: Ô atrito bom! Aplica sua força N na minha força G, gato. HAHAHAHA
Eu: AHSUAHSUHASUHASU
Camila: Omg, somos terríveis.
Eu: Terrivelmente geniais.

Eu: Lista do que comi hoje:
Leite com groselha
Lanche de romeu e julieta
Vitamina
Coxinha
Chocotone
Coca-Cola
Balinhas de goma e jujubas
2 muffins de chocolate com gotas de chocolate
Uvas verdes (ainda mais doces que as balinhas)
... Eu não sou merecedor do título "humano". :>
Thays: Mano, você quer morrer? (Ah, se ela soubesse que isso é praticamente todo dia...)

*diálogo imaginário de mim comigo mesmo ao ver um cacho de uvas sem sementes*
- MAS QUE BRUXARIA É ESSA EM QUE AS UVAS JÁ VÊM SEM SEMENTES, MAS AINDA ESTÃO NO CACHO???
- É biologia, mexeram nos genes delas.
- E PENSAR QUE USAM DE TAIS ARTES PROFANAS NA GASTRONOMIA ARCANA!!!

Vitória: Maaano, ouvi alguém batendo na minha porta às 3:08 da manhã.
Eu: Testemunhas de Jeovampiros.

*festa de ano novo 2015~2016 no Capelo; Qjn não foi*
Luhen: Nossa Capelo, tem muitos queijos na sua casa.
Eu: Mas não tem o único Queijo que importa.
*todos chora*

*dia 2 de Janeiro de 2016*
Eu: Ainda não parei de comer... DESDE 2015.
(Ele é o K-2 ele faz piadas! ♪)

Eu: Minha mente está se dispersando para direções proibidas para menores de 18 anos... Porque afinal, menores não podem dirigir, então... Não podem pegar na direção. Logo, qualquer direção é proibida para menores de 18 anos. HÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ! (forever solteiro)

Eu: Eu sou um pecador?
Biancardine: Não somos todos?
Eu: Verdade, desde que nascemos, né? Então foda-se.
Biancardine: Yup.
Exceto na Espanha.
Lá eles tiram isso de você.
No festival de Colacho, acho que era chamado.
Eles pegam todos os bebês da cidade e PULAM POR CIMA DELES.
Assim eles ficam livres do pecado original.
Eu: Uhmm... Bem que podiam comercializar a atualizar o festival.
Tipo enfileirando todos os bebês numa arena...
E pular eles com FODENDO CAMINHÕES MONSTROS!
Festival de Colacho, onde o único pecado é você não adorar caminhões monstros.
Welp, sempre que conversamos salvo um pedaço para publicação futura.
Biancardine: E eu sempre pego uma ideia para um texto.
Precisamos fazer isto mais vezes.
Eu: tenho medo de que, caso o façamos, eu não consiga mais ficar sem.
...
Biancardine: ...
"My mind is telling me noooo..."
"But my body..."
Eu: But my body... Also says no.
Biancardine: Hahaha. xD

Camila: Essa pedra em Quixadá/CE é imensa. I-MEN-SA.
Eu: Cooool, parece um terreno de Magic!
Quase tão grande...
Quanto a pedra...
Que eu tive no rim.
*piadão*
Camila: *risada por educação*

Biancardine: Tira esse álcool do seu sistema, céus.
Eu: Ei.
Meu álcool. meu sistema.
Não venha com esse patriarcado nojento pra cima do MEU corpo!
Biancardine: ... Você é homem.
Eu: Não me julgue pelo meu gênero fisiológico!
Biancardine: Eu te julgo mais pelas palavras saindo da sua boca...
Eu: Mas eu estou digitando.
Biancardine: Go fuck a horse with AIDS.
Eu: Que ideia esplendorosa!
*tira a roupa e pula masculamente deixando um rastro de arco-iris*
Biancardine: ...
Eu: *cantando no ritmo de F.U.N. de Sponge Bob*
H is for High, that's how I am now ♪
I is for idiot joooookes ♪
V is for Violent Sex, in the ass of wild hooorses ♪
Biancardine: Isso é a coisa mais gay que eu já vi em minha vida.

*falando sobre a Camila*
Eu: [...] E ela tem mais coisas de Star Wars que eu!
... Por outro lado, eu tenho mais coisas de Sakura Card Captors que ela. Uhm...
Biancardine: Antonelli... Todo mundo já sabia.

*e só pra encerrar feliz*
Camila: É incrível o quanto você é abraçável.
E abraçando de pé ainda é mais legal porque dá aquela sensação de "Aiaiai, Yukito~".
Eu: PQP, VOCÊ ACABOU DE ME DIZER A COISA MAIS BONITA E SIGNIFICATIVA QUE JÁ ME DISSERAM NA VIDA.





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Assim podemos acabar o ano num climinha mais ameno. Mais moments agora, SÓ ANO QUE VEM! HAHAHAHAHA *apanha*

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Desabafo do Cachorro

[AVISO de post que pode acabar com seu dia]

Olá.

Ontem eu assisti um vídeo, daqueles que provavelmente seriam tirados do ar, mas estava no facebook então demoraria um pouco pra alguém reportar e tal.

Eu achava que eu não possuía mais alguns sentimentos, o principal deles sendo felicidade, mas também alguns outros como empatia. Me importar com mortes ou guerras e outras injustiças, etc.

Crianças queimadas e/ou sujas e soterradas em alguma guerra no Oriente Médio? Nah, é o esperado de uma guerra, acontece pior há milênios. O pai chorando pela criança afogada? Nah, mortalidade infantil nunca esteve melhor na humanidade, e precisamos de menos gente no mundo. Gente apanhando da PM? Nah, pessoas com poder e/ou autoridade sempre irão bater nas outras pessoas, porque o ser humano é um animal medíocre que nunca mudará.

Mas ontem eu assisti um vídeo que me deu alguns sentimentos, e me fez pensar o quão tudo é pior ainda do que eu já achava que era. Era um vídeo de umas pessoas colocando uma bomba numa lata de lixo, um carinha coloca a bomba e sai correndo, enquanto outro carinha tá filmando. Daí tinha um pastor alemão solto, e quando o carinha sai correndo da lixeira, o cachorro sai correndo para a lixeira e mete a cara lá dentro. Alguns gritam, tentando chamar o cachorro, mas a bomba explode e o cachorro pula cerca de um metro de altura. Quando alcançam o cachorro, o rosto dele tá fumegando, e uma poça de sangue já se formando em volta da boca dele. Ele fica lá, respirando e engasgando no sangue, fazendo um som horrível até que você percebe claramente o momento em que ele dá seu último suspiro e "se solta", imóvel.

As reações nos comentários eram as esperadas; pessoas revoltadas, xingando os responsáveis, desejando suas mortes, etc. Algumas reações eu realmente não esperava; pessoas defendendo os responsáveis, dizendo que foi um "trágico acidente", que não foi intencional, que tentaram falar pro cachorro sair, etc.

"Intencionalmente ou não, o crime está feito, aconteceu o que aconteceu. A responsabilidade é deles e não do cachorro." respondi para um.

"Então estaria tudo bem se eu te matasse por acidente." respondi para outro.

"Tentar falar pro cachorro sair é tipo tentar falar pra sua mãe tirar a boca do meu pau, ela não entende porque não é gente." respondi para um terceiro, com raiva.

Mas mais do que raiva, eu me senti pior do que nunca. Sempre me senti muito mal, com depressão direto desde os 20 anos, etc. Mas por pior que fosse, nunca considerei o suicídio por mais do que alguns segundos. Dessa vez, aquilo estragou minha noite. Eu já estava na pior há algum tempo, tinha deixado alguns projetos de lado por uma semana e cancelado todos os rolês do final de semana para ficar sozinho em casa. Mas perto de como fiquei depois do vídeo, eu até estava bem. Considerei o suicídio por vários minutos, parado de pé no meu quarto enquanto desligava o computador e arrumava minha cama. Estagnado, olhando pra parede.

Por quê? Não pela raiva das pessoas ou da humanidade, isso já estava acostumado. Não pela tristeza, ela já me é diária e corriqueira. Mas pela PERSPECTIVA.

Perspectiva de que sempre será assim. As pessoas em suas casas, olhando um noticiário ou uma desgraça e dizendo "que horror" ou "que idiotas". Mesmo que eu melhore relativamente e encontre um caminho para um sucesso relativo, lá estarei eu, com uns 40 anos, casado e com filhos, assistindo alguma desgraça e dizendo "que babacas" ou "coitados". E só isso. Nada vai mudar com esses comentários, nada vai mudar com a indignação. E todo mundo vê essas coisas e continua a vida. Ué, se continuaram a vida, é como se tivessem aceitado aquilo. Seguir em frente é deixar pra lá essas coisas que se vê todo dia.

E eu não sei se eu quero aceitar isso, não sei se quero esse futuro para mim. Logo, devia ficar por aqui mesmo. Mórbido, não?

Mas faz sentido. se você parar pra pensar. De que adianta encontrar a felicidade, que já é algo que é infinitamente difícil pra mim, se não vai dar pra impedir que nada aconteça? Se não vai dar pra tornar as pessoas menos imbecis?

Imbecis por preconceito, imbecis por política, imbecis por insensibilidade, imbecis por egoísmo, imbecis por religião... E nem me deixem começar a falar de religião, que já sinto mais raiva. Pra quem tem religião, é tudo mais fácil. "Uma hora o mundo vai recomeçar e ficará tudo bem, esse aqui não tem como consertar." Ora, que conveniente! Assim fica fácil. Nem precisamos fazer nada, que algum deus fará pela gente. Ou pior: Se fizermos um pouquinho já está bom. Se fizermos um pouquinho já garantimos nosso lugar no paraíso ou whatever.

Quem me dera viver iludido num conto de fadas assim. Sou deprimido pois vivo a realidade, e entendo como ela é de forma mais profunda. Ou talvez só pela ausência total de alguns hormônios que me deixam com 100% de ansiedade e 0% de satisfação, mas enfim. O ponto é que nenhum ser divino tá se importando com a gente não, e muito menos teremos alguma ajuda de fora pra parar com as merdas que fazemos aqui. Tá tudo nas nossas mãos. E fazer um pouquinho não adianta, fazer o possível não ajuda.

E por isso, já dá pra desistir. E não tem essa de "esperança nas pessoas" ou "fé na humanidade", que todos esses projetinhos sociais e humanitários não alteram a realidade. E mesmo num paraíso idílico onde todos aprenderam a lição magicamente, a primeira geração de pessoas à nascer depois já começaria a fazer merda de novo. E aí? É só matar as pessoas que começassem a dar problema ou questionar ou agir diferente?

Mais fácil matar todo mundo de uma vez, o que falta nesse planeta não é caridade ou amor, mas sim outro evento de extinção global que já está atrasado. E se a humanidade acabasse, o Planeta continuaria muito bem, obrigado. Nada no Universo sentiria nossa falta.

"Good vibes" é meu cu enlatado.
*desabafo*