"And now for something completely different..."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Canções de Fractius

Olá leitores que eu prefiro presumir que não possuem braços e que por isso não costumam comentar nos meus posts! Espero que estejam todos muitíssimo bem, tirando pela falta de braços e tal, pois eu estou ÓTIMO.

"Sério, sério, sério... MUITO SÉRIO."
Hattenberg, Capelo.

Afinal, nesse último domingo que passou, dia 1º de Dezembro, como se não bastasse eu ter ganhado a melhor namorada do mundo... Ela ainda me presenteia com a carta de Magic que eu mais desejava desde 2006, quando conheci os Fractius na Espiral Temporal. Deve ter sido uma jornada e tanto pra ela ter conseguido arranjar a carta, e manter tudo para surpresa. Mas eu posso dizer... Que não só meus amados e queridíssimos fractius finalmente estão completos por terem se reunido com a Rainha deles... Mas eu também estou completo por ter encontrado a minha. *-* (ULTRAGAY)

Fractius Rainha, ou Sliver Queen, dizendo: "BITCH IMMA FABULOUS!"

Esse acontecimento acabou rendendo duas paródias musicais de Magic: Uma por mim, que cantei um verso de Killer Queen falando da minha carta nova. A outra foi pelo Qejinho, que acabou descobrindo que a pacífica canção Imagine se torna MUITO tensa quando se imagina ela cantada por um Fractius. Então, como estava com tempo livre, afinal acabei de entrar de férias, decidi escrever a versão completa de cada música e imortalizá-las aqui no meu blog. =D

Sliver Queen
MTG and Queen parody by K-2

She keeps the Legacy pieces
In her pretty Furnace
'Let them eat invasors' she says
Just like Volrath would like it
A built-in solution
By Selenia and the Predator 
At anytime an invitation
The Weatherlight can't decline

Flying and regenerate
Well versed to start hate
Extraordinarily OP

She's the Sliver Queen
Put tokens, then sacrifice
First strike with bonus damage
Guaranteed to blow your life
Anytime

Activate abilities by the price
Insatiable an appetite
Wanna try?

To avoid complications
She didn't kept the Legacy pieces
In conversation
She spoke to Karn like a baroness
Met an evincar from Rath
Went down his phyrexian fortress
Then again incidentally
Gathered all her children there

Growing naturally above the Stronghold
Eating people she couldn't care less
Fastidious and precise

She's the Sliver Queen
Double Strike, mana ramp
Played with Haste as an instant
Guaranteed to blow your life
Anytime

Drop from above the ship as 
Playful as a pussy cat
Then momentarily out of action
Gerrard was out of gas
He yelled for the polearms, poor arm
She's out to get you

She's the Sliver Queen
Trample, Lifelink
Provoke with Flanking
Guaranteed to blow your life
Anytime

One of each color is it price 
Insatiable in appetite
Wanna try?
You wanna die.


Imagine (Sliver Version)
MTG and John Lennon parody by K-2

Imagine there's a Furnace
Where's easy to die
The hell below you
Above you only us
Imagine all the slivers
Flying today

Imagine there's no hope
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
'Cause you can't target us
Imagine all the slivers
Living life while you not

You may say
I'm a sliver
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will think as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for artifacts or enchantments
A brotherhood of only us
Imagine all the slivers
Sharing all the world

You may say,
I'm a sliver
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will die as one


Meus bebês e a Rainha deles. *-*

"Os fractius são matreiros, os fractius são malvados;
E se você for devorado, ninguém irá chorar seu destino amaldiçoado."
—Rima infantil Mogg

E acho que essa é a primeira vez que falei de Magic no meu blog. O que é surpreendente, afinal, eu comecei a jogar em 2002, e nos últimos 2 ou 3 anos, é praticamente o que eu e meus amigos mais fazemos. Enfim, espero que tenham gostado, e até a próxima!

*sem aplausos pois o público não tem braços*

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Música Mais Linda do Mundo

Caramba, quando foi que passou um mês? Parece que meu último post aqui foi semana passada. '-'

Se bem que eu andei muito bem ocupado e distraído nesse último mês, então né...

Só uma música que eu queria compartilhar aqui. Uma música que, na minha humilde opinião, é a canção mais bela e pacífica já escrita. :3

Espero que gostem!


Thank You
as made immortal by 
Led Zeppelin

If the sun refused to shine...
I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea...
There'll still be you and me.

Kind woman, I give you my all!
Kind woman, nothing more...

Little drops of rain, whisper of the pain...
Tears of loves lost in the days gone by!
My love is strong with you there is no wrong...
Together we shall go until we die!

Inspiration is what you are to me!
Inspiration, look to see...

And so today, my world it smiles...
Your hand in mine we walk the miles.
Thanks to you it will be done...
For you to me are the only one!

Happiness, no longer sad...
Happiness, I'm glad!

If the sun refused to shine...
I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea...
There'll still be you and me.

~♥~

domingo, 28 de outubro de 2012

Moments: Preciosidades da Faculdade

Hail hail leitores presumivelmente bípedes! Como vocês sabem, ou não, Moments é aquela seção aonde eu posto frases, conversas, anedotas e outras riquezas que surgem em minhas relações sociais! Tenho toneladas de frases para postar, mas aqui eu selecionei algumas que aconteceram na faculdade desde o ano passado até recentemente! Espero que se divirtam e quebrem uma ou duas de suas caixas de risos. =D

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Eu: Ninguém iria querer comprar nossos órgãos.
Renata: Sempre há um lugar pra você no mercado negro. :)

Ian: Tava querendo comer alguma coisa gorda...
Rodrigo: Tipo o quê? 
Eu: TIPO A TUA MÃE!

Danielle: Ah John, deixa eu experimentar seus óculos?
Eu: Tudo bem, mas aviso que eles têm um gosto ruim... 
Danielle: Han? Não entendi... Aah! ...nossa.
Ian: Você já contou piadas melhores, John.

*sala barulhenta*
Rodrigo: Ei Ian, eu acho que o pé desse seu banco que você tá desenhado tá meio grosso...
*sala fica em silencio*
Ian: Eu gosto grosso.

Profª: Quero que depois de vocês estudarem essas 4 definições de "criatividade", criem uma definição própria e...
Eu: *voz de Godinez* Mas por que criar mais uma se já existem tantas...?
Profª: Para eu saber qual a sua definição de criatividade e...
Eu: *voz de Godinez* Mas o quê importa o quê nós achamos...? Somos apenas alunos... 

*cantina barulhenta*
Eu: Nossa mano, Milkshake é TÃO BOM... Milkshakes são tipo o pus da espinha de Odin.
Rodrigo: E os churros são tipo o quê, então?
*cantina fica em silêncio*
Renata: O PAU DE ZEUS!
*constrangimento infinito*

Profª: A primeiridade é a epifania, o irracional, um momento muito curto e sem controle de duração. O autor cita o orgasmo como uma metáfora da primeiridade de fenomenologia na semiótica. A secundidade é a ação e a reação. Você está num bosque, debaixo de uma árvore e de repente algo cai na sua cabeça: "Ploft!" Então você sente...
Eu: ...Um orgasmo!

Renata: Cadê o Digo?
Eu: Nem te digo.
Renata: ...E cadê a Vivi?
Eu: Eu nem vi.
Renata: ¬¬"

Eu: Coisas que eu aprendi nos últimos 3 meses de faculdade: Não colocar meias no chifre do satã.

Ian: Acho que o Axl se atrasou pra subir no palco do Rock in Rio porque ele queria tocar November Rain mais fielmente.
Eu: Mas já estava chovendo durante todo o tempo que ele demorou...
Ian: É. Mas ainda não era Novembro.

*indo da facul pra estação, após uma seção de fotos para um trabalho, carregando uma katana embrulhada e vestindo camiseta social*
Eu: Sabe, sinto-me muito mais seguro andando assim.
Ian: Fala da katana? Mas você teria que desembrulhá-la antes de poder usar e-
Eu: Quê? Tô falando da camisa social, cara. Inspira respeito.

Eu: É legal ficar observando os alunos de teatro ensaiando e recitando no canto escondido deles, faz a facul parecer um lugar mágico... Mas daí eu entro naquele banheiro que sempre tem cheiro de mijo com miojo e a magia acaba. Então eu penso: Se existe alguma magia nesse mundo, ela está tão misturada com a chatisse que tudo acaba sendo apenas normal.

Eu: Uma enganação essas bases comunitárias da polícia, não te deixam entrar ali. Ou dar festas ali. Se é uma base comunitária, deveria ser uma base para todos! Deveria ser uma base livre! Comunitário é o meu rabo! ...NÃO, PERA.

GH: Qual o nome daquele macaco mesmo, o "otorrino"...?
Eu: Não cara, otorrino não é um tipo de macaco. Você deve estar confundindo com babuíno.
GH: Não cara, certeza que é otorrino... Sérião.

Elis: Não sei, os garotos alemães com quem eu converso são tão educados e bonitinhos... Não entendo como eles podem ter feito tudo aquilo com os judeus.

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E aaalgo me diz que ainda há MUITO por vir. xD
Cya people, may Odin watch over your victories and poetry!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ausência lvl. 8001 (e Desabafo)

.
..
...
oilá.

Qualé, é difícil pensar numa forma de chegar em um público que notou a sua ausência por meses. (vocês notaram, não é mesmo? eu gosto de pensar que sim... eu sei que estão aí, os meus detectores de movimento indicam a sua presença!)

Mas ok, agora eu preciso ser muito sincero com vocês. Com TODOS VOCÊS dois leitores e uma chinchila manca. Que eu tanto prezo e me dão audiência. O motivo de todos esses meses sem nem mesmo um post fuleira foi... que...

 Bem, eu fui digiescolhido.


Aposto que vocês conseguem ouvir a guitarra.


Mas de certa forma, é sério. Se eu fui digiescolhido, meu brasão era a depressão. Não estava fazendo graça quando disse que precisava ser sincero. Esse post será sobre mim, então leiam por conta própria ou não.

O lance é que eu descobri que desde algo em torno dos 12 anos, apresento indícios de depressão. E meio que notei que isso é algo que está em quase toda a minha família, em diferentes níveis, então... Não, não é algo passageiro. Eu sempre achei que fosse. Que eu estava triste por algo não ter dado certo, ou triste porque fiz determinada coisa errada, ou triste por estar com sono ou com fome, ou triste por que tal relacionamento acabou, ou triste pelo Zordon nunca ter voltado aos Power Rangers... Mas não, eu sempre me senti pra baixo desse jeito, empurrando as coisas com a barriga e dizendo que ia passar, que no dia seguinte eu seria mais ativo ou faria tal coisa, porque eu sou assim.

Por muito tempo eu não admiti isso nem pra mim mesmo, escondendo minha vergonhosa incapacidade para socializar ou cumprir tarefas simples, numa espécie de aparência boba, engraçada, nonsense, otimista e preguiçosa. Era praticamente assim como todos me viam e como eu queria ser visto. Por algum motivo, achava que seria considerado "mimimizento" se falasse de depressão, e sempre odiei aparentar fraqueza. Bem, não que isso mude minha força, pois viver com depressão é uma luta diária, cara. Mas bem, também achava que seria considerado trapaceiro ou enganador se dissesse que não faço as coisas ou que não levanto da cama porque "tô down demais". Então sempre evitei sequer pensar nisso, inventado desculpas. E, casos à parte, eu sempre odiei aquelas pessoas que ficam chamando atenção nas redes sociais dizendo o quanto estão tristes e sem propósito e blábláblá. Talvez essa raiva inconsciente viesse de que eu, quando me sentia assim, escondia e tentava aparentar o contrário, então achava idiota ficar chorando em voz alta por isso.

Mas, para aquele que convivem comigo, meus amigos e amigas e alguns pedaços da minha família, com o tempo, acabam tendo a impressão errada com algumas coisas que eu faço ou deixo de fazer, justamente por não saber de tudo isso. Bem, agora eu estou falando, pois achei importante deixar aqueles que se importam à par desse detalhe sobre mim. O que mudou para que eu admitisse isso para eu mesmo recentemente, foram séries de desabafos com algumas amigas muito especiais, antigas e novas, devido à diversos acontecimentos que me deixaram à flor da pele, puxando-me numa pilha de nervos até que eu explodi. A depressão também piorou claramente, talvez por eu tê-la negado por tantos anos, crescendo exponencialmente e nunca "melhorando depois de amanhã". Mas principalmente, foi o medo de perder certas pessoas que não me entendiam. O que é completamente compreensível, afinal, sempre tive esse sentimento de "incompreendido", mas como poderia ser compreendido se eu não permitia aos outros me conhecerem? Se eu não me permitia conhecer-me? Acredito que ter identificado essa depressão, e aprendido a falar de mim mesmo (o "eu" de verdade, não o "eu" que eu achava correto e gostaria de ser visto), são um grande e bom passo.

As coisas estavam tão acumuladas que eu não derramava uma única lágrima há mais de 3 anos, mesmo em situações de falecimentos... É, eu estava tensamente trancado. Mas isso já passou, em parte. Não vou dar detalhes de como essas coisas são, pois primeiro que nem mesmo sei como falar sobre alguns assuntos, e segundo porque é pessoal demais. Mas estar começando a falar disso com algumas pessoas, e aceitando, já mostraram alguma melhora, e é bom. O ruim é que eu me afundei tanto antes de perceber, que vai demorar um longo tempo pra subir de volta. Mas estou construindo minha escada, e ela consiste basicamente em amigos e amigas, aqueles que de uma forma surpreendente, me mostraram que pessoas podem sim preocupar-se com outras que não tem relação de sangue com elas. Pessoas podem ser boas. E eu posso não sentir a falta de qualquer outra crença, mas se tem algo que eu acredito e considero bom, é o amor dentro das pessoas. Amizade.

Creio que a depressão em si não é algo que vá acabar, é simplesmente assim e pronto com muitas pessoas. Mas eu posso ao menos voltar a um nível de menor inércia. É difícil desprender-se de certos costumes e dependências, mas para manter a roda girando todo mundo precisa constantemente fazer coisas novas e conhecer pessoas novas. E claro, continuar sempre a fazer as coisas comuns que te animam, assim como manter-se com as pessoas já conhecidas que lhe trazem um sorriso verdadeiro. Deixar a água parada acaba deixando um gosto ruim no copo da vida. (ui, profuMdo)

É isso, esse foi meu desabafo, e agora estamos todos na mesma página. :D (menos a chinchila, porque ela não sabe ler.)

O lado bom é que tenho MUITO material acumulado pro blog (a maioria muito idiota), então fiquem ligados!
Cadois aqui,
Cadois fora! o/

(EDIT: Aé, eu estou vendendo meu violino, praticamente novo. alguém interessado? 250 pila~  xD)
(EDIT 2: E acabei de mudar VIOLENTAMENTE o layout do blog, o que acharam? :3)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Here They Are: The Beatles!

Por increça que parível, ainda me deparo com pessoas que não conhecem bem os Beatles. A maioria tem aquela imagem fixa na cabeça: Quatro garotos de Liverpool com cabelos iguais e ternos, correndo de uma legião de fãs esganiçadas. Não que esteja errado, sim, eles foram assim em seu começo, mas há tanto mais a ser explorado! Esse post é para os leigos curiosos em conhecer suas fases musicais, e para os fãs que nunca negam um pouco de Beatlologia durante o seu dia. :D

Tudo começou com John Lennon em 1957, quando formou sua banda de skiffle (ritmo popular da época na Inglaterra) com alguns amigos de seu colégio Quarry Bank School. A banda chamava-se The Quarrymen. Com o tempo, esses amigos escolares começaram a sair um a um e deram lugar para Paul McCartney e George Harrison. Como os dois não eram do mesmo colégio que John, não ficava mais legal chamar a banda de Quarrymen, e então ao longo de diversas transformações ("Johnny and The Moondogs", "Long John and The Beetles", "The Silver Beetles"...), a mudança radical surgiu: Lennon, que era conhecido por dar diversas versões da história, ironizou num artigo de revista que teve uma visão onde um homem, numa torta flamejante, dissera: "Vocês serão os Beatles, com A." Já dá para ver um pouquinho do humor inglês, quase pythonesco, da banda.

Lançaram seu primeiro álbum apenas em 1963, quando entrou o baterista permanente Ringo Starr, e o álbum foi chamado Please Please Me. No ano seguinte, a Beatlemania já havia inundado o Reino Unido e chegado aos Estados Unidos.

Me surpreende ainda mais alguns acharem que eles eram inocentes... Como disse uma vez meu amigo Capelo, os Beatles eram muito safadinhos, cheios das indiretas. "Well she was just seventeen, if you know what I mean..." ;D

Eles continuaram com essa mesma fórmula até 1965, lançando dois álbuns por ano: With the Beatles (também de 1963), A Hard Day's Night e Beatles for Sale (1964), e então Help! e Rubber Soul (1965). Neste último começamos a ver as mudanças, inevitáveis em um mundo em plena mudança histórica e musical (em grande parte devida a eles), e a idéia de até aonde a criatividade poderia ir no rock and roll começa a se expandir... Em Rubber Soul, graças aos interesses indianos de George Harrison, vemos a primeira música do gênero a envolver uma sítar:

"She asked me to stay and she told me to sit anywhere... So I looked around and I noticed there wasn't a chair." ;D

E eis que, em 1966, temos o álbum dito como a libertação criativa dos Beatles e a fuga do pop rock: Revolver! Ele marca a adoção do psicodelismo pela banda: Alterna-se desde a música indiana "Love You To" ao êxtase puro de "Got to Get You into My Life", da solidão orquestrada de "Eleanor Rigby" ao experimentalismo psicodélico de "Tomorrow Never Knows", e o hino ufanista de "Yellow Submarine". Com os Beatles, o mundo embarcaria no submarino amarelo da fantasia, pronto para viver toda a loucura dos últimos anos da década de 60! 

Solos de guitarra invertidos e sítar distorcida, com uma mensagem profunda e conceitual sobre a vida... "Turn off your mind, relax and float down stream..."

A partir de então, os Beatles tornaram-se uma banda de estúdio. A pressão das grandes turnês, as fãs enlouquecidas, a responsabilidade... Para eles, chega. Nunca mais pisaram num palco. Até mesmo a pressão de gravar um novo álbum com o nome da banda era demais para eles. Para o álbum seguinte, encontraram uma divertida solução: SER OUTRA BANDA!

A BANDA DE CORAÇÕES SOLITÁRIOS DO SARGENTO PIMENTA! 
(ou algo assim, entendam como quiserem)

A fórmula agora era não ter limites! Psicodelismo, experimentalismo, músicas orquestradas, calmas ou agitadas... Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club BandMagical Mystery Tour (1967) foram os álbum de escape psicológico dos Beatles, que frequentemente são citados como os mais inovadores e influentes da história da música.

E adeus aos terninhos e o cabelo arrumado. Se nada mais fazia sentido no mundo, e tudo mudava... Por que eles deveriam se manter presos às mesmices? Tudo pode ser posto em dúvida... "I am he, as you are he, as you are me, and we are all together! I'm the eggman... They are the eggmen... I'm the walrus! Goo goo g'joob!"

E veio 1968... Os Beatles não eram mais uma banda de pop rock, nem uma banda brisada e experimental... Suas fases de crescimento haviam acabado, e agora eles estavam amadurecidos musicalmente. Não eram apenas uma banda de rock, mas sim quatro músicos, dos melhores no mundo, compondo em conjunto. 

Era a vez do primeiro e único álbum duplo da banda, o maior de seus trabalhos (em número de canções, embora muitos dirão que em qualidade também), e ele foi chamado... Opa, ele não teve um nome! Apenas um encarte branco, com The Beatles escrito em relevo na frente. O "Álbum Branco" mostrou ao mundo todas as facetas e personalidades do quarteto (e o começo de suas brigas de ego que acabariam colocando um fim na banda mais tarde)

E o que poucos sabem é que foi desse álbum que veio uma música que é frequentemente citada como a primeira na história a ser influência para os futuros gêneros do hard rock e heavy metal:

"I'VE GOT BLISTERS ON MY FINGERS!"

E então, o último ano da banda antes de sua separação foi marcado pelo lançamento de seus 3 álbuns finais.

Yellow Submarine (1969) foi lançado apenas como a trilha sonora do filme homônimo, e talvez por isso tenha sido o único álbum da banda a não alcançar o 1º lugar no Reino Unido e nos EUA (curiosamente, ficou em 2º, atrás do próprio Álbum Branco lançado 2 meses antes). Embora o álbum tenha o lado B apenas com músicas orquestradas do filme que não são de autoria da banda, e o lado A tenha apenas 4 canções inéditas, entre elas encontra-se uma de minhas favoritas:

Ritmo forte, viciante, entusiasmante... E quase desconhecida para quem não é fã. "You can talk to me! If you're lonely you can talk to me!"

Mas agora, falando sério...

Abbey Road (1969)

Não vou falar nada sobre esse álbum. Apenas que ouça-o, assim que puder, se nunca o ouviu inteiro antes.

E em 1970 a magia estava acabada, os anos 60 ficaram para trás, junto com os Beatles. Em seu lugar chegaram outras bandas: Led Zeppelin para mostrar o que é o hard rock. Black Sabbath para ensinar o heavy metal. Ramones para inventar o punk. Todos com muito a agradecer por toda a inspiração e criatividade que os quatro garotos de Livepool lhes deixaram. Mas não sem antes um último álbum, gravado um ano antes e guardado até então:

E também um último show, o único desde que eles deixaram os palcos em 1966, situado na cobertura do prédio da Apple (gravadora que eles mesmos criaram), para toda Londres escutar. Apenas 21 minutos da antiga magia, mas você pode assistir AQUI!

Acabou, mas ah, tudo bem. Depois começaram as carreiras solo! Talvez algum outro dia eu fale delas. Ou não. ^^/

Todos juntos agora! :D

sexta-feira, 11 de maio de 2012

The Hills are Alive with the Sound of Music

Tem quem não vive sem um deus, ou deuses... Ou quem não vive sem outro alguém... Ou quem não vive sem um padrão de consumo e riquezas adquiridas constantemente... Tem gente que não vive sem uma leitura ou sem amigos, ou sem algum passatempo que o descontraia e tire-o da realidade... Enfim.



Para mim, o que funciona como um "deus", é a música. Livros de fantasia são uma ótima fuga, sim. Escrever é muito bom quando se tem algo a fluir de sua mente, e amigos são a melhor das companhias e bases com que se pode contar... Mas foi quando comecei a ouvir, atentamente, música, que eu comecei a me encontrar, a me formar. E é aonde eu realmente sustento a minha alma, crescentemente. Seja ouvindo-a, cantarolando-a, lendo-a, escrevendo-a ou tocando-a até onde eu sou capaz. Para mim, ela é a essência da vida.

Como cantaram Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Rita Lee: "Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o rock n' roll!"



Meio mórbido? Bem, infelizmente perder pessoas e outras coisas faz parte da vida, e aprendemos a continuar sem elas. Mas o que nos faz continuar? Muitos respondem com um deus ou religião. Outros ocupam-se de qualquer coisa, tanto faz. Para mim, quem sempre me escutou nos momentos de necessidade (embora tecnicamente seja o contrário), foi a música. Assim como quem me deu impulso nos momentos de entusiasmo, e por aí vai.

E não me levem a mal, não estou limitando a música apenas como o rock n' roll. Outros bons gêneros são tão admiráveis quanto, individualmente, cada um de sua forma e no seu momento de ser escutado. Música clássica orquestrada, música cigana, folclórica e contemporânea... Gosto de todos os gêneros que eu consigo chamar de "música". Mas, claro, não é segredo para ninguém, eu sou um cara do rock n' roll. Do bom e velho, eu quero dizer. Pois é no rock n' roll que eu mais me encontro em suas letras. É nas falas, nos discursos e na atitude de alguns artistas e bandas do gênero que eu realmente absorvo suas canções e torno suas letras partes de minha vida. De minhas regras.



É na filosofia de John Lennon, na fantasia épica de Jimmy Page e Robert Plant, na paixão transbordante de Jimi Hendrix e Janis Joplin, nas convicções inconscientes de Jack White e nos desabafos e gritos de Dave Grohl e tantos, tantos outros nomes que eu consigo entrar em acordo e tomar seus hinos como meus.

E é isso que me distrai, me sustenta e me acompanha a cada momento de minha vida, seja na cabeça, no fone ou no estéreo. (além de oxigênio e bastante comida, é claro, rs)

Ah, música. ♥