"And now for something completely different..."

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Coletânea de Poemas Toscos

Com um espírito de nostalgia e boas lembranças, decidi registrar aqui no blog alguns dos poemas toscos que eu e minhas amigas Lise e Isis costumávamos escrever no Ensino Médio.

Um ou dois eu escrevi sozinho, mas a maioria foi com a ajuda de uma delas. Outros, cada um de nós escrevia uma frase e íamos completando. Os resultados iam de terrível a horrível. Se você procurar no Universo por poemas piores que esses, apenas a prosa Vogon ganhará. (não, sério, Tinha Uma Pedra No Meio Do Caminho consegue fazer mais sentido)

Mas eu acho que dá para ao menos dar umas boas risadas. Espero que gostem!

"Rosas são vermelhas,
cachorros são cor-de-cachorro.
O dia é tão bonito como um babuíno pegando fogo,
assim como o porquinho-da-índia rolando do morro."

"Um cão,
outro cão.
Um morreu,
o outro não!"

"Laço amarrado, 
ferrado azarado, 
com queijo no sapato. 
Capim ainda é mato?
Na fila fui barrado,
fui pego no ato 
jantando um pato! 
Quá, quá, quá."

"Ão, ão, ão, 
Bobby gosta de sabão 
com cheiro de limão.
O Bobby é Bobo, 
Bobo Babão. 
'Babum!' ele diz. 
Babá no alçapão!"

"O ônibus estava lotado,
realmente apertado.
Neste dia eu perdi o rim 
e as pessoas riram de mim!"

"Ente, ente, ente.
Atiraram-me uma corrente!
O golpe passou rente
e quase fiquei sem dente!"

"O macaco que come banana!
O macaco se chama Ana.
O macaco é gay, 
e disso eu sei."

"Esse é o meu celular.
A bateria vai acabar,
ele vai tocar
mas não irá vibrar.
Um choque poderei tomar: 
'CABRUM, aaau!'
Mas que animal, 
ele gosta de bacalhau!"

"O verão está chegando, 
e os elefantes-rosa estão migrando.
Passarão o verão na Rússia,
país conhecido pelas suas montanhas.
Lá não é um país tropical, 
então eles não plantam cacau.
O cacau vira chocolate:
Só cai bem com leite parmalat!
O cachorro late: 
'Ruff, ruff, ruuuuff...'"

Agora a coisa começa a piorar. Os próximos poemas foram escritos depois de uma conversa sobre como é bom que melancias não dão em árvore, pois matariam se caísse em alguém, e que o PIOR LUGAR para se estar durante um terremoto seria debaixo de um coqueiro ou um pé de jaca...

"Era uma vez um pé de jaca
num terremoto.
Passou um cara de moto:
BUUUM!!!"
(esse me dá vergonha... não que eu me orgulhe do resto.)

"O pequeno Billy estava andando,
quando ele se pegou perguntando:
'Um pé de jaca está nascendo?
Por causa dele alguém vai acabar morrendo.'"

E a partir daqui, foi uma linha por cada pessoa. Podem ter certeza que as menores e menos relacionadas frases foram da Lise, por exemplo: O próximo poema foi na ordem Isis-Cadois-Lise, já os outros eu não tenho certeza.

"Um terremoto na selva...
Lá tinha uma relva!
Sei lá,
eu vou passear.
Não quero saber da selva,
só quero nanar!"

"Um dia, estava dormindo,
quando me peguei acordado.
E eu estava sonhando
que estava caçando um veado...
Matei ele com um cajado,
em cima do Condado.
Eu não tive pena do coitado!
'Cocoricó!' O dia amanheceu,
e não tem café da manhã 'pra eu'."
(os 3 primeiros versos desse poema fazem tanto sentido quanto um babuíno em chamas rolando o morro)

"Eu gosto de vermelho,
mas não gosto daquele pentelho!
Ronaldo...
Brilha muito no Condado,
aonde o Sol nasce quadrado."

"Aula de Técnica de Redação:
Não, não vamos fazer lição!
A professora vai brigar com a gente...
Somos um 'bandidemente'."

"Eu comi bacalhau ontem.
Mentira!
Eu vou comer maçã,
porque somos todos filhos de Tupã!
Tucano, 'crá crá cráá!'
O bico dele vai quebrar. 
... Acho que falta uma frase pra encerrar.
Mas vai assim mesmo, estou com preguiça de pensar."

"O nome dela era Zuleide...
Grande Zuleide coração de leão!
Passava as manhãs tomando chá com manjericão.
Ão ão ão, manjericão não é limão!
Que coisa não?"

"A 'Elaize' é uma chata,
e tem cara de pata!
Eu vou para a casa da minha vovó
assistir Cocoricó!"

"Nessa folha tinha espaço para mais uma poesia.
...Oi tudo bem?
Bora lá,
eu vou passear..."

Eu gostaria de pedir desculpas por existir depois de ter participado da escrita dessas... Coisas. Mas vejam bem, éramos 3 dementes realmente muito entediados durante algumas (todas as) aulas.

Mas, para terminar, tem mais um! Foi escrito esse ano, também uma linha por cada um, apenas para relembrar os bons tempos:

"Eu nasci num ovo,
vestindo um mágico gorro
e luvinhas com forro!
No meio do grande povo,
na verdade, eu sou um polvo!
Que solta arco-íris ao invés de tinta preta,
e bateu na cara com a marreta.
Eta!"

E nenhuma melhora foi percebida!
Obrigado por desperdiçar o seu tempo aqui, e até a próxima! :D

2 comentários:

Contriller disse...

"Ronaldo.

Brilha muito no Condado."

Minha cadeira escorregou, eu juro.

Marcelo »Qejinho disse...

"e é por isso que esse dente não é de verdade"